O verão chegou com tudo! Na verdade, desde o ano passado ele está aqui. Essa estação querida dos brasileiros começou no dia 22 de dezembro de 2019 e vai até o finalzinho de março. São exatos três meses de calor intenso tanto para quem viaja quanto para quem decide ou tem que ficar na sua cidade. Há um sol para cada um de nós!
As temperaturas mais elevadas combinadas com as férias escolares lotam as praias, clubes e cachoeiras de todo o país. É a hora de pôr aquela roupa de banho maravilhosa e se refrescar. Porém, infelizmente, não é tão fácil achar peças ideais para todos os corpos. É comum que se tenha dificuldade em encontrar moda praia plus size.
Números reais
Grande parte do mercado de moda ainda foca exclusivamente em números pequenos ou mesmo muito pequenos. Com a moda praia isso é ainda mais gritante. Uma das causas disso é a disseminação de padrões inalcançáveis e irreais, que não condizem com as demandas da maior parte da população.
Prova disso é que a pesquisa Vigitel — realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde — aponta que mais da metade da população do Brasil está na faixa do que é considerado sobrepeso. E quase 20% são considerados obesos. Ou seja, a produção de moda atual não supre as necessidades reais dessa grande parcela da população.
Mas por que será que mesmo com tanta demanda é tão difícil encontrar peças de moda praia para todos os corpos? A resposta é fácil, mas não tão simples! Existe uma forma de gordofobia institucionalizada no mercado que alimenta esse ciclo. Isso existe em todos os setores da moda, mas tem destaque na moda praia.
Corpo ideal
Apesar de se ter números de pesquisas que mostram a quantidades de pessoas em sobrepeso, há um imaginário coletivo de que existe um corpo ideal de verão. E esse corpo imaginado é o corpo magro, não correspondendo à maioria da população.
Ou seja, ainda se acredita que, para curtir um mergulho num dia quente, a pessoa deve ser magra. Essa expectativa tem impacto direto aos setores de desenho e concepção do mercado de biquínis, por exemplo. Assim, grande parte da produção é voltada para esse corpo projetado, deixando os corpos reais de lado.
Esse abismo entre demanda e oferta prejudica todo mundo. Perde quem não se encaixa em padrões de lógicas mercadológicas irreais, encontrando dificuldade em comprar roupas confortáveis para seu corpo, e perde também o próprio mercado, que deixa de vender para uma grande parcela da população.
Mudanças no mercado e na sociedade
Felizmente, essa realidade vem mudando ao longo dos últimos anos. Cada vez mais, empresas têm se atentado a esse fato e produzido peças para os corpos desses consumidores desatendidos. Existem, inclusive, lojas especializadas em produção de moda praia exclusivamente plus size.
Nas redes sociais, esse ano, a hashtag #NãoPasseCalor, que incentiva todos a curtirem o verão sem vergonha do seu corpo, viralizou e gerou boas discussões. Com diálogo se constrói muito!
Ainda há muito a ser feito! Aceitar e dar suporte para todos os corpos são uma responsabilidade social de todas e todos, inclusive das empresas. Preconceitos como a gordofobia causam danos graves à saúde mental de quem tem que lidar com isso. Aceitação da diversidade vai além da moda!
Esse é o primeiro verão dessa década! E nós só podemos desejar e continuar lutando para que cada vez mais esses preconceitos diminuam e todos possam ter seu lugar ao sol, usando a roupa que quiserem. Seja na praia, na piscina, na laje ou no clube. O sol nasce para todas e os biquínis devem ser para todas também!
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