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Vale evacua casas próximo a barragem em Ouro Preto

Moradores serão encaminhados para hotéis da região

Por Dentro de Minas - Google News (pordentrodeminas - googlenews)

• atualizado em 25/04/2020 às 15:34

Barragem Doutor, da Mina Timbopeba – Foto: Vale/Divulgação

A mineradora Vale anunciou, hoje (13), que o processo de descaracterização da Barragem Doutor, da Mina Timbopeba, demandará a evacuação de casas na comunidade de Antônio Pereira, a 40 quilômetros de Ouro Preto (MG). O número exato de moradores não foi divulgado. Eles serão encaminhados para hotéis da região e, posteriormente, para moradias temporárias, que serão alugadas pela mineradora.

De acordo com a mineradora, o plano de descaracterização da barragem será iniciado em março e a realocação será temporária. “Importante ressaltar que se trata de uma remoção preventiva programada. A Barragem Doutor está em nível 1 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (Paebm), que não exige evacuação da população à jusante, e não recebe rejeitos desde março de 2019. Não há qualquer situação que exija a elevação de nível de emergência”, informou a Vale em nota.

Segundo classificação da Agência Nacional de Mineração (ANM), a Barragem Doutor foi construída por alteamento a montante. É o mesmo método associado às duas tragédias recentes da mineração. Em novembro de 2015, o rompimento de uma estrutura da Samarco matou 19 pessoas e casou destruição na Bacia do Rio Doce. Já em janeiro do ano passado, foi uma barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho (MG) e desde então 259 corpos já foram resgatados e 11 pessoas ainda estão desaparecidas.

Após essa segunda tragédia, foi sancionada pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a Lei Estadual 23.291/2019. Ela instituiu a Política Estadual de Segurança de Barragens, estabelecendo prazos para que o empreendedor responsável por barragem alteada a montante promova a descaracterização. Em âmbito nacional, a ANM editou uma resolução com determinação similar.

De acordo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (Feam), 43 estruturas foram enquadradas no dispositivo da lei estadual, das quais 16 são da Vale. Para descaracterizar todas elas, a Vale anunciou investimentos de R$ 7,1 bilhões. Em dezembro do ano passado, a mineradora anunciou a conclusão da primeira descaracterização, envolvendo a Barragem 8B, na Minas de Águas Claras, em Nova Lima (MG).

Evacuações

A remoção das famílias na comunidade de Antônio Pereira é mais um capítulo das evacuações realizadas após a tragédia de Brumadinho. No mês passado, a Vale estimava que cerca de 450 famílias (link: 4) estão fora de suas casas em Minas Gerais. A mineradora deve assegurar a elas, além da hospedagem, alimentação, transporte e itens de necessidade básica.

A situação decorre do pente-fino nas barragens realizado após a tragédia de Brumadinho, envolvendo desde vistorias da ANM até ações judiciais movidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para pedir a paralisação das atividades em determinadas minas. Como resultado, dezenas de barragens foram consideradas inseguras e ficaram impedidas de operar. Em alguns casos, foram determinadas evacuações de comunidades pela Justiça ou pela ANM.

Segundo as normas vigentes, quando a situação da barragem exige a elevação do nível de emergência para 2 ou 3, é obrigatória a retirada de famílias da zona de autossalvamento, isto é, da área que seria alagada em menos de 30 minutos caso ocorra um rompimento. A Vale possui atualmente quatro barragens no nível 3, o alerta máximo que significa risco iminente de ruptura.

Nova Lima

No nível 2, estão outras quatro estruturas da Vale, inclusive a Barragem Capitão do Mato, no município de Nova Lima, que teve sua situação alterada nesta semana. A mineradora informou na terça-feira (11) a sua elevação para nível 2. “Em decorrência do volume de chuvas, superior à média histórica registrada na região, alguns instrumentos da estrutura apontaram alterações temporárias no nível de água, já tendo, neste momento, retornado aos níveis normais. A barragem permanecerá preventivamente em nível 2 até a conclusão da análise técnica do histórico e das condições atuais da estrutura”, informou a mineradora.

Apesar da elevação do nível, não houve novas evacuações. Segundo a Vale, os moradores já haviam sido realocados. A zona de autossalvamento é similar à da Barragem Vargem Grande, que está em descomissionamento. A estrutura chegou a atingir o nível 2, mas em junho do ano passado foi rebaixada para nível 1.

Em Nova Lima, em 28 de janeiro foi anunciado que quatro famílias precisaram ser retiradas de suas casas. Os imóveis estão situados em Macacos, comunidade com uma área ameaçada pela barragem B3/B4, uma das estruturas da Vale que se encontra em nível 3.

