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Gustavo Fonseca

Economia de Gasolina: Atitudes Simples que Podem Fazer Toda a diferença

• atualizado em 21/12/2018 às 19:58

Não é novidade que o nosso país passa por momentos bem difíceis no que diz respeito à economia. Algo que tem evidenciado as dificuldades pelas quais o brasileiro tem passado é o aumento do preço dos combustíveis.

Em 2017, o preço dos combustíveis subiu de forma estarrecedora, tanto que, no início de 2018, a categoria dos caminhoneiros se mobilizou realizando uma paralisação nacional como reação ao aumento demasiado do diesel.

Mas será que existe algum jeito de economizar combustível e driblar o prejuízo?

Neste artigo, trago algumas dicas de hábitos bem simples que podem ajudá-lo a gastar bem menos gasolina.

 

Revise o carro periodicamente

É imprescindível que o seu carro seja submetido a uma avaliação de tempos em tempos.

Um profissional mecânico pode detectar problemas e evitar também que acidentes graves aconteçam em decorrência do mau funcionamento do veículo.

Não há como negar que, depois de certo tempo, as peças dos carros acabam se deteriorando naturalmente, conforme o uso. Essas mesmas peças desgastadas causam mau funcionamento e, consequentemente, o consumo excessivo de combustível.

Mecânicos com mais experiência costumam utilizar um equipamento chamado scanner automotivo, que consegue mostrar um quadro mais detalhado da situação do veículo.

Infelizmente, na maioria das vezes, a troca das peças acaba sendo a única solução para o proprietário.

É claro que, se colocarmos na balança a questão da prevenção de acidentes e a economia de combustível que a utilização de peças em dia pode trazer ao condutor, o custo da manutenção acaba se justificando.

É importante dizer, também, que, ainda que você tenha um pouco de experiência com seu automóvel, o acompanhamento de um profissional mecânico pode ser crucial no diagnóstico de possíveis problemas em seu veículo. Por isso, consulte sempre um especialista da área.

 

Nada de frear ou acelerar bruscamente

Pois é, até a intensidade com que se pisa no acelerador e no freio influencia no consumo do combustível.

Ao frear ou acelerar de forma súbita, forçamos o motor além do que a situação demanda, fazendo com que ele consuma mais gasolina e, ainda, causando desgastes desnecessários nos pneus, comprometendo o sistema de frenagem.

É interessante manter uma distância segura entre seu veículo e o que está na frente para que, assim, você tenha a possibilidade de realizar a frenagem de forma mais suave e aos poucos.

Já a aceleração brusca pode trazer prejuízos no consumo de combustível, pois a injeção eletrônica levará mais combustível do que necessário para o motor por conta do aumento súbito de potência.

Não leve peso demais

O peso excessivo no veículo pode causar muitos prejuízos no consumo de combustível. Como o motor precisará de mais potência para se locomover devido ao peso, mais gasolina será gasta.

Outra parte do carro que também sofre muito com o excesso de bagagens são os pneus, que têm um maior atrito com o solo, podendo até mesmo gastar a borracha da banda de rodagem — parte do pneu que fica em contato direto com o chão.

Juntamente com outras partes do veículo, a banda de rodagem tem o objetivo de estabelecer aderência com chão e, dessa maneira, manter o carro estabilizado e facilitar a ação de frenagem.

Ou seja, sempre que for viajar, defina bem o que realmente é necessário levar para que, assim, você possa economizar mais combustível e também evitar possíveis acidentes.

 

Troca de marcha de forma correta

É isso mesmo que você leu! Trocar a marcha de maneira incorreta pode consumir mais gasolina.

As marchas fazem parte do sistema de transmissão do carro e, por isso, são responsáveis por enviar força do motor para as rodas.

Para cada marcha existe uma faixa de velocidade específica.

Existem carros com diferentes tipos de motor com relação à potência.  Veículos com motor 1.0, por exemplo, exigem trocas de marcha em velocidades mais baixas que um motor 1.8 exigiria.

É por isso que o condutor deve conhecer seu carro e entender quando ele está “pedindo” mais ou menos potência, pois, desta forma, o motor respeita melhor seus limites e gasta menos combustível.

Pare de andar em ponto morto!

Esta é uma atitude bem comum entre os condutores. Na verdade, existe uma crença entre muitos de que esta ação pode realmente gerar economia de combustível.

Acontece que, apesar de fazer sentido quando falamos em motores com injeção mecânica, os famosos carburadores, não podemos dizer o mesmo sobre os carros mais modernos que possuem injeção eletrônica.

