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Polícia Civil indicia 11 pessoas da cervejaria Backer após intoxicação por dietilenoglicol

Inquérito foi finalizado com 29 vítimas foram confirmadas, sendo sete fatais e 22 sobreviventes com lesões corporais

Por Dentro de Minas - Google News (pordentrodeminas - googlenews)

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa segunda-feira (8), as investigações acerca do caso da síndrome nefroneural provocada pela contaminação de cerveja. O inquérito policial acumula cerca de quatro mil páginas, e 11 pessoas foram indiciadas em crimes como lesão corporal, homicídio e intoxicação de produto alimentício.

O Chefe da PCMG, Wagner Pinto, destaca que essa investigação foi algo diferente do que a Polícia Judiciária trabalha no dia a dia e contou com uma equipe multiprofissional. “Trata-se de uma investigação extremamente complexa, em que a prova técnica é imprescindível para se desencadear a investigação e, consequentemente, a definição do que ocorreu, como ocorreu e quem são os responsáveis pela ação”, ressaltou.

As investigações tiveram início no dia 5 de janeiro deste ano e, após análises com mais de 100 perícias e 70 pessoas prestarem depoimentos, foi constatado que a contaminação foi ocasionada no local da produção da cerveja por monoetilenoglicol e dietilenoglicol, líquidos refrigerantes que não poderiam entrar em contato com nenhum tipo de produto alimentício. O Superintendente de Polícia Técnico-Científica, Médico-Legista Thales Bittencourt, explica que “ambas as substâncias são tóxicas. É verdade que o dietilenoglicol tem o nível de toxicidade maior que o mono, mas ambos são igualmente tóxicos e causam a síndrome nefroneural”, ressaltou.

O Delegado Flávio Grossi, responsável pelas investigações, explicou que, no inquérito, até o momento, 29 vítimas foram confirmadas, sendo sete fatais e 22 sobreviventes com lesões corporais. “Fechamos com 29 vítimas efetivas, o que não quer dizer que não existam outras vítimas porque ainda têm 30 vítimas que já reclamaram de uma possível intoxicação/contaminação, que serão averiguadas”, detalhou.

O inquérito policial conclui que houve contaminação culposa. O Delegado Flávio Grossi confirma que “agiram de forma culposa nos hábitos produtivos, sem intenção, por perícia ou imprudência. Eles agiram de forma negligente na atuação que deveriam agir como garantidores da produção cervejeira”, afirmou. Grossi ainda explica que havia vazamentos em tanques de cerveja. “O vazamento fisicamente ocorreu porque havia furos nos tanques, no alinhamento da solda. Mas a questão a se destacar não é a ocorrência do vazamento, é o uso de uma substância tóxica dentro de uma planta fabril destinada à alimentação. Ela não poderia ocorrer, por uma simples análise de elementos técnicos nos equipamentos usados. Bastaria uma simples análise, uma simples leitura de três linhas para saber que aqueles equipamentos deveriam funcionar com anticongelantes não tóxicos”, ressaltou.

Os indiciados foram uma testemunha, que responderá por extorsão e falso testemunho; o chefe da manutenção, que responderá por homicídio culposo, lesão corporal culposa e contaminação de produto alimentício culposa; seis responsáveis ligados diretamente à produção cervejeira, que responderão por homicídio culposo, lesão corporal culposa e contaminação de produto alimentício dolosa; e três pessoas da gestão da empresa, que responderão por ato pós-produção devido ao descumprimento de normas administrativas.

As investigações foram concluídas por meio de trabalho conjunto com outros órgãos. “Agradeço ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, autarquia federal que nos auxiliou; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Polícia Militar de Minas Gerais; Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais; Polícia Civil do Distrito Federal e as Secretarias do Estado de Saúde”, finalizou o Chefe da PCMG.

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Ficco prende suspeito de tráfico e apreende drogas em Montes Claros

Prisão ocorreu quando o suspeito buscava drogas escondidas em uma mata fechada

Ficco prende suspeito de tráfico e apreende drogas em Montes Claros - Foto: Divulgação/PCMG

Ficco prende suspeito de tráfico e apreende drogas em Montes Claros – Foto: Divulgação/PCMG

Nesta sexta-feira (3), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco – Base Belo Horizonte), composta pelas polícias Civil, Federal, Rodoviária Federal, Militar e Penal, em conjunto com policiais militares de Montes Claros, prendeu em flagrante um homem, 37 anos, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e apreendeu 54 tabletes de maconha e dois de cocaína, além de um veículo e um aparelho celular, na zona rural de Montes Claros, Norte de Minas.

A prisão ocorreu quando o suspeito buscava drogas escondidas em uma mata fechada. O Delegado Murillo Ribeiro de Lima, responsável pelas investigações, explica que a ação exigiu intenso monitoramento dos policiais de Belo Horizonte e de Montes Claros e que só foi possível graças ao trabalho integrado entre as forças de segurança. “As investigações prosseguem agora para identificar não só o fornecedor dessa substância, como também a dinâmica do tráfico de drogas na região”, afirmou.

O Delegado ressalta ainda que “Só nessa primeira metade de 2020, a Ficco com as bases em Governador Valadares, Uberaba, Uberlândia e Belo Horizonte realizaram a apreensão de, aproximadamente, quatro toneladas de drogas”.

Além disso, o trabalho conjunto entre as instituições de Segurança Pública também visa ações de combate à lavagem de capitais e ao crime organizado. “O reflexo da atuação expressiva dessa força integrada demonstra que a atuação entre as várias instituições policiais que compõem a Ficco resulta em um trabalho mais dinâmico e mais efetivo na repressão ao crime organizado”, concluiu.

