A mineração mantém um peso importante no mercado de trabalho brasileiro e tem em Minas Gerais seu principal polo de empregos diretos. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), mostram que a indústria extrativa mineral alcançou 229.614 empregos diretos em maio de 2026, sem considerar petróleo e gás. Entre janeiro e maio deste ano, foram criadas 421 novas vagas no setor.
Minas Gerais concentra a maior parcela dos empregos da indústria extrativa mineral. No segundo trimestre de 2025, dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) apontavam que 34% do estoque de trabalhadores do segmento estava no estado, à frente do Pará, com 13%, e da Bahia e de São Paulo, com 7% cada.
O dado estadual mais recente consolidado pelo IBRAM registra 76.594 empregos diretos em Minas Gerais em 2024, o equivalente a 34,7% de todos os postos diretos da mineração no país naquele ano. O número representou crescimento de 3,8% em relação a 2023, quando o estado tinha 73.756 trabalhadores no setor.
Quantos empregos a mineração gera?
No país, o setor chegou a 229.614 empregos diretos em maio de 2026. O número representa uma alta de 1,57% em relação aos 226.067 postos registrados em junho de 2025, uma diferença de 3.547 empregos entre os dois recortes.
Apesar do estoque maior, a abertura de novas vagas desacelerou de forma significativa. Nos primeiros seis meses de 2025, a mineração havia criado 5.085 novos empregos. Já entre janeiro e maio de 2026 foram abertas 421 vagas.
Isso representa uma redução de aproximadamente 92% no ritmo de criação de empregos entre os dois períodos. A comparação, porém, considera cinco meses de 2026 contra seis meses de 2025 e, por isso, deve ser lida como uma indicação da desaceleração, e não como uma comparação de períodos exatamente iguais.
| Indicador | 2025 | 2026 |
| Empregos diretos no setor | 226.067 | 229.614 |
| Novas vagas no período | 5.085 | 421 |
Minas Gerais concentra a maior parcela
A importância de Minas Gerais no mercado de trabalho da mineração acompanha o peso do estado na própria atividade mineral. O estado respondeu por 38,2% do faturamento nacional da mineração no primeiro semestre de 2026, com R$ 57,6 bilhões, à frente do Pará, que registrou R$ 52,2 bilhões.
Na arrecadação da CFEM, Minas também manteve a liderança. No primeiro semestre de 2026, o estado foi responsável por 44,4% dos R$ 3,8 bilhões arrecadados em royalties da mineração no país.
No mercado de trabalho, o último número estadual consolidado divulgado pelo IBRAM aponta que Minas Gerais tinha 76.594 empregos diretos em 2024. Naquele ano, o estado concentrava 34,7% dos empregos diretos do setor mineral brasileiro.
A ANM, em seu levantamento do segundo trimestre de 2025, também identificou Minas como o principal estado empregador da indústria extrativa mineral, com 34% do estoque nacional.
Emprego cresce menos que o faturamento
A desaceleração das contratações ocorre em um momento em que o faturamento da mineração brasileira avançou. No primeiro semestre de 2026, o setor faturou R$ 150,7 bilhões, alta de 8,2% sobre os R$ 139,2 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
O minério de ferro continuou sendo o principal produto, embora tenha registrado queda de 3,1% no faturamento. O ouro teve crescimento de 44,2%, chegando a R$ 25,3 bilhões, enquanto o cobre avançou 41%, para R$ 20,6 bilhões.
Segundo o IBRAM, o mercado de trabalho costuma reagir mais lentamente às mudanças no desempenho econômico. Assim, o aumento do faturamento não necessariamente resulta em crescimento imediato do número de trabalhadores, enquanto uma redução na receita também pode levar algum tempo para aparecer na geração de empregos.
Investimentos podem ampliar vagas nos próximos anos
Apesar da desaceleração no ritmo de contratação, as perspectivas de investimentos apontam para expansão da atividade mineral. O IBRAM estima US$ 76,9 bilhões em investimentos entre 2026 e 2030, alta de 12,5% em relação à projeção anterior.
Desse total, US$ 21,3 bilhões estão previstos para minerais críticos e estratégicos, como cobre, níquel, terras raras, grafita, lítio, nióbio e zinco.
Para Minas Gerais, os investimentos em minério de ferro continuam sendo relevantes, mas a expansão de projetos ligados ao lítio, nióbio e outros minerais estratégicos pode diversificar a atividade e abrir novas oportunidades de trabalho nos próximos anos.
Os números mostram, portanto, que a mineração continua sendo uma importante fonte de empregos formais no país e, principalmente, em Minas Gerais. Em 2026, porém, o setor mantém praticamente o mesmo patamar de trabalhadores do ano anterior, enquanto o ritmo de criação de novas vagas diminuiu de forma expressiva.
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