A dívida de Minas Gerais foi o primeiro tema discutido pelos candidatos ao Governo do Estado no debate da Band Minas, realizado neste domingo (16). Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) apresentaram propostas diferentes para lidar com o endividamento e com o acordo firmado por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
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Alexandre Kalil criticou o acordo e afirmou que o modelo pode gerar um impacto de R$ 165 bilhões para Minas Gerais em cinco anos. Para o candidato, o Estado precisará buscar uma nova negociação em Brasília para conseguir manter sua capacidade de investimento.
“Minas Gerais é absolutamente ingovernável nesse Propag. Nós vamos para Brasília, é por isso que nós não estamos pendurados em presidente da República, porque nós temos que resolver a questão da dívida de Minas Gerais”, afirmou.
Cleitinho defendeu que o próximo governador mantenha diálogo com o governo federal, independentemente de quem esteja na Presidência. O senador também propôs revisar contratos, benefícios fiscais e casos de sonegação para aumentar a arrecadação estadual. Ele afirmou ainda que não seria possível quitar toda a dívida em quatro anos.
Gabriel Azevedo afirmou que Minas precisa equilibrar as contas e evitar gastos acima da arrecadação. O candidato também propôs a criação de uma agência independente para acompanhar a aplicação dos recursos públicos e defendeu a revisão de benefícios fiscais concedidos a empresas.
Flávio Roscoe também defendeu a renegociação do Propag e afirmou que a bancada mineira no Congresso deve atuar de forma unificada em defesa dos interesses do Estado. Ele ainda propôs medidas para reduzir entraves a empreendedores e estimular o crescimento econômico, com o objetivo de ampliar a arrecadação.
Mateus Simões destacou que, desde que assumiu o governo, foram pagos R$ 13 bilhões da dívida. Segundo ele, o Estado atualmente consegue cumprir os pagamentos, mas enfrenta dificuldades para manter investimentos. O candidato defendeu uma nova negociação com o governo federal e criticou a falta de investimentos em Minas Gerais.
Simões também afirmou que o Estado paga cerca de R$ 600 milhões por mês ao governo federal e cobrou que parte desses recursos retorne em obras e investimentos, especialmente em rodovias e ferrovias.

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