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A diversidade precisa deixar de ser apenas uma meta e passar a fazer parte da estratégia das empresas. A avaliação é de Ruben Fernandes, diretor de Operações Globais da Anglo American. O executivo participou de um bate-papo no estande da mineradora nesta terça-feira (25), durante a Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (Exposibram 2026), no Expominas, em Belo Horizonte.
Para Fernandes, ações como programas, cotas e metas são importantes para ampliar a diversidade no ambiente corporativo, mas não são suficientes. Na avaliação dele, é necessário que as empresas adotem uma postura mais intencional para promover mudanças.
“Muito se fala em diversidade, em programas e cotas e metas, o que é importante para a gente sair um pouco da inércia. Mas a gente tem que ser mais intencional”, afirmou.
O executivo chamou atenção para a baixa participação feminina em posições de comando na mineração. Ele citou como exemplo o fórum de CEOs realizado durante a Exposibram, que reuniu cerca de 40 executivos.
“O que me chamou atenção aqui na Exposibram foi o fórum de CEOs que tivemos, onde, entre 40 CEOs, mais ou menos, havia duas mulheres. Isso é muito pouco”, disse.
Diversidade pode contribuir para geração de valor
Fernandes afirmou que equipes formadas por pessoas com diferentes experiências e perspectivas podem contribuir para melhorar a tomada de decisões e ampliar a capacidade das empresas de gerar valor.
“A mulher traz uma perspectiva diferente, um olhar diferente. A diversidade como um todo, não só de gênero, mas de raça, de cultura, traz isso. Isso movimenta toda a capacidade de uma empresa gerar valor”, afirmou.
Segundo o diretor, a discussão não deve ficar restrita ao setor de mineração e pode ser aplicada a diferentes segmentos da indústria e dos serviços.
Anglo American tem mulheres em posições de liderança
Fernandes também destacou a presença de mulheres em cargos de liderança dentro da Anglo American. No Brasil, a empresa é comandada por Ana Sanches.
De acordo com o executivo, outras operações internacionais da companhia também são lideradas por mulheres.
“No meu comitê executivo a gente tem três mulheres. A Ana é uma delas. Tem a CEO do Chile que é mulher, a CEO da África do Sul é mulher, eu tenho um homem como CEO do Peru. Então, você vê que a gente está com três em quatro”, explicou.
Para Fernandes, aumentar a presença feminina em cargos de liderança exige preparação e oportunidades dentro das próprias organizações.
“Isso tem que permear toda a organização. A gente tem que preparar as mulheres para assumir esses cargos de liderança. Não é só a questão da meta, é a questão da equidade também”, afirmou.
O executivo defendeu ainda que homens e mulheres tenham as mesmas oportunidades de crescimento profissional e remuneração.
“Mulher e homem têm que ter a mesma capacidade de gerar valor e de serem remunerados da mesma forma. Isso faz parte da estratégia da empresa e não é só um programa”, concluiu.
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