Técnicos de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Belo Horizonte anunciaram paralisação para esta quarta-feira (23) em protesto contra a demissão de cerca de 25% do efetivo que atua nas Unidades de Suporte Básico (USB). O corte foi divulgado durante uma reunião convocada pela Prefeitura da capital e deve ocorrer no dia 1º de maio, data em que se comemora o Dia do Trabalho.

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), a decisão faz parte de uma série de cortes no sistema público municipal de saúde, justificados pela administração como ajuste diante de déficit orçamentário. Na prática, com a redução de profissionais, as ambulâncias passarão a operar com apenas um técnico de enfermagem, além do condutor.
O sindicato alerta que a diminuição no quadro pode provocar sobrecarga de trabalho, aumento no tempo de resposta das ocorrências e prejuízo na qualidade do atendimento à população. Ainda segundo a entidade, as equipes do Samu já operam com número reduzido de trabalhadores.
A paralisação está prevista para começar pela manhã, com uma manifestação em frente à sede da Prefeitura de Belo Horizonte, na Avenida Afonso Pena, na região Central, às 10h. Em seguida, os profissionais farão uma caminhada até a Câmara Municipal, por volta das 13h, onde participarão de uma audiência pública para discutir os impactos dos cortes no Sistema Único de Saúde da capital.
O Sindibel defende a abertura de diálogo entre o município, o estado e a União para ampliar os recursos destinados à saúde e evitar novos desligamentos.
A reportagem do Por Dentro de Minas questionou a Prefeitura de Belo Horizonte sobre como ficará a operação do Samu durante a paralisação e aguarda retorno.
Nota da Prefeitura de BH:
A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) esclarece que 34 profissionais foram incorporados às equipes do Samu durante a pandemia da Covid-19 por meio de contratos temporários em caráter emergencial. Esses contratos vencem em 1º de maio e não serão renovados. O Samu conta atualmente com cerca de 710 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores. A SMSA destaca que as escalas dos profissionais serão reorganizadas com o objetivo de manter a assistência à população. Além disso, não haverá redução na quantidade de ambulâncias. Cabe ressaltar, também, que a Portaria nº 2.028/2002 estabelece que a equipe mínima para atuação em Unidades de Suporte Básico (USB) é composta por um técnico de enfermagem e um condutor. Esse modelo já é utilizado em outras cidades do país e passará a ser adotado por Belo Horizonte.
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