ELEIÇÕES 2020Veja os 15 nomes dos candidatos a Prefeito em Belo Horizonte saiba mais
Gerais

Polícia em Montes Claros prende homem suspeito de feminicídio

Delegado Bruno Rezende - Foto: Divulgação/Polícia Civil
Por Dentro de Minas - Google News (pordentrodeminas - googlenews)

A Polícia Civil de Minas Gerais, em Montes Claros, durante entrevista coletiva esclareceu as circunstâncias da morte de Elizângela Gomes Vieira, 37 anos. No dia 22 de junho, a Polícia Militar foi acionada a comparecer no Bairro Tancredo Neves, para atender a um possível caso de suicídio praticado por Elizângela. Assim que tomou ciência dos fatos, a Polícia Civil iniciou as investigações e, em quatro meses, conseguiu provas que desqualificaram a ocorrência de suicídio. O ex-marido da vítima Gilvan Vieira de Pinto, de 43 anos, foi preso e encontra-se no Sistema Prisional, à disposição da Justiça.
Investigações

Os laudos periciais e de necropsia foram imprescindíveis para desclassificar o cenário de suicídio, explicou o Delegado Bruno Rezende. Houve uma simulação do suspeito; ele modificou a cena do crime. A vítima foi enforcada no chão, depois ele suspendeu Elizângela, colocou uma corda no pescoço dela para aparentar o autoextermínio.

Os ferimentos encontrados no pescoço da vítima, segundo a Perícia Técnica e a Medicina Legal, eram incompatíveis com a projeção de enforcamento, assim como as manchas de hipóstase formadas no cadáver. Diante das circunstâncias divergentes, o Delegado Bruno Rezende iniciou a oitiva das testemunhas. Algumas alegaram que o cadáver foi mudado de local na cena do crime. Familiares alegaram que subiram no muro da casa de Elizângela e viram o corpo dela no chão. Depois, quando puderam entrar no imóvel, perceberam que a vítima estava suspensa, uns vinte centímetros, pela corda que estava no pescoço dela. Antes da chegada da Polícia Militar e da Perícia da Polícia Civil no local do crime, apenas Gilvan, ex-marido da vítima, teria estado no imóvel. Ele pulou o muro quando foi chamado pela filha do casal que havia ido visitar a mãe e, como não foi atendida, chamou o pai.

Conclusão

Gilvan Vieira Pinto, de 43 anos, ex-marido da vítima, nega os fatos. No início das investigações, ele alegava que a vítima havia se suicidado, depois, diante das provas coletadas, passou a admitir que poderia ser homicídio e apontou como suspeito um possível amante da ex-esposa.

Essa versão foi descartada pelo Delegado responsável pelo caso. A pessoa com quem a vítima se relacionava estava trabalhando no momento dos fatos. Temos folha de ponto assinada por ele e filmagem do dia e hora dos fatos, explicou.

Segundo o Delegado, o suspeito, há três meses, vinha monitorando o celular da vítima. “Ele teria, inclusive, implantado um programa conhecido como espião no celular dela. Além disso, colocou um rastreador no carro de Elizângela. O suspeito tinha acesso à troca de mensagens da vítima com outras pessoas, a seguia pelas ruas, além de ter arquitetado o crime por três meses”.

7889 Publicações

Sobre
A Por Dentro de Minas é um portal que traz as principais notícias do Estado de Minas Gerais.
Artigos
Relacionados
Gerais

Polícia conclui investigações sobre homicídio em Uberaba

Suspeitos do crime são o filho da vítima
Gerais

Polícia conclui inquérito sobre homicídio e tentativa de feminicídio em São Joaquim de Bicas

Motivação dos crimes seria uma discussão entre o suspeito e a vítima fatal
Gerais

Seis pessoas são presas em flagrante por cárcere privado em Prudente de Morais

Proprietário do estabelecimento também foi autuado por crime ambiental

Deixe uma resposta