O adolescente Ítalo Leandro Martins dos Santos, de 16 anos, segue internado em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital de Pronto Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, após o acidente que matou o motorista de aplicativo Danilo Pereira Marinho, de 25 anos. Segundo a família, o quadro é delicado, mas estável.

Ítalo estava na garupa da motocicleta conduzida por Danilo no momento da colisão com uma caminhonete, na madrugada do último domingo (12), na MGC-356, na altura do bairro Belvedere, na região Centro-Sul da capital.
A mãe do jovem, Helenice Martins dos Santos, relatou que ele apresenta inchaço no rosto e ainda não consegue abrir um dos olhos. “O rosto está bastante inchado, e ele não conseguiu abrir o olho esquerdo”, afirmou. O adolescente também sofreu uma hemorragia, que segue sendo monitorada pela equipe médica.
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De acordo com a família, a principal preocupação neste momento é o risco de novas complicações.
“Existe a possibilidade de a hemorragia voltar. Se isso acontecer, pode ser necessária uma cirurgia de emergência”, explicou a mãe.
Apesar da gravidade, Helenice afirmou que o filho não corre risco de morte e pode apresentar evolução nos próximos dias. “Dependendo de como ele reagir, pode ser transferido para a enfermaria. Graças a Deus”, disse.
Ela também destacou que o adolescente sobreviveu a uma situação considerada crítica. “Foi uma segunda chance. Em casos como esse, geralmente quem está na garupa não resiste”, afirmou.
O pai do jovem, Márcio Leonardo dos Santos, acompanha a recuperação e descreveu o momento como de apreensão. “É muito difícil. Quando a gente recebe a notícia, só consegue pensar no pior”, relatou.
O motorista da caminhonete envolvida no acidente, o empresário Luis Henrique Rodrigues Pierazolli, de 45 anos, foi liberado após pagar fiança de R$ 48.630, equivalente a 30 salários mínimos. A decisão foi da juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto.
Na manhã desta quarta-feira (15), familiares e amigos de Danilo e do adolescente realizaram um protesto no Anel Rodoviário, na altura do bairro Universitário, na região da Pampulha, pedindo justiça.
Durante a manifestação, o pai de Danilo, Vander Marinho, criticou a soltura do motorista.
“A vida não tem preço, mas parece que meu filho valeu R$ 48 mil. Para ele pode ser pouco, mas para mim era tudo o que eu tinha, metade da minha vida”, desabafou.
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