A jovem Kethlen Moreira Soares, de 23 anos, foi identificada como a vítima cujo corpo foi encontrado decapitado no Parque Ecológico Roberto Burle Marx, conhecido como Parque das Águas, no bairro Flávio Marques Lisboa, região do Barreiro, em Belo Horizonte. Ela estava desaparecida desde 3 de abril.

O cadáver foi localizado na tarde do último sábado (25) por um funcionário que realizava a roçagem da grama do parque, após perceber um forte odor no local. O corpo estava em avançado estado de decomposição e com sinais de carbonização. A cabeça foi encontrada a cerca de dois metros do restante do cadáver. Familiares reconheceram extraoficialmente a jovem por meio de tatuagens de flores na perna esquerda. A confirmação oficial foi feita pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por meio de exame papiloscópico. A corporação aguarda a conclusão de exames antropológicos complementares.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios, que apura autoria e motivação do crime. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
Debate sobre segurança
O caso motivou uma audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de BH nesta terça-feira (28), onde foram apresentadas denúncias sobre falta de segurança, iluminação precária e ausência de manutenção no parque, que atende semanalmente cerca de 50 crianças e adolescentes por meio do projeto Viveiro Pedagógico Paulo Roberto e Agrofloresta das Águas.
Representantes que atuam no local relataram vegetação alta, abordagens suspeitas, arrombamento de banheiro e interrupção de rondas da Guarda Municipal. Pedidos anteriores por câmeras, grades, iluminação reforçada e porteiro permanente na Portaria 2 teriam sido encaminhados à Prefeitura de Belo Horizonte sem resposta.
O vereador Pedro Patrus (PT), presidente da comissão, criticou o abandono dos espaços públicos.
“A cidade anda abandonada. Coincidentemente, um dos alvos dos cortes citados recentemente são exatamente os funcionários que cuidam dos nossos parques”, afirmou. A comissão deve encaminhar ofícios ao Executivo cobrando medidas urgentes.
Outro lado
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), afirmou que o parque conta com oito câmeras de videomonitoramento em funcionamento, monitoradas pelo Centro Integrado de Operações (COP-BH), além de equipes de manutenção atuando diariamente e patrulhamento da Guarda Civil Municipal.
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