“A medida, de caráter preventivo, leva em conta o Termo de Compromisso firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para revisão dos estudos de dam break de todas as barragens em Minas Gerais”, informou a Vale. Segundo a mineradora, resultados preliminares do estudo da B3/B4 sugeriram que a área alagada, em um cenário extremo de rompimento, é maior do que se estimava anteriormente. Assim, a evacuação realizada no ano passado não havia incluído essas quatro famílias.

Gerais

Polícia recupera carga de respiradores roubada em Ribeirão das Neves

Cinco respiradores hospitalares que foram roubados na BR-040 na semana passada

Polícia recupera carga de respiradores roubada em Ribeirão das Neves - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Polícia recupera carga de respiradores roubada em Ribeirão das Neves – Foto: Divulgação/Polícia Civil

Na tarde desta segunda-feira (13), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) recuperou cinco respiradores hospitalares que foram roubados na BR-040, altura de Ribeirão da Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), na última sexta-feira (10). A carga, avaliada em aproximadamente R$ 250 mil, saiu da cidade de Serra, no Espírito Santo, com destino a Cuiabá, estado do Mato Grosso.

Os aparelhos foram subtraídos por volta das 2h, quando o veículo da vítima foi cercado por outros três automóveis. Aproximadamente oito homens saíram dos carros e fizeram o motorista refém, até que o roubo fosse concluído. A partir do testemunho da vítima, a equipe da Delegacia Especializada em Investigação e Repressão ao Furto, Roubo e Desvio de Carga, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), iniciou os levantamentos.

Os policiais civis obtiveram a informação de que os suspeitos, buscando burlar a polícia, descartaram toda a carga em uma estrada vicinal entre Belo Horizonte e Santa Luzia, também da RMBH, onde o material foi apreendido. O Delegado César Matoso informa que a PCMG já tem pistas dos veículos utilizados no crime e está trabalhando na identificação e prisão dos suspeitos. “Estamos, neste momento, no encalço dos criminosos, que ainda estão em posse do veículo da vítima”, diz.

Segundo o Delegado, há suspeitas de que os envolvidos sabiam do conteúdo da carga, dado o valor e pelo fato de ter sido usado um veículo pequeno para o transporte, que chama pouca atenção. “Por se tratar de respiradores, equipamentos que atualmente têm uma grande procura, o valor econômico desse tipo de material no mercado é muito alto. Isso poderia ter despertado o interesse deles”, explica.

A Polícia Civil já está em contato com as vítimas para a restituição do material roubado. “Estamos agindo o mais rápido possível para que esses aparelhos cheguem em segurança em Cuiabá, a fim de que os pacientes acometidos pelo coronavírus possam ser tratados adequadamente”, finaliza Matoso.

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Gerais

Suspeito de cometer roubo a fazendas próxima a Sete Lagoas é preso em operação

Homem foi preso em Vespasiano pela Polícia Civil

Operação Zabelê II – Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais realizou, na última sexta-feira (10), a operação Zabelê II, que resultou na prisão de um suspeito, 29 anos, de cometer roubo a fazendas nas regiões próximas a Sete Lagoas. O homem foi preso em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

As investigações tiveram início em abril deste ano, após um roubo cometido em uma fazenda no município de Baldim, região Central de Minas, por quatro suspeitos armados e encapuzados. A primeira fase da operação aconteceu no dia 22 de maio, quando três homens, de 24, 27 e 28 anos, foram presos nas cidades de Sete Lagoas e Baldim.

A ação foi realizada pela Delegacia de Polícia Civil em Baldim.

O preso foi encaminhado ao Sistema Prisional.

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Gerais

Mulher tem parte do couro cabeludo arrancando em acidente com jet-ski em Mariana

Bombeiros informaram que motor sugou o cabelo da jovem para dentro da turbina do jet-ski

• atualizado em 12/07/2020 às 19:09

Foto: Redes Sociais

Um mulher ficou gravemente ferida após ter parte do couro cabeludo arrancando em um acidente envolvendo jet-ski, em Mariana, na Região Central de Minas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 13h30, em uma lagoa localizada no Distrito Barro Branco.

Ainda segundo os Bombeiros, a vítima feminina de 21 anos prendeu o cabelo na motor do jet-ski durante um passeio. O motor sugou seu cabelo para dentro da turbina. Amigos ajudaram no resgate, após avistarem o acidente próximo da margem e puxaram para fora da água.

A jovem identificada como Mayra Alves Soares foi encaminhada para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte pela equipe do Arcanjo dos Bombeiros.

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