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Polícia Civil prende três suspeitos de aplicar golpes pela internet em Santa Luzia

Suspeitos enviavam para a vítima um comprovante de depósito (falso) e solicitavam que o vendedor entregasse a mercadoria
Polícia Civil prende três suspeitos de aplicar golpes pela internet em Santa Luzia - Foto: Divulgação/PCMG
Polícia Civil prende três suspeitos de aplicar golpes pela internet em Santa Luzia – Foto: Divulgação/PCMG
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Após identificar parte de um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de sites de compra e venda de produtos e serviços, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu em flagrante três indivíduos em Santa Luzia, região Metropolitana. A ação policial foi na última quinta-feira (27/8), quando também foram apreendidos materiais diversos, entre eles três veículos, celulares e computadores.

As investigações começaram quando a equipe da 2º Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto e Roubo (Depatri) recebeu informações sobre vários golpes em sites de anúncios. Durante as investigações, a os policiais identificaram a forma como a quadrilha agia.

Os estelionatários, para executar o golpe, entravam em contato com o vendedor demonstrando interesse em adquirir o produto anunciado. Durante a negociação da compra, os criminosos conquistavam a confiança das vítimas e, na maioria das vezes, apresentavam-se como policiais militares enviando, inclusive, fotos falsas.

Para dar autenticidade a negociação fraudulenta, após o ‘fechar negócio’, os suspeitos enviavam para a vítima um comprovante de depósito (falso) e solicitavam que o vendedor entregasse a mercadoria para um motorista de aplicativo enviado por eles.

As vítimas, acreditando na veracidade do depósito e que a quantia não havia caído na conta por um atraso do banco, entregavam a mercadoria ao motorista. Elas só se davam conta sobre o golpe horas depois.

Segundo levantamentos, os motoristas, que não pertenciam ao grupo criminoso, entregavam a mercadoria para algum integrante da quadrilha, em via pública, e este levava o produto para um suposto líder da organização, que seria responsável por revendê-lo mais barato.

Conforme explicou o delegado responsável pelas investigações Gustavo Barletta, “esse golpe atinge, pelo menos, três vítimas ao dia e muitas pessoas deixam de registrar a ocorrência”.

As investigações continuam para identificar e prender demais envolvidos no crime, e os materiais apreendidos serão restituídos às vítimas.

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