E, na verdade, praticamente não temos mais carros com carburação.

Ao descermos uma ladeira no ponto morto, estamos mantendo o motor em rotação baixa enquanto o carro anda em uma alta velocidade.

Isso acaba gerando um gasto muito grande de combustível, pois o motor entende que o veículo está andando em marcha lenta e, assim, demanda mais potência do motor.

O sistema de injeção eletrônica é inteligente. Ele é capaz de identificar quais as quantidades necessárias de ar e de gasolina para que ocorra a combustão, responsável por alimentar o motor.

E, além de tudo, ela também sente as desacelerações e as descidas por intermédio das rotações das rodas, diminuindo o uso de combustível e contribuindo para a economia.

 

Não ande com os vidros abertos

Para entendermos como o ar influencia no desempenho do carro, vamos falar um pouco sobre aerodinâmica.

A potência do veículo não diz respeito apenas à capacidade do motor, mas também do seu comportamento quando em contato, durante a movimentação, com o ar.

Vamos pensar da seguinte forma: um carro está em constante contato com o ar. Isso significa que, quanto maior a sua velocidade, maior resistência o ar irá impor contra ele.

Esta interação entre o ar e o carro é chamada de aerodinâmica.

O coeficiente aerodinâmico interpreta a relação entre a resistência do ar e o automóvel.

Quando se tem um coeficiente baixo, o carro tem uma melhor performance, pois há uma melhor relação entre o veículo e o ambiente.

Mesmo que o coeficiente seja baixo ao deixar as janelas abertas, o motor irá exercer maior força pra deslocar o veículo devido à grande massa de ar que entrará pelas janelas do carro.

 

Pegue leve no uso do ar-condicionado

Falei, há pouco, que não é recomendável dirigir com as janelas abertas. Isso significa que o melhor a se fazer é fechar todos os vidros, ligar o ar-condicionado e aproveitar aquele ambiente bem geladinho, certo? Errado!

Quando ligamos o ar-condicionado, demandamos mais energia do motor, retirada pelo compressor de gás.

Ou seja, quanto mais frio quisermos deixar o ambiente interno do carro, maior será o cosumo de combustível.

Hoje, temos tecnologias que melhoraram muito a questão de consumo do ar-condicionado, porém, o uso indiscriminado pode não ser uma boa opção para quem quer economizar gasolina.

E, então, este conteúdo pôde tirar as suas dúvidas quanto a Como Economizar Combustível? Deixe um comentário aqui. Eu ficarei muito feliz em saber a sua opinião.

E, se ficar com alguma dúvida, consulte um especialista.

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Gustavo Fonseca

Luxímetro: como recorrer de multa por uso equivocado de insulfilm?

 

Você já ouviu falar sobre o luxímetro? Esse dispositivo, também conhecido como “medidor de luz” tem se tornado mais conhecido no Brasil nos últimos tempos, especialmente em alguns estados, já que passou a ser utilizado no trânsito, como forma de intensificar a fiscalização quanto ao uso de Insulfilm.

O Insulfilm é, basicamente, a película protetora instalada sobre os vidros dos veículos. Tais películas desempenham inúmeras funções, como, por exemplo, controlar a entrada de raios ultravioleta no veículo e mesmo intensificar a resistência dos vidros, evitando estilhaçamento em caso de acidentes.

Para aplicar o Insulfilm, é preciso obedecer a uma série de normas estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). Caso contrário, o proprietário do veículo poderá ser penalizado com multas e pontos na CNH.

Neste artigo, além de explicar melhor o que é o luxímetro no trânsito, vamos detalhar quais são as normas para o uso de insulfilm automotivo. Siga a leitura e evite cometer uma infração pelo mau uso das películas para vidros!

O que é o luxímetro no trânsito?

O luxímetro surgiu há muito tempo, no início do século XX. No entanto, seu uso vem sendo variado e, hoje, ele passou a fazer parte do trânsito como um aparelho para fiscalizar se as películas dos vidros obedecem às normas vigentes.

O luxímetro, na prática, serve para medir a iluminância de um determinado lugar ou, em termos menos técnicos, a quantidade de luz dentro de um local ou superfície. No trânsito, para que esse aparelho possa ser usado, é necessário que esteja com o certificado de verificação em dia e que a medida utilizada como medição seja o percentual.

