O projeto Nova Vila, desenvolvido pela AngloGold Ashanti em parceria com a Prefeitura de Nova Lima e a construtora Concreto, prevê a transformação das antigas minas Velha e Grande em um novo bairro integrado, sustentável e voltado ao uso público. A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (25), durante a EXPOSIBRAM 2026, em Belo Horizonte.
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O projeto foi tema do painel “Nova Vila: Fechamento de Mina como Ferramenta de Transformação do Território” e propõe a revitalização de uma área histórica de Nova Lima, com espaços destinados à cultura, esporte, comércio, moradia, gastronomia e inovação.
Segundo Fernando Claudio, diretor-geral do Instituto AngloGold Ashanti, a iniciativa representa um projeto de legado para o município.
“O Nova Vila é um projeto de legado da cidade de Nova Lima.”

Nova avenida vai ligar rodoviária à Praça do Mineiro
Entre as intervenções previstas está a construção de uma nova avenida de aproximadamente 2 quilômetros, com ciclovias, para melhorar a mobilidade entre a região da rodoviária e a Praça do Mineiro, que também será revitalizada.
O planejamento prevê ainda que aproximadamente 25% da área seja destinada à preservação ambiental, com corredores ecológicos e proteção de trechos de Mata Atlântica.
A proposta busca integrar áreas verdes, patrimônio histórico e novos espaços de convivência e atividades econômicas.

Projeto prevê mercado, centro cultural e espaços de lazer
O Nova Vila deverá reunir diferentes equipamentos públicos e privados em uma área que atualmente abriga estruturas relacionadas à atividade mineradora.
Entre os espaços previstos estão:
- Espaço multiuso;
- Mercado distrital, instalado em um prédio histórico revitalizado;
- Centro esportivo integrado à natureza;
- Centro cultural, com salas multiuso e auditório;
- Espaço gastronômico, com restaurantes e cafés;
- Espaço de valorização da memória, com museus;
- Percurso interpretativo na Mina Grande;
- Bondinho, como parte da proposta de valorização histórica e turística da região.
A intenção é preservar elementos da história da mineração e, ao mesmo tempo, criar novos espaços de convivência e atividades econômicas.
R$ 300 milhões em investimentos
A implantação do projeto prevê aproximadamente R$ 300 milhões em investimentos destinados a obras civis, equipamentos e maquinários.
Antes da implantação do novo bairro, estão previstas diversas ações relacionadas ao descomissionamento das antigas estruturas, incluindo desmontagem, demolição, remoção de estruturas metálicas, escavações e tratamento dos materiais removidos.
A expectativa é que cerca de 300 trabalhadores sejam contratados para a execução das obras. Após a conclusão e entrada em funcionamento do Nova Vila, a estimativa é de que aproximadamente 300 pessoas trabalhem diariamente no empreendimento, em atividades como comércio, gastronomia e escritórios.
Segundo a AngloGold, o projeto poderá ainda gerar cerca de 600 empregos indiretos nos primeiros três anos.
Mais de 1,5 mil pessoas participaram das discussões
Um dos desafios apontados pela empresa para o desenvolvimento do projeto foi justamente a necessidade de construir a proposta a partir do diálogo com diferentes setores da sociedade.
Desde 2022, mais de 1,5 mil pessoas participaram de consultas públicas, escutas ativas e reuniões setoriais que contribuíram para a definição das diretrizes do Nova Vila. Estudos técnicos ambientais, sociais e estruturais também foram utilizados no planejamento.
“Eu acho que a dificuldade de criar esse projeto é o que o torna tão especial. A dificuldade é, de fato, ser um projeto que se propõe a ser aberto ao diálogo, aberto a ouvir todas as partes para que a gente desenvolva um projeto que faça sentido para todo mundo”, afirmou Fernando Claudio.
Projeto avança para votação na Câmara
De acordo com a AngloGold Ashanti, o projeto já recebeu aprovações do Conselho Municipal de Patrimônio, da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A próxima etapa envolve a votação da Operação Urbana Consorciada (OUC) na Câmara Municipal de Nova Lima.
A proposta pretende transformar uma área historicamente ligada à mineração em um novo espaço urbano, conciliando preservação ambiental, valorização do patrimônio, geração de empregos, mobilidade e novos usos para o território.

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