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Operação mira grupo investigado por estelionato em Minas Gerais e outros dois estados

Alvo de Minas foi preso no estado capixaba
Operação mira grupo investigado por estelionato em Minas Gerais e outros dois estados - Foto: Divulgação/PCMG
Operação mira grupo investigado por estelionato em Minas Gerais e outros dois estados – Foto: Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em parceria com as polícias civis do Espírito Santo (PCES) e de Alagoas (PCAL), realizou a operação Imitatore, nessa quarta-feira (10/11), com o objetivo de reprimir crimes cometidos contra servidores públicos das Forças Armadas. Levantamentos indicam que a organização criminosa, em pouco mais de um ano e meio, tenha movimentado mais de R$ 10 milhões.

Durante os trabalhos policiais, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Vila Velha e Serra, ambas no Espírito Santo, e no município mineiro de Teófilo Otoni, Vale do Mucuri. O alvo de Minas foi preso no estado capixaba. Durante buscas, os policiais localizaram celulares, computadores, veículos e documentos. Também foram expedidas ordens judiciais, pela Justiça de Alagoas, determinando o sequestro de bens móveis e imóveis.

Os presos e outros investigados irão responder por 29 crimes de estelionato contra idosos, extorsão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A ação foi realizada pela Delegacia Adjunta de Tóxicos e Entorpecentes e Crimes Cibernéticos da PCMG em Teófilo Otoni, pela Divisão de Combate à Corrupção da PCAL e pela Delegacia de Repressão a Crimes Eletrônicos da PCES.

Organização criminosa

Conforme apurado, os investigados obtinham dados de idosos das Forças Armadas de forma fraudulenta e, com base nisso, simulavam ser funcionários de associações de pecúlio para subtrair dinheiro das vítimas. Os idosos eram ludibriados a acreditar que possuíam valores a receber da extinta Caixa de Pecúlios, Pensões e Montepios Beneficente (Capemi) e, por isso, pagavam aos envolvidos no esquema uma quantia referente a honorários ou taxas.

Após o primeiro pagamento, outros suspeitos faziam novos contatos para obter mais dinheiro. Somente de duas vítimas de Alagoas, os investigados causaram um prejuízo superior a R$ 1,3 milhão. Além do estelionato, em alguns casos, o grupo chegava a extorquir as vítimas.

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