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12ª CineBH tem programação pata toda a família neste sábado

Mostrinha, apresentação teatral e show na Praça Duque de Caxias são destaques do dia. Para os adultos, as dicas são a pré-estreia de Espera, de Cao Guimarães; e Ferrugem, de Aly Muritiba, além de show d’O Grivo

CineBH – Sessão Cine Escola – Foto Jackson Romanelli/Universo Produção

No sábado, 01 de setembro, a 12ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte intensifica atividades voltadas para o público infantojuvenil, que poderá conferir sessões de cinema, shows e performances teatrais. Para os adultos, as atrações também são muitas, com pré-estreia de filmes nacionais e internacionais, debates com realizadores e sobre o mercado, show, videoperformance e flash mob. Tudo de graça. O penúltimo dia de realização marca ainda o encerramento do 9º Brasil CineMundi – Internacional Coproduction Meeting.

Veja o que mais acontece no evento na data.

PARA TODA A FAMÍLIA

O sábado terá muitas atividades para toda a família. A partir das 10h, o Sesc Palladium recebe a “Mostrinha + Sabadinho”, com atividades de cinema, teatro e circo. Após a exibição de curtas, o público vai curtir o espetáculo “Música para brincar | Quintal da Guegué”, que levará diversão para todos. Participam das atividades o Palhaço Sufoco e os personagens da Turma do Pipoca.

Já no Cine Sesc na Praça (Praça Duque de Caxias), a atração será o show de Maurício Tizumba e Tambor Mineiro, às 11h. Tizumba é um dos ícones da cultura mineira e se destaca por fazer um percurso de grande relevância do congado mineiro, manifestação cultural e religiosa que resiste há mais de três séculos como símbolo da cultura negra em Minas Gerais. Às 15h, no mesmo local, será a vez do grupo Trampulim, com o espetáculo “Uma surpresa para Benedita”.

No MIS Santa Tereza, a Mostrinha traz “O colar de Coralina”. A história se passa no final do século XIX, na cidade de Goiás Velho, antiga capital do estado, em diversos episódios da infância da poeta Cora Coralina, narrados de forma lúdica e envolvente. Mais uma vez, estarão presentes os personagens da Turma do Pipoca e o Palhaço Sufoco. A sessão, que terá 100% de acessibilidade (audiodescrição, libras e legendas descritivas), começa às 16h30.

NAS TELAS

No Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes), a programação começa às 14h, com a Mostra Diálogos Históricos, que traz a produção mexicana “Vítimas do Pecado”. O longa, de 1950, foi escolhido pelo crítico e professor João Luiz Vieira, que comentará a sessão após o término. O bate-papo com o público será mediado por Francis Vogner dos Reis.

Às 17h, a Mostra Contemporânea tem um destaque mineiro: “Espera”, o novo filme de Cao Guimarães. O cineasta estará presente na exibição e participará de um debate após a sessão, juntamente com a equipe do longa, mediado pelo curador Marcelo Miranda. A terceira e última parte de “La Flor”, que integra a Mostra Homenagem, entra em cartaz às 19h.

Um pouco antes, às 18h30, o MIS Santa Tereza exibe a pré-estreia do argentino “Cocote”, como parte da Mostra Pontes Latino-Americanas. Às 20h30, será a vez de “Ferrugem”, de Aly Muritiba, vencedor do Festival de Gramado na categoria Melhor Filme em 2018.

Ali ao lado, no Cine Sesc na Praça, instalado na Praça Duque de Caxias, a Mostra Clássicos na Praça traz “Os embalos de sábado à noite”, a partir das 21h. Após a sessão, haverá flash mob com os artistas do grupo Toda Deseo.

No Cine Sesc Palladium, a atração será a Mostra A Cidade em Movimento. Às 19h, a temática Acontecimentos traz os filmes “Logo após” (MG) e “Desacertos” (MG). Representantes dos curtas participarão de uma roda de conversa na sequência, com a presença da professora de cinema Tatiana Carvalho Costa e da curadora Paula Kimo.

Às 20h30, será a vez da Série 4 de curtas da Mostra Contemporânea, com “Tempestade” (MG), “Cravo, Lírio e Rosa” (RJ), “Aos meus pés” (CE) e “Ao final da conversa eles se despedem com um abraço” (RJ).