Para medir, coloca-se um emissor fixado na parte interna do vidro do veículo. Enquanto isso, o receptor fica na parte externa, alinhado ao emissor. Quando acionada a função “medir”, o luxímetro, então, verificará e informará a porcentagem de transmitância luminosa, ou seja, o quanto de luz consegue passar pelo vidro (indo do emissor para o receptor).

Como usar Insulfilm dentro da lei?

Você não sabe quando será parado por um agente de trânsito para que seja feita uma verificação das películas aplicadas no vidro do seu veículo. Por isso – e também para evitar colocar em risco a sua segurança, ao instalar insulfilm que influencia na sua visibilidade como condutor –, conhecer as normas sobre o uso dessas películas é fundamental.

No Artigo 111, o CTB estabelece que:

 “Art. 111. É vedado, nas áreas envidraçadas do veículo:

(…)

III – aposição de inscrições, películas refletivas ou não, painéis decorativos ou pinturas, quando comprometer a segurança do veículo, na forma de regulamentação do CONTRAN.

(…)”.

Nesse artigo, vimos que está proibido o uso de qualquer película que, por algum motivo, prejudique a visão do condutor. Ainda assim, é preciso estar atentos também ao que diz o CONTRAN, na Resolução 254, que esclarece qual luminosidade as normas de trânsito consideram apropriadas. Vejamos:

 “Art. 3º A transmissão luminosa não poderá ser inferior a 75% para os vidros incolores dos para-brisas e 70% para os para-brisas coloridos e demais vidros indispensáveis à dirigibilidade do veículo.”

Depois de ler o que diz o Art. 3º da Resolução acima, vale destacar que os vidros considerados indispensáveis à dirigibilidade são a área do para-brisa e as áreas envidraçadas das laterais dianteiras.

Quais as penalidades para quem usar Insulfilm fora dos padrões permitidos?

De acordo com o Artigo 230 do CTB, conduzir veículo com os vidros cobertos por películas refletivas ou que estejam em desconformidade com as normas do CONTRAN é uma infração grave e a penalidade é a multa, além de gerar cinco pontos na CNH. A medida administrativa é a retenção do veículo para que ele possa ser regularizado.

É importante ressaltar que seguir as normas de trânsito não é apenas uma forma de evitar ser multado, mas, ao mesmo tempo, de evitar quaisquer atitudes que sejam arriscadas e coloquem a segurança em xeque.

No entanto, sem a informação necessária, acabamos cometendo infrações sem estarmos cientes disso. Se isso aconteceu com você e recebeu uma autuação por usar Insulfilm de maneira equivocada, saiba que tem o direito de entrar com recursos.

Para recorrer, contar com a orientação de especialistas é um enorme diferencial, já que são levados em consideração vários aspectos, como os técnicos (as condições do luxímetro, por exemplo) e as especificidades de cada etapa.

As etapas para recorrer podem ser até três: a defesa prévia, o recurso na JARI (se a defesa for indeferida) e o recurso no CETRAN (se o recurso na JARI for negado). Embora possa parecer, entrar com recurso não é algo tão complexo e, além disso, é um direito de todo brasileiro. Pense nisso!

Para receber as orientações de acordo com o seu caso, entre em contato com a equipe Doutor Multas pelo e-mail ([email protected]) ou pelo telefone 0800 6021 543!

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Gustavo Fonseca

Número de CNHs cassadas indica falta de atenção à segurança no trânsito pelos condutores

• atualizado em 06/05/2019 às 14:08

O cometimento de infrações que têm como penalidade a cassação de CNH é um dos fatores que comprometem em maior proporção a segurança no trânsito.

A CNH cassada é a penalidade mais rígida que pode ser atribuída a um condutor que comete uma infração. A cassação da CNH, além de ser a consequência da suspensão, é aplicada para as infrações que representam maior perigo para a segurança no trânsito.

Apesar disso, os números relativos a  CNHs cassadas nos estados brasileiros são altos. O DETRAN – RS, que realiza um balanço do número de motoristas que têm seu direito de dirigir cassado anualmente, registrou 11,9 mil processos de cassação em 2017.

Em São Paulo, dados também disponibilizados pelo Departamento Estadual de Trânsito indicam que, em 2017, 9.467 motoristas tiveram a carteira de habilitação cassada.

Tais números indicam que muitos condutores ainda dirigem sem considerar a segurança como o ponto de maior atenção ao conduzir um veículo.

A cassação da CNH nada mais é do que uma penalidade aplicada por conta de uma conduta perigosa já apresentada pelo condutor. Quando um motorista tem seu direito de dirigir suspenso, penalidade que também retira o direito de dirigir do condutor, porém por tempo pré-determinado, pode ter sua habilitação cassada caso não cumpra com a penalidade, deixando de assumir o volante durante o tempo pré-estabelecido.

