O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informações sobre as providências adotadas e a eventual instauração de inquérito policial para apurar a briga envolvendo jogadores durante a final do Campeonato Mineiro de Futebol, realizada no último domingo, em Belo Horizonte.
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Em ofício enviado ao Delegado de Proteção ao Torcedor e ao Turista, o coordenador do Grupo de Intervenção Estratégica de Enfrentamento às Ações Criminosas de Torcedores Violentos e Torcidas Organizadas em Minas Gerais (GIE-Torcidas), promotor de Justiça Giovani Avelar Vieira, requisitou detalhes sobre o andamento das investigações ou sobre a abertura de procedimento policial diante da “briga generalizada, tumultuada e violenta, com agressões recíprocas entre jogadores do Atlético e do Cruzeiro”.
No documento, o promotor menciona a Lei Geral do Esporte (Lei 14.597/2023), que estabelece, em seu artigo 179, a obrigação do poder público, das entidades esportivas, dos torcedores e do público em geral de promover e preservar a paz no ambiente esportivo. Segundo ele, as atitudes registradas durante a partida ultrapassaram os limites da prática esportiva e podem, em tese, caracterizar o crime de rixa, previsto no artigo 137 do Código Penal.
O representante do Ministério Público também destaca que os fatos, registrados na súmula da partida e amplamente divulgados pela imprensa, tiveram repercussão negativa internacional. Ele ressalta ainda que cabe ao Ministério Público requisitar diligências investigatórias, conforme previsto na Constituição Federal e em legislações estaduais.
O GIE-Torcidas, criado por meio da Resolução Conjunta SEJUSP/PGJ/TJMG/PMMG/PCMG nº 02/2024, atua de forma integrada com órgãos de segurança e justiça no combate à violência relacionada ao esporte e na promoção da paz nos estádios.
A Polícia Civil de Minas Gerais informou, nesta terça-feira (10), que instaurou inquérito para apurar a confusão envolvendo jogadores de Cruzeiro e Atlético durante a decisão do Campeonato Mineiro, em Belo Horizonte. O confronto ocorreu quando restavam cerca de 30 segundos para o fim do tempo de acréscimo, interrompendo a partida por mais de dez minutos.
A investigação está a cargo da Delegacia de Eventos e Proteção ao Turista, responsável por apurar ocorrências registradas durante eventos esportivos e turísticos. De acordo com a corporação, a apuração já conta com a súmula da partida, que traz o relato do árbitro, além de diligências em andamento, incluindo a coleta e análise de imagens e vídeos do jogo.
Após a conclusão das investigações, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.
Como começou a confusão
O tumulto teve início após um desentendimento entre o volante do Cruzeiro, Christian, e o goleiro do Atlético, Everson, dentro da área do time alvinegro. Após o contato entre os jogadores, o goleiro reagiu empurrando o adversário e chegou a se apoiar com os dois joelhos sobre ele.
A situação provocou a reação imediata de atletas do Cruzeiro, que avançaram em direção a Everson, dando início a uma confusão generalizada em campo.
Durante o tumulto, o volante Lucas Romero acertou uma voadora no goleiro do Atlético, que já havia sido atingido por Matheus Henrique. Na sequência, Christian desferiu um soco no zagueiro Lyanco e acabou recebendo uma voadora de Junior Alonso.

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