Douglas de Azevedo Carvalho, de 34 anos, conhecido como “Mancha”, chegou a Belo Horizonte na tarde desta terça-feira (17), após ter sido preso no último domingo (15) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Ele era considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil e foi localizado em uma ação conjunta entre a Polícia Civil de Minas Gerais, a Polícia Federal e forças de segurança bolivianas.
Natural de Contagem, na Região Metropolitana da capital mineira, “Mancha” ganhou destaque nos últimos anos por sua atuação no tráfico internacional de drogas. De acordo com as investigações, ele é apontado como criador da facção “Tropa do Douglas (TDD)”, que surgiu em Belo Horizonte e passou a atuar em parceria com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ainda segundo as autoridades, ele negociava entorpecentes tanto com o PCC quanto com o Comando Vermelho (CV), conforme as oportunidades.
A atuação do suspeito ganhou projeção fora do país em 2022, quando teria organizado o envio de mais de 300 quilos de cocaína para a Europa, escondidos em uma carga de açaí. Ele chegou a ser preso em junho de 2023 por esse caso, mas obteve prisão domiciliar em dezembro do mesmo ano.
Já em 2024, passou a ser o principal alvo da Operação Blot, que investigava um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Durante uma tentativa de cumprimento de mandado em Capitólio, no Sul de Minas, os policiais encontraram apenas a tornozeleira eletrônica dele presa a um macaco de pelúcia. Desde então, ele estava foragido e incluído na lista dos mais procurados do Ministério da Justiça.
As apurações indicam que a organização criminosa movimentou mais de R$ 500 milhões, utilizando empresas de fachada, como postos de combustíveis, distribuidoras de bebidas e firmas de cobrança, para ocultar a origem dos recursos. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 600 milhões em contas ligadas ao grupo, além do sequestro de 24 imóveis, da apreensão de 21 veículos de luxo e de duas embarcações, sendo uma avaliada em mais de R$ 1 milhão.
O suspeito foi encontrado em um condomínio de alto padrão na cidade boliviana. No momento da prisão, estava acompanhado de uma mulher e portava cerca de US$ 60 mil em espécie, além de documentos falsos, como uma identidade boliviana e um passaporte italiano.
De volta a Belo Horizonte, ele deverá responder por tráfico internacional e interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. As investigações continuam para identificar o alcance da atuação do grupo e possíveis conexões com outras facções no Brasil e no exterior.
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