Nesse caso, se o condutor permanecer dirigindo, mesmo estando com a carteira suspensa, ao ser flagrado, perderá totalmente seu direito de dirigir.

A cassação também é aplicada quando o condutor reincide, ou seja, comete novamente uma infração gravíssima e que pode causar acidentes graves. Na lista das infrações que podem levar à cassação caso o motorista se torna reincidente, estão a embriaguez ao volante, dirigir com a carteira de habilitação de outra categoria ou vencida há mais de 30 dias, a concessão do veículo a motorista sem habilitação, a disputa de corrida ilegal, a realização de manobras perigosas, dentre outras.

Constitui reincidência o novo cometimento de uma infração dentro de um período de 12 meses. Ao se tornar reincidente nas infrações gravíssimas apontadas pelo CTB, como as que levam à cassação, o documento de habilitação deve ser entregue permanentemente ao órgão de trânsito responsável pelo registro da infração.

A cassação também é aplicada em casos em que há crime de trânsito, os quais são penalizados não apenas administrativamente, seguindo o que aponta o Código de Trânsito, mas também judicialmente.

Para que possa voltar a conduzir veículo, o motorista que tem sua carteira cassada precisa realizar novamente o processo de habilitação e receber aprovação nas provas teórica e prática. Mas, antes de refazer o curso de habilitação, é preciso cumprir com o período em que há a proibição de dirigir, que é de 2 anos.

Apesar de ser a penalidade mais severa prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro, a cassação de CNH pode ser contestada por meio de recurso encaminhado aos órgãos administrativos de trânsito. O recurso pode ser enviado em defesa prévia, em um prazo que varia entre 15 e 30 dias após a data da notificação de autuação, em primeira e em segunda instância.

As etapas disponíveis para que o condutor entre com recurso para a cassação da CNH são as mesmas para as demais penalidades previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro, pois a contestação de toda e qualquer penalidade aplicada pelas autoridades de trânsito é um direito do condutor, previsto por lei.

Saiba mais sobre a cassação de CNH.

 

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Gustavo Fonseca

Seu carro foi roubado ou furtado? Saiba como proceder!

• atualizado em 06/05/2019 às 14:08

O Brasil tem passado por um momento bem delicado no que diz respeito à segurança pública.

Roubos e furtos de veículos são situações que acabam se tornando bem comuns em um cenário com este. Mas, afinal de contas, será que roubo e furto são a mesma coisa? Se não são, quais são as principais diferenças entre os dois?

Se você tem curiosidade em saber a resposta desta e de outras perguntas relacionadas a roubo e furto, continue acompanhando este texto, pois nele também falarei sobre como proceder se você for vítima destes casos.

 

Quais as diferenças entre roubo e furto?

Tanto um quanto o outro são crimes que têm relação direta com um agente se apropriando de um bem alheio móvel. É provável que este seja o motivo pelo qual as pessoas confundem tanto as definições de cada um. É comumente usado também o termo “assalto” para os dois tipos de situação. Porém, este conceito não existe no direito penal brasileiro.

As práticas definidas como furto e roubo, estão, respectivamente, apresentadas no Código Penal (CP), nos artigos 155 e 157, especificamente na área que trata de crimes contra o patrimônio.

Isso significa que, mesmo que sejam quase sempre confundidas, as duas situações estão previstas em diferentes artigos do Código Penal. Diferem-se, principalmente, pela forma da conduta do agente.

Ainda que esta informação possa não lhe parecer pertinente, se, infelizmente, você vir a ser vítima de um destes crimes, é importante ter alguma noção jurídica básica do que está acontecendo.

Furto

Este é separado em duas modalidades, o simples e o qualificado.

Encontrado no artigo 155 do Código Penal, o furto simples está relacionado a uma ação e subtração de bens alheios móveis, ainda que este esteja fazendo para si ou para terceiros.

No caso do furto qualificado, existe a questão da forma como ele é executado, ou seja, será considerado qualificado dependendo dos métodos utilizados pelos criminosos.

Veja este exemplo:

Se, por acaso, seu carro for subtraído por alguma pessoa enquanto estiver estacionado, será um crime considerado furto simples. Mas se o criminoso utilizar de artifícios, como, por exemplo, distraí-lo de alguma forma para que possa executar o ato, será um crime definido como furto qualificado.

