O corpo de Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, piloto da aeronave que caiu no Bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte (MG), foi liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML) nesta terça-feira (5). O velório está previsto para começar às 11h desta quarta-feira (6), e o sepultamento ocorrerá às 17h, no cemitério municipal de Munhoz de Mello, no Norte do Paraná, cidade onde Wellington viveu durante a infância e a adolescência.

Natural de Colorado (PR), município localizado a aproximadamente 54 quilômetros de Munhoz de Mello, o piloto havia se formado no aeroclube de Maringá entre 2022 e 2023 e, mais recentemente, residia em Vitória da Conquista, na Bahia. A família informou que o translado do corpo será realizado por via terrestre, com previsão de chegada ao Paraná no início da manhã desta quarta.
O acidente
O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira (4), por volta das 12h16, poucos minutos após a decolagem do Aeroporto da Pampulha. A aeronave, um monomotor EMB-721C, fabricado em 1979, havia partido de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com destino a São Paulo (SP), tendo realizado uma parada programada na capital mineira para embarque e desembarque de passageiros.
Após a decolagem, o piloto comunicou à torre de controle que a aeronave não conseguia ganhar altitude. A torre ofereceu prioridade para o retorno imediato ao aeroporto, mas não obteve resposta. Segundo dados da NAV Brasil, responsável pelo controle do espaço aéreo, Wellington chegou a emitir um alerta de emergência (mayday), relatando falhas críticas, e tentou recuperar a altitude momentos antes da queda.
A aeronave permaneceu em voo por cerca de cinco minutos, em baixa altitude, antes de colidir contra um edifício residencial na Rua Ilacir Pereira Lima, em área urbana densamente ocupada, cercada por prédios, comércios e instituições de ensino. Parte da fuselagem ficou presa entre o segundo e o terceiro andar do imóvel, enquanto a cauda e outros destroços foram lançados ao estacionamento vizinho. O acidente foi registrado pelo Globocop.
As vítimas
Além do piloto, a aeronave transportava quatro empresários do setor de tecnologia. Ao todo, três pessoas morreram e duas permanecem internadas em estado grave:
- Wellington de Oliveira Pereira, 34 anos — piloto. Morreu no local do acidente em decorrência do impacto;
- Fernando Souto Moreira, 36 anos — filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto. Ocupava o banco do copiloto e também morreu no local. O enterro foi realizado nesta terça-feira (5/5);
- Leonardo Berganholi Martins, 50 anos — empresário. Resgatado com vida, veio a falecer no Hospital João XXIII. O corpo foi velado nesta terça;
- Arthur Schaper Berganholi, 25 anos — filho de Leonardo. Fraturou uma perna e segue internado no CTI, em estado mais estável;
- Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53 anos — fraturou as duas pernas, foi submetido a cirurgia abdominal para controle de hemorragia e permanece no CTI.
Nenhum morador do edifício foi atingido. Todos foram retirados do imóvel pelo Corpo de Bombeiros.
Investigações
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) foram acionados para apurar as causas do acidente. Equipes do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III) estiveram no local para coletar dados e preservar elementos relevantes à investigação. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também conduz apurações sobre as circunstâncias da queda.
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