PROGRAMA DE FORMAÇÃO AUDIOVISUAL E BRASIL CINEMUNDI

O Programa de Formação Audiovisual, que promove a capacitação de profissionais e troca de experiências entre diferentes agentes do setor, encerra suas atividades neste sábado, com o debate “Estratégias de Distribuição e Promoção de Filmes”.

Participam do encontro a distribuidora e produtora da Fidalgo Films, Fernanda Rennó (Noruega); o distribuidor da Juste Doc, Jacques Pelissier (França); e a curadora da Vitrine Filmes, Talita Arruda (Brasil). A mediação do debate, que acontece no Teatro João Ceschiatti, das 16h30 às 18h, será do curador da CineBH e colaborador do Brasil CineMundi, Pedro Butcher (RJ).

A agenda de relacionamento do Brasil CineMundi também chega ao fim também neste sábado, com a entrega dos certificados aos convidados, produtores e diretores dos projetos selecionados desta edição, às 18h30, na Tenda Brasil CineMundi (Palácio das Artes).

ARTE

A CineBH envolve o cinema e outras artes. Por isso, a atração da noite no Palácio das Artes será o Cine-Concerto com O Grivo, que convida o artista Roberto de Freitas para apresentar o espetáculo “Cinesônico”, composto por obras cinematográficas fundamentais do período mudo com trilhas sonoras executadas ao vivo. As trilhas são resultado de profunda pesquisa musical dos artistas, que utilizam instrumentos musicais tradicionais, instrumentos modificados, instrumentos eletrônicos, objetos sonoros e máquinas sonoras. A performance acontece às 21h, na Sala Juvenal Dias (Palácio das Artes).

O sábado também será o último para o público conferir a videoperformance dos artistas VJs Brahyan e Fabiano Fonseca, do Estúdio de Tecnologia Criativa, no Cine Lounge.

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

Serviço

12ª CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE
BRASIL CINEMUNDI – 9TH INTERNACIONAL COPRODUCTION MEETING
28 de agosto a 02 de setembro de 2018

CineBH

Projeto mineiro “A Professora de Francês”, dirigido por Ricardo Alves Jr e produzido por Thiago Macêdo Correia, é o vencedor do 9º Brasil CineMundi

Dupla é a mesma do longa-metragem “Elon não Acredita na Morte”, cujo projeto participou do Brasil CineMundi em 2013; ganhadores das demais categorias também foram anunciados na noite deste domingo (02/09)

• atualizado em 03/09/2018 às 13:23

A cerimônia de encerramento da 12ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte aconteceu na noite de domingo (2 de setembro), em um MIS Cine Santa Tereza lotado, com o anúncio dos projetos vencedores do 9º Brasil CineMundi – 9th International Coproduction Meeting. Durante a última semana, foram realizadas 234 rodadas de meetings on to one na Central do Cinema, no Palácio das Artes, onde 20 produtores apresentaram suas ideias aos 23 convidados de 12 países.

O ganhador na categoria CineMundi foi “A Professora de Francês” (MG), do produtor Thiago Macêdo Correia, com direção de Ricardo Alves Jr e inscrito pela EntreFilmes. O projeto foi escolhido pelo trio de jurados Ivan Melo (produtor, Brasil), Roger Koza (crítico e programador, Argentina) e Annabelle Aramburu (consultora audiovisual, Espanha). É a terceira vez consecutiva que um projeto mineiro é consagrado vencedor desta categoria.

Segundo justificativa do júri, o projeto apresentado “pertence a uma discreta e lúcida tendência do cinema brasileiro contemporâneo que arremete contra os mitos seculares que organizam a sociedade brasileira para reivindicar assim a promessa de progresso à qual alude um dos símbolos da nação”. Os jurados elogiaram Alves Jr como um cineasta que “imagina um drama social que pode se aproximar do terror cinematográfico, materializa com suas palavras os planos de seu filme e descreve o som de um bairro que conhece desde a infância”.

É a segunda vez que a dupla vencedora participa do Brasil CineMundi. Em 2013, Thiago Macêdo e Ricardo Alves Jr estiveram no programa de coprodução com o projeto “Elon Rabin não Acredita na Morte”, que se tornou o primeiro longa-metragem de Ricardo, rebatizado como “Elon não Acredita na Morte”. O filme abriu a 10a Mostra CineBH, em 2016.

