A gaúcha Dominique Pinto ganhou ótima repercussão internacional com o primeiro trabalho



Dom La Nena abriu o leque de possibilidades criativas. Enquanto seu primeiro álbum chamava atenção pela introspecção, focado especialmente na combinação entre sua voz e seu cello, o recém-lançado “Soyo” é mais animado, com experimentações que levam para um caminho mais pop e universal.

“Em ‘Ela’, não havia praticamente nenhum instrumento elétrico e percussivo. A sensação que temos quando o escutamos é a de estar numa sala com cortinas de veludo, tapetes, algo do frio europeu”, conta a musicista brasileira, radicada na França. “Nesse segundo disco, eu senti vontade de abrir as janelas dessa sala, e deixar entrar mais calor e sol nas músicas, dando a elas uma cor mais festiva, mais dançante”.

A jovem artista buscou um caminho mais rítmico em “Soyo” e, para isso, chamou para a produção outro brasileiro que tem passado muito tempo na Europa: Marcelo Camelo.

“Queria trabalhar com alguém que não fosse somente produtor, mas que tivesse uma visão da canção que viesse de um ponto de vista mais de um cantor-compositor. Eu tinha uma ideia bastante clara do que eu queria em termos de produção, mas queria fazer isso a quatro mãos”, explica Dom La Nena. Ela contou com Camelo também para a execução dos instrumentos que ela não domina, como bateria, percussão, guitarra e clarone, entre outros. As gravações foram em Lisboa.

A primeira turnê de lançamento de “Soyo” passa pelos Estados Unidos e Canadá. Em maio e junho, ela vem ao Brasil para circular por algumas cidades (Belo Horizonte não está incluída). Na Europa, o disco chega somente no fim do ano.

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