Isso significa que a ação de distrair o dono torna o crime mais grave.

Outra ação qualificadora é quando um bandido rompe a trava do câmbio para, assim, facilitar a sua subtração. Isso torna o crime mais grave, pois a ação contribuiu para que o delito fosse consumado.

É prevista na lei a pena de reclusão de um a nove anos para quem comete furto. Vale citar, também, o seguinte agravante que está no parágrafo primeiro:

“Art.155 -§ 1º – A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno.”

Isso significa que se o crime for realizado no período em que as vítimas estiverem dormindo, a pena aumentará em um terço. Este período pode ter variações de acordo com o horário em que as pessoas de determinada região costumam dormir.

É bom salientar que, quando o furto for qualificado, este aumento do repouso noturno não terá influência sobre, recaindo apenas nos casos de furto simples.

Roubo

O roubo diferencia-se essencialmente pelo fato de ser um ato em que a subtração do bem móvel alheio se dá por meio do emprego de violência ou de grande ameaça.

Ainda que sejam muito parecidos, o roubo é mais grave que o furto pelo fato de o criminoso tirar da vítima toda e qualquer possibilidade de resistência. Ou seja, diferente do furto, o roubo parte de uma ação que envolve violência para intimidar.

Por esse motivo, a pena para quem rouba é maior, sendo de quatro a dez anos de reclusão, conforme o Art. 157 do Código Penal.

Se, por exemplo, existe uma ameaça de morte contra a vítima para que entregue seu bem móvel, esta situação é considerada roubo. Esta ameaça pode também ocorrer depois da ação criminosa, tentando evitar algum tipo de punição.

É comum o uso de ameaças por parte dos criminosos para que a vítima não registre um boletim de ocorrência.

Este caso está previsto no § 1º do art.157:

 “Art.157 – § 1º – Na mesma pena incorre quem, logo depois de subtraída a coisa, emprega violência contra pessoa ou grave ameaça, a fim de assegurar a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para terceiro.”

Mais à frente, falaremos sobre o que fazer caso você tenha o carro roubado ou furtado.

 

Meu carro foi levado, o que faço?

Ter conhecimento das diferenças entre roubo e furto facilita muito na hora da abertura de um B.O. O fato de serem crimes diferentes faz com que o registro também seja.

Há, também, delegacias que tratam especificamente de casos relacionados a veículos. É possível fazer o B.O. em uma destas delegacias específicas, em delegacias comuns e até mesmo on-line.

Assim como o boletim de ocorrência presencial tem validade jurídica, o eletrônico também é autorizado por uma autoridade policial. Isso quer dizer que você não terá problemas em utilizar seu boletim eletrônico para outros fins, como, por exemplo, a solicitação de cobertura do seguro.

Existem algumas regiões brasileiras em que não é possível realizar o B.O. pela internet. Nestes casos, a recomendação é que a vítima entre em contato com o 190 e siga para uma delegacia física, para, assim, registrar o B.O. e emitir um alerta de roubo ou furto. Esta ação deve ser feita em, no máximo, 24 horas.

Se a vítima estiver sem possibilidades de comparecer à Delegacia, o Boletim poderá ser feito por um terceiro. A vítima deve fornecer informações como o local e o horário da ação. Todos os detalhes possíveis devem ser prestados para o melhor desempenho das investigações.

Descrições dos criminosos, bem como particularidades do caso são muito úteis. Desta maneira, as autoridades podem identificar padrões de comportamento e também prováveis locais onde o criminoso possa estar.

É compreensível que manter-se calmo depois de uma situação de vida ou morte pode ser algo extremamente difícil. Porém, é muito importante para que o relato possa ser feito com o máximo de detalhes, a fim de que você tenha a chance de reaver o seu veículo e a justiça seja feita.

Muitas pessoas, buscando uma alternativa mais em conta ao seguro, recorrem às associações de proteção veicular confiáveis para protegerem seus veículos.

 

E, então, este conteúdo pôde tirar as suas dúvidas quanto ao que fazer se tiver um carro roubado ou furtado? Deixe um comentário aqui. Eu ficarei muito feliz em saber a sua opinião.

E, se ficar com alguma dúvida, consulte um especialista.

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  • Gustavo Fonseca

     
    Escritor especialista em Direito de Trânsito, fundador do blog Doutor Multas que há nove anos vem conscientizando motoristas sobre seus direitos e deveres.
  • Esse blog é dedicado a disseminar conteúdo relevante para conscientizar as pessoas sobre as Leis de Trânsito.