“A Professora de Piano fala sobre uma onda conservadora que ataca o país. Estamos em um momento em que devemos dar um freio nisso. É necessário não fechar os olhos para quem desenvolve o imaginário de todos nós”, afirmou o cineasta Ricardo Alves Jr.

O projeto “A Professora de Francês” ganhou prêmios dos parceiros da CineBH: CIARIO (R$ 15.000 em serviços de iluminação, acessórios e maquinaria), CINECOLOR (R$ 15.000 em serviços de finalização), CTAv (empréstimo de câmera digital SI-2 por 4 semanas), DOT (R$ 15.000 em serviços de finalização), MISTIKA (R$ 15.000 em serviços de finalização) e PARATI FILMS (tradução de roteiro para o francês). Além disso, o produtor vencedor ganha uma vaga no Producer’s Network na próxima edição do Ventana Sur, a ser realizado na Argentina entre 10 e 14 de dezembro de 2018. O vencedor também leva o prêmio Itamarty, que oferece passagem aérea internacional para participação no evento.

Programas de coprodução parceiros da CineBH também definiram seus premiados dentre os projetos participantes do Brasil CineMundi. O Torino Film Lab, que tem objetivo de destacar produtores que trabalham no desenvolvimento da cena cinematográfica local e independente e que desejam construir colaborações internacionais frutíferas, escolheu “A Festa de Leo” (RJ), produção de Duda Bouhid e Diogo Dahl, direção de Gustavo Melo e Luciana Bezerra e inscrito pela empresa Coqueirão Pictures. A definição se deu pelo apoio do projeto “sobre o heroísmo cotidiano que retrata o caráter de uma mulher longe de clichês e por sua motivação e entusiasmo”, segundo texto divulgado. O projeto também recebeu o prêmio Itamaraty (passagem aérea internacional para participação no evento na Itália).

Para o prêmio do DocMontevideo – Doc Brasil Meeting, que oferece vagas para os encontros de coprodução durante o festival uruguaio, em julho de 2018, o selecionado foi “Geografia Afetiva” (SP), com produção de Marília Garske, direção de Mari Moraga e empresa Súbita. A justificativa apontou “uma narrativa sensível e profunda da geografia e das afeições que uma guerra e um exílio marcaram numa família salvadorenha, na tentativa de criar um mapa que libere os núcleos emocionais de um trauma que continua a ser perpetuado e repetido”.

Na categoria Foco Minas, o júri elegeu “Okaia Dunga – Mulheres Valentes”, com produção de Paula Kimo, direção de Victor Dias e inscrito pela Apiário Produção, por sua “exploração das raízes ancestrais através de um formato narrativo original e inclusivo e pela defesa da diversidade cultural e raízes identitárias mais profundas”. O projeto recebe do CTAv o empréstimo de câmera digital SI-2 por 4 semanas.

O DOCSP, que premia produtores de documentário dentro da categoria Foco Minas e dá acesso à programação da Roda de Negócios da próxima edição do DocSP (em outubro deste ano), definiu “Lar” (MG), produzido por Bernardo Teixeira, dirigido por Leandro Wenceslau e inscrito pela empresa Estalo Criativo. O júri justificou pelo “desafio de contar a história de quatro adolescentes em sua transição da infância para o mundo adulto evitando as armadilhas de estereótipos e preconceitos”.

Por fim, o Prêmio MAFF, oferecido pelo Málaga Festival Fund & Coproduction Event, uma novidade desta edição do CineMundi, foi definido para “Lavra”, produção de André Hallak, direção de Lucas Bambozzi e empresa Trem Chic. A justificativa é de que o projeto faz “uma necessária denúncia da exploração e dos desastres no meio ambiente causados pelos interesses econômicos em muitos países”.

Confira a lista de premiados:

PRÊMIO BRASIL CINEMUNDI:

Projeto: A PROFESSORA DE FRANCÊS | MG
Diretor: Ricardo Alves Jr.
Produtor: Thiago Macêdo Correia
Empresa produtora: EntreFilmes

TORINO FILM LAB

Projeto: A FESTA DE LEO | RJ
Diretores: Gustavo Melo e Luciana Bezerra
Produtores: Duda Bouhid e Diogo Dahl
Empresa produtora: Coqueirão Pictures

DOC MONTEVIDEO

Projeto: GEOGRAFIA AFETIVA | SP
Diretora: Mari Moraga
Produtora: Marília Garske
Empresa produtora: Súbita

