O estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a duplicação da BR-381 no trecho entre Belo Oriente e Governador Valadares deve ser protocolado na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no dia 11 de maio, conforme participação no Imersão Indústria. A entrega marca uma etapa decisiva no processo de ampliação de um dos trechos mais críticos da rodovia, conhecida pelo alto índice de acidentes.

O levantamento reúne dados sobre custos, impactos ambientais, soluções de engenharia e possíveis adequações no traçado. Com base nesse material, será possível definir o modelo de execução das obras, orientar decisões sobre investimentos e estabelecer um cronograma para as intervenções.
Duplicação em etapas
A ampliação da BR-381 será realizada de forma gradual. O trecho entre Caeté e Belo Oriente, com 106 quilômetros, tem obras previstas para começar em 2026 e conclusão estimada para 2033, conforme confirmou o diretor-presidente da Nova 381, Marcelo Boaventura. No pico das intervenções, a expectativa é de geração de mais de 3 mil empregos diretos.
Já o trecho entre Belo Oriente e Governador Valadares, com cerca de 70 quilômetros, avançou para uma nova fase em dezembro de 2025, quando a ANTT autorizou a realização do estudo de viabilidade. A entrega do documento em maio abre caminho para a aprovação formal do projeto de duplicação nesse segmento.
Um ano de concessão
A Nova 381 completou um ano à frente da rodovia que liga Belo Horizonte a Governador Valadares. O período inicial foi marcado por intervenções emergenciais, com recuperação do pavimento e instalação de cerca de 7 mil placas de sinalização. O Serviço de Atendimento ao Consumidor registrou mais de 245 mil ligações entre julho de 2025 e abril de 2026, com pico de 42 mil chamadas só em dezembro.
Segundo o gerente de operações Diego Dutra, ao portal Por Dentro de Minas, a concessão representa um avanço aguardado há décadas.
“Antes da gestão privada, a rodovia apresentava condições precárias, especialmente em relação ao pavimento e à sinalização”, afirmou.
Investimentos e melhorias previstas
O contrato de concessão prevê R$ 9,5 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos. Para 2026, a concessionária tem uma série de melhorias programadas, entre elas a implantação de um Ponto de Parada e Descanso para caminhoneiros com capacidade para 90 veículos pesados, a reconstrução de unidades da Polícia Rodoviária Federal e a instalação de sistemas de pesagem em movimento em três pontos da rodovia.
Na área de sinalização, estão previstas a instalação de mais de 190 mil tachas refletivas, 21 mil catadióptricos e a revitalização de 354 mil metros quadrados de sinalização horizontal.
Apesar dos avanços, a segurança no trânsito segue como desafio central.
“A duplicação melhora as condições, mas a segurança depende também do usuário, respeitando limites de velocidade e evitando ultrapassagens perigosas”, destacou o gerente de operações.
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