O empresário Luís Henrique Rodrigues Pierazolli, de 45 anos, foi preso e encaminhado ao Ceresp Gameleira, na Região Oeste de Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira (13). Ele é acusado de matar o motociclista de aplicativo Danilo Pereira Marinho, de 25 anos, em um grave acidente na madrugada de domingo (12), na rodovia MGC-356, na altura do bairro Belvedere, Região Centro-Sul da capital mineira.
O acidente
Segundo o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, policiais que passavam pela rodovia presenciaram a colisão. A motocicleta conduzida por Danilo foi atingida pela caminhonete Ranger do empresário, e ambos, o piloto e um passageiro de 16 anos que estava na garupa, foram arremessados no asfalto. Danilo sofreu traumatismo craniano e morreu no local. O adolescente foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital João XXIII, onde segue internado em estado grave.
Ao ser abordado, o empresário apresentava sinais visíveis de embriaguez, hálito etílico e dificuldade para andar em linha reta, e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Em depoimento à PM, ele afirmou que trafegava pela faixa da esquerda quando a moto surgiu na faixa da direita, alegando não se lembrar com exatidão de como ocorreu o impacto. Segundo relatos, o motorista estaria disputando um racha no momento da colisão. Outras duas pessoas estavam na caminhonete, entre elas Renato Ribeiro, ex-jogador revelado pelo Atlético. Nenhum dos dois prestou depoimento.
O empresário foi preso em flagrante por homicídio culposo na direção de veículo automotor e por recusa ao teste do bafômetro. A prisão foi ratificada pela Polícia Civil de Minas Gerais na noite de domingo. A perícia apreendeu tanto a caminhonete quanto a motocicleta. A reportagem tenta contato com a defesa do empresário.
A família e a dor da perda
O corpo de Danilo é velado na Igreja Quadrangular do Santinho, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O sepultamento está previsto para as 10h30, no Cemitério Porto Seguro.
A família foi surpreendida pela tragédia às vésperas de uma celebração. O pai de Danilo, Vander Alípio Marinho, de 53 anos, contou que a família se preparava para comemorar o aniversário do filho no domingo.
“A gente tinha comprado carne para fazer um churrasco. Em vez disso, tive que escolher o caixão do meu filho”, lamentou.
A mãe Paris Pereira também falou sobre a dor da perda e cobrou justiça.
“Não desejo mal, mas quero justiça. Meu filho era trabalhador, queria vencer na vida. Os sonhos dele acabaram”, disse.
Apesar do sofrimento, outra mãe de Danilo, Aparecida Pereira Jardim, surpreendeu ao falar sobre perdão. Ela afirmou não guardar rancor dos ocupantes da caminhonete.
“Eu não desejo mal para esses três. Desejo que eles peçam perdão e não prejudiquem mais nenhuma família como prejudicaram a nossa”, declarou, acrescentando: “Meu filho morreu a trabalho, ele queria vencer na vida. Os sonhos dele acabaram, mas meu coração está limpo. Quem tem Deus, supera tudo.”
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