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Gerais

PBH prorroga benefícios fiscais e tributários de amparo a empresas com atividade suspensa

Créditos tributários e não tributários devidos ao Município podem ser pagos em até 60 parcelas

Foi publicado no Diário Oficial do Município desta sexta-feira, dia 3, o Decreto 17.382, que prorroga uma série de medidas fiscais e tributárias para o amparo às empresas que tiveram suspensos os Alvarás de Localização e Funcionamento (ALFs) e as autorizações de funcionamento. Eugênio Veloso, subsecretário da Receita Municipal da Secretaria Municipal de Fazenda, explica que a Prefeitura de Belo Horizonte instituiu as medidas em benefício dos comerciantes da capital em 19 de março, por meio do Decreto nº 17.308.

“Dentre as medidas prorrogadas há a possibilidade destas empresas pagarem o valor das Taxas de Fiscalização de Localização e Funcionamento, de Fiscalização Sanitária, e de Fiscalização de Engenhos de Publicidade em até cinco parcelas mensais e consecutivas, vencendo a primeira em 10 de outubro de 2020 e as demais no mesmo dia dos meses subsequentes. Para o exercício de 2020 o referido Decreto prorrogou as datas de vencimento em 10 de maio e em 20 de maio das referidas taxas para o dia 10 de outubro. Vale dizer que os valores devidos, por força do mencionado diferimento da data normal de vencimentos das taxas, poderão ser pagos nas condições estabelecidas, sem qualquer acréscimo de juros e multa, a partir de 10 de outubro, em até cinco parcelas mensais, até 10 de fevereiro de 2021”, afirma o subsecretário.

No mesmo sentido, as parcelas do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do exercício de 2020, com vencimento no dia 15 dos meses de abril a agosto, ainda devidas pelas empresas que tiveram suspensos os ALFs e as autorizações de funcionamento pelo Decreto nº 17.328, foram diferidas para pagamento em seis parcelas mensais e consecutivas, com vencimento a partir de 15 de setembro de 2020 até 15 de fevereiro de 2021.

Nas condições ordinárias e normais, os créditos tributários e não tributários devidos ao Município podem ser pagos em até 60 parcelas. O artigo 4º do Decreto 17.382/2020, publicado nesta sexta-feira, autorizou a possibilidade de que no período de 90 dias contados da publicação deste decreto, ou seja, até 2 de outubro de 2020, as empresas que tiveram suspensos os ALFs e as autorizações de funcionamento pelo Decreto 17.328, possam parcelar os débitos inscritos em dívida ativa que porventura possuam em até 180 parcelas, por meio do parcelamento extraordinário previsto no inciso II do art. 4º da Lei nº 10.082, de 12 de janeiro de 2011, e no art. 3º do Decreto nº 16.809, de 19 de dezembro de 2017.

“Não menos importante foi a prorrogação da suspensão das ações de cobrança de dívidas porventura existentes das empresas que tiveram suspensos os ALFs e as autorizações de funcionamento pelo Decreto 17.328, de 2020. Pelo período de 100 dias, ou seja até 12 de outubro de 2020, os débitos relativos a créditos tributários e não tributários destas empresas não poderão ser objeto de protesto extrajudicial ou de cobrança judicial. A suspensão, entretanto, abrange apenas o envio de novas certidões de dívida aos cartórios de protesto. A situação dos débitos já protestados não muda e eles continuarão nesta situação até que sejam regularizados, por meio de pagamento ou de parcelamento, que nos termos do art. 4º do novo Decreto poderão ser parcelados em até 180 vezes”, explica Eugênio Veloso.

Apesar da interrupção das cobranças administrativas e judiciais, a inscrição de débitos na dívida ativa do Município continua a ocorrer. Por 100 dias estarão suspensos o início de novos procedimentos administrativos de cobrança, de modo que não haverá envio de cartas e/ou avisos de cobrança. Mesmo com os prazos de cobrança suspensos, todos os serviços digitais relativos à dívida ativa do Município continuam disponíveis no portal da Prefeitura. O contribuinte pode verificar a situação dos débitos e regularizá-los por meio da internet, sem a necessidade de ir a pontos de atendimento acessando a função “Extrato de Débitos”.

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Gerais

Polícia prende casal por tráfico de drogas em Ubá

Entre os materiais apreendidos estão carregador de arma, drogas e dinheiros

Foto: Divulgação/PCMG

Nesta sexta-feira (03), a Polícia Civil de Minas Gerais realizou operação visando cumprir mandados de busca e apreensão no bairro Ponte Preta, no município de Ubá. Durante as diligências, foram apreendidos um carregador de pistola 9mm, da marca Glock; 78 pinos de cocaína e uma fração de barra da mesma droga; 27 pedras de crack; dinheiro e uma bola de merla. Um casal foi encaminhado à unidade policial.

Em um dos endereços, os Investigadores encontraram o carregador e não houve prisão no local. Já em outra localidade, enquanto os policiais civis arrombavam o portão, o suspeito chegou a arremessar duas sacolas, contendo drogas, no telhado da casa vizinha. Após recuperar a embalagem, em seu interior, foi localizado o restante do material apreendido. Na residência, ainda foi encontrada quantia de dinheiro que seria relacionada ao tráfico de drogas.

O casal, morador da residência, foi conduzido até a Delegacia de Polícia Civil. A mulher de 21 anos foi liberada e o homem de 25 anos encaminhado ao sistema prisional.

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