A Belo Horizonte foi alvo da terceira fase da Operação Baco, que resultou na apreensão de quase 2 mil litros de bebidas alcoólicas adulteradas ao longo do mês de abril. A ação também se estendeu a cidades da Região Metropolitana e identificou produtos impróprios para consumo sendo vendidos até em locais de grande circulação, como o Mercado Central de Belo Horizonte.

Ao todo, 29 estabelecimentos foram fiscalizados, incluindo bares, depósitos e comércios na área central da capital. Também houve ações nos bairros Santa Amélia e Centro, em BH, além do Eldorado, em Contagem, e Jardim Canadá, em Nova Lima.
Um dos principais focos da operação foi o Mercado Central, onde dez estabelecimentos foram vistoriados, todos apresentaram algum tipo de irregularidade, principalmente problemas na rotulagem das bebidas.
Como resultado, foram apreendidos 1.633,69 litros de bebidas e inutilizadas 1.705 unidades, entre garrafas, barris e galões. A ação gerou ainda nove autos de infração e cinco termos de apreensão com interdição cautelar. Parte do material recolhido será submetida a análises laboratoriais para verificar possíveis casos de falsificação, contrabando ou produção fora dos padrões.

Segundo a delegada Renata Rodrigues de Oliveira Batista, o objetivo principal é impedir que produtos irregulares cheguem ao consumidor. Ela explicou que bebidas consideradas impróprias são retiradas imediatamente de circulação.
A delegada destacou ainda que irregularidades administrativas, como ausência de selo, já são suficientes para a retirada dos produtos. O fechamento de estabelecimentos, no entanto, depende de trâmites legais mais complexos, embora a fiscalização continue de forma permanente, especialmente em casos de reincidência.
Coordenador da operação, Bernardo Naves afirmou que a ação faz parte de uma estratégia mais ampla de combate ao crime organizado, atingindo toda a cadeia produtiva, da fabricação à venda. Ele alertou para os riscos à saúde pública, já que, em alguns casos, substâncias inadequadas podem ser utilizadas na produção. Além disso, a comercialização irregular pode estar ligada a crimes como contrabando, evasão de divisas e falsificação.
A operação conta com a participação integrada de diversos órgãos, como a Secretaria de Estado da Fazenda, a Vigilância Sanitária, o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e o Ministério Público de Minas Gerais, além das forças de segurança.
O porta-voz da Polícia Militar, Rafael Veríssimo, reforçou que a venda de bebidas adulteradas também pode estar associada à lavagem de dinheiro e orientou que a população denuncie suspeitas pelos telefones 190 e 181.
A Operação Baco teve início em outubro de 2025 e segue sem prazo para terminar, com novas fases previstas para ampliar o monitoramento e combater a comercialização irregular de bebidas em todo o estado.
Como identificar bebidas suspeitas:
- Verifique rótulos e lacres com sinais de violação ou baixa qualidade;
- Desconfie de preços muito abaixo do mercado;
- Exija nota fiscal para garantir a procedência;
- Observe a coloração e possíveis resíduos no líquido.
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