A Justiça de Minas Gerais determinou que a concessionária Way-262 pague uma pensão mensal à mãe de Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos, vítima de feminicídio em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão é referente ao crime ocorrido em fevereiro deste ano e ainda cabe recurso.
Vanessa foi encontrada morta às margens da BR-262, um dia após desaparecer. O corpo da jovem estava sem roupas e apresentava sinais de violência sexual e estrangulamento em uma área próxima a um ponto de ônibus.
Na decisão, o juiz Leonidas Amaral Pinto apontou falhas na manutenção do trecho da rodovia administrado pela concessionária. Segundo a sentença, a vegetação alta obrigava pedestres a utilizarem um caminho improvisado, o que aumentava os riscos para quem passava pelo local.
O magistrado também destacou que a Prefeitura de Juatuba havia solicitado a limpeza da área ainda em janeiro, alertando para os perigos existentes na região. No entanto, de acordo com a decisão, a concessionária não realizou intervenções no local.
A Justiça determinou o pagamento mensal de R$ 1.562,09 à mãe da vítima até o quinto dia útil de cada mês. Caso a medida não seja cumprida, foi estabelecida multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil. O processo tramita em segredo de Justiça.
Em nota, a Way-262 informou que, até o momento, não recebeu qualquer citação, intimação ou comunicação oficial sobre o processo. A empresa afirmou ainda que irá apurar as informações disponíveis para verificar o caso e adotar eventuais medidas cabíveis.
Relembre o caso
Vanessa Lara de Oliveira Silva desapareceu no dia 9 de fevereiro, após sair do trabalho. Segundo familiares, aquele foi o último contato feito pela jovem antes de parar de atender ligações.
O corpo foi localizado no dia seguinte, em Juatuba, na Grande BH. As investigações apontaram como suspeito Ítalo Jefersson da Silva, de 43 anos. Conforme o registro da Polícia Militar, parentes do homem relataram que ele chegou em casa no dia do crime com barro no corpo, lesões, arranhões e marcas de sangue nas roupas.
O suspeito foi preso no dia 12 de fevereiro, em Carmo do Cajuru. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, ele possuía passagens pelo sistema prisional desde 2003 e havia obtido progressão do regime fechado para o semiaberto domiciliar em dezembro do ano passado.
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