DOCSP

Projeto: LAR | MG
Diretor: Leandro Wenceslau
Produtor: Bernardo Teixeira
Empresa produtora: Estalo Criativo

FOCO MINAS

Projeto: OKAIA DUNGA – MULHERES VALENTES | MG
Diretor: Victor Dias
Produtora: Paula Kimo
Empresa produtora: Apiário

PRÊMIO MAFF

Projeto: LAVRA | MG
Diretor: Lucas Bambozzi
Produtor: André Hallak
Empresa produtora: Trem Chic

Serviço

12ª CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE
BRASIL CINEMUNDI – 9TH INTERNACIONAL COPRODUCTION MEETING
28 de agosto a 02 de setembro de 2018

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CineBH

Último dia de CineBH tem anúncio de vencedores do Brasil CineMundi e pré-estreia nacional do filme “Benzinho”

Cerimônia de encerramento acontece no MIS Santa Tereza, a partir das 19h30; programação do dia também conta com exibição de filmes, show, performance teatral e roda de conversa

No domingo, 02 de setembro, último dia da 12ª CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, o público poderá conferir apresentações artísticas e exibição de filmes em quatro espaços – MIS Cine Santa Tereza, Cine Sesc Palladium, Cine Humberto Mauro e Cine Sesc na Praça. A programação intensa e gratuita promove o diálogo da CineBH com a cidade, do cinema com as outras artes e conta com atividades para todas as idades.

Na noite de domingo, serão anunciados e premiados os projetos vencedores do 9º Brasil CineMundi – 9th International Coproduction Meeting. Mas a programação já começa pela manhã, com atrações para toda a família. Confira abaixo todas as atividades programadas para este domingo.

EM SANTA TEREZA

O dia inicia de forma animada e dançante, com a apresentação musical da Orquestra Atípica de Lhamas, a partir das 11 horas, no Cine Sesc na Praça(Praça Duque de Caxias), em Santa Tereza. A orquestra combina percussões características dos blocos carnavalescos com baixo, guitarras e charango, apresentando ritmos latinos diversos, como reggaeton, ragga, lambada, guaracha e quarteto.

No mesmo espaço acontece, às 15 horas, o espetáculo Quarteto Fantástico, com o Grupo Circo do Sufoco. Quatro artistas realizam um fabuloso show que reúne teatro de rua + intervenção circense, no qual a magia, o malabarismo, o equilibrismo e as acrobacias são as grandes atrações.

No MIS Cine Santa Tereza, a Mostrinha exibe, a partir das 16h30, “Sobre Rodas”, um road movie com foco no público infantojuvenil. O filme ganhou o Prêmio da Audiência de Melhor Longa-Metragem no TIFF Kids 2017 (Canadá) e o Prêmio do Júri de Melhor Longa em Live-Action no 34° Festival Internacional de Filmes Infantis de Chicago (EUA). A sessão contará com a presença do Palhaço Sufoco e de personagens da Turma do Pipoca.

No mesmo local, a partir das 19h30, serão anunciados os vencedores do 9º Brasil CineMundi – 9th International Coproduction Meeting. Este ano, foram 20 selecionados, organizados em três categorias (CineMundi, DocBrasil Meeting, Foco Minas), representando sete estados brasileiros: Minas Gerais (8), São Paulo (4), Rio de Janeiro (3), Bahia (2), Espírito Santo (1), Goiás (1) e Pernambuco.

Os projetos concorrem a vários prêmios. O Melhor Projeto CineMundi eleito pelo júri leva o Troféu Horizonte, materiais e serviços oferecidos pelas empresas parceiras, vaga para o produtor do projeto participar do evento parceiro Ventana Sur, na Argentina, e Prêmio Itamaraty, com oferta de passagem aérea internacional.

O Prêmio TorinoFilmLab, eleito pelo representante do evento parceiro (Categoria CineMundi), oferece vaga para participar do TorinoFilmLab, na Itália, e Prêmio Itamaraty, com oferta de passagem aérea internacional. Já oPrêmio Festival de Cinema de Malaga, eleito pelo representante do evento parceiro, oferece vaga para participar do MAFF – Malaga Fund e Evento de Coprodução, na Espanha.

No DocBrasil Meeting (escolhido pelo representante do DocMontevideo), o vencedor garante participação na próxima edição do DocMontevideo, no Uruguai, materiais e serviços oferecidos pelas empresas parceiras.

