Cinco candidatos ao governo de Minas Gerais participam, neste domingo (16), do primeiro debate televisionado da disputa pelo Palácio Tiradentes nas eleições de 2026. Promovido pela Band, o encontro será realizado em Belo Horizonte, a partir das 20h.
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Participam do debate Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD), atual governador do estado.
Patrus Ananias (PT), que também havia sido convidado, não participa do encontro. O candidato esteve neste domingo em São Bernardo do Campo (SP), onde acompanhou o lançamento da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dívida de Minas domina primeiras declarações
Antes do início do debate, Cleitinho defendeu a revisão de isenções fiscais como uma das medidas para enfrentar a dívida de Minas Gerais, que, segundo ele, está próxima de R$ 200 bilhões.
“Se você está devendo uma pessoa, vai bater nessa pessoa? Você vai, com humildade, dialogar com essa pessoa para poder pagar”, afirmou o candidato. Ele também disse que buscará uma solução para o endividamento estadual independentemente de quem ocupar a Presidência da República a partir de 2027.
Alexandre Kalil criticou o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e afirmou que o acordo aprovado pelo Senado seria prejudicial a Minas Gerais.
“O que aconteceu com o Propag foi uma agressão a Minas Gerais. Agressão do Senado Federal, que aprovou por unanimidade um pacote pronto que foi colocado na goela de Minas Gerais, que vai gerar um rombo de 175 bilhões de reais”, declarou.
Kalil também afirmou que pretende tratar a questão diretamente em Brasília e criticou a condução do endividamento estadual.
Gabriel Azevedo afirmou que sua prioridade será equilibrar as contas estaduais sem comprometer a prestação de serviços públicos.
“O meu primeiro compromisso é equilibrar as contas, fazendo com que o serviço que você precisa, a escola, o hospital, a polícia, continuem operando pelo bem do mineiro”, disse.
Entre as medidas apresentadas, o candidato citou a criação de uma agência independente para acompanhar a aplicação dos recursos públicos, a revisão de subsídios e o combate a desvios de dinheiro.
Mateus Simões, por sua vez, afirmou que o governo estadual já teria pago R$ 13 bilhões da dívida desde que assumiu o cargo. Segundo ele, o passivo, que anteriormente considerava impagável, passou a estar dentro da capacidade de pagamento do estado, embora ainda represente uma forte pressão sobre o caixa.
O governador também defendeu que parte dos recursos pagos por Minas Gerais ao governo federal retorne ao estado por meio de investimentos.
“Queremos que o governo reconheça a colaboração de Minas para a economia nacional. Falta sensibilidade”, afirmou.
Flávio Roscoe rejeitou a ideia de que esteja no mesmo campo político de Cleitinho, apesar de os dois disputarem parte do eleitorado de direita.
“Não tem mesmo lado, eu tô disputando o governo e ele também, nós dois estamos querendo o mesmo cargo, não tem lado, quem tem lado é o eleitor”, declarou Roscoe.

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