Na Foco Minas, o melhor projeto garante participação na próxima edição do DocSP (escolhido por um representante do evento parceiro), em São Paulo, e premiação em materiais e serviços oferecidos pelas empresas parceiras (escolhido por um convidado internacional).

Após a cerimônia de premiação, será exibido o premiado “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, cujo projeto integrou o Brasil CineMundi em 2013.

EXIBIÇÃO DE FILMES

Mas o domingo traz outras opções para os cinéfilos. No Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes), a programação começa às 16h30, com a exibição de médias e curtas na Mostra Pontes Latino-Americanas. A sessão traz títulos dos anos 1960 e 1970 que representaram paradigmas de radicalidade estética (como vanguarda e transgressão) e postura política participativa (nacional e continentalmente) da resistência à ordem política nacional ou estrangeira.

Entram em cartaz “Cómo, Por Qué y Para Qué se Asesina a un General” (Cuba, 1971); “Revolución” (Bolívia, 1963); “Me Matan si no Trabajo y si Trabajo me Matan” (Argentina, 1974); “Me Gustan los Estudiantes” (Uruguai, 1968) e “Isla del Tesoro” (Cuba, 1969). Às 18h, será a vez do português “Tempo Comum” e, às 19h30, do chileno “La Telenovela Errante”, ambos em pré-estreia nacional.

No Cine Sesc Palladium, a atração será a última sessão da Mostra A Cidade em Movimento, às 18h, com a temática Quilombos Urbanos. Os filmes serão “Segunda Preta – 2ª Temporada” e “Eles Sempre Falam Por Nós”. Na sequência, representantes participarão de uma roda de conversa, com a presença da atriz, arte-educadora, produtora e ativista política Carlandréia Ribeiro (MG) e mediação da curadora Paula Kimo.

No mesmo horário, o Cine Sesc na Praça (Praça Duque de Caxias) traz o filme “Corra Que a Polícia Vem Aí!”. O longa, que completa 30 anos, encerra a programação da Mostra Clássicos na Praça.

TODA PROGRAMAÇÃO É OFERECIDA GRATUITAMENTE AO PÚBLICO.

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12ª CINEBH – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE BELO HORIZONTE
BRASIL CINEMUNDI – 9TH INTERNATIONAL COPRODUCTION MEETING
28 de agosto a 02 de setembro de 2018

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CineBH

Diretores de Baixo Centro contam a experiência de filmar nas noites de Belo Horizonte

Ponto de encontro entre críticos cinéfilos e realizadores na CineBH, as Rodas de Conversa e os Diálogos Históricos discutiram filmes e relações entre estéticas e países na quarta e na quinta-feira;
no Brasil CineMundi, produtoras do Chile e da Argentina comentaram parcerias com outros países

Roda de Conversa Baixo Centro – Foto Leo Lara/Divulgação

Um festival de cinema com tantas atividades simultâneas se amplifica para além das exibições de filmes ao promover bate-papos com o público sobre aquilo a que se assiste. Na 12a CineBH, tanto as Rodas de Conversa quanto os Diálogos Históricos valorizam, desde o nome das seções, o cara a cara com os espectadores, que lotam a Central do Cinema montada no Palácio das Artes. Pelos espaços é possível ouvir cineastas, pesquisadores e críticos sobre os trabalhos apresentados. Na noite de quarta-feira, os diretores Samuel Marotta e Ewerton Belico, responsáveis pelo longa-metragem Baixo Centro, participaram de uma conversa antes do filme – que teve a primeira exibição em Belo Horizonte na programação do evento. O encontro se tornou uma instigante prévia para o título, produzido em Minas e todo filmado na capital mineira.

A origem de Baixo Centro veio da vontade de Samuel Marotta em relacionar o enredo de um casal inserido na noite da cidade, a partir de convivências em bares, ruas, viadutos, becos e espaços urbanos dos mais variados. “Eu tinha feito dois filmes na minha cidade natal (Dores do Turvo, no interior mineiro) e precisava me reconectar com Belo Horizonte de alguma forma. Pensei, então, na história de dois jovens que se encontram pela noite e se envolvem com esse pedaço da cidade que é o centro”, contou Marotta. Ele convidou o amigo Ewerton Belico para a empreitada e, juntos, desenvolveram o roteiro, aprovado no programa Filme em Minas, o que viabilizou o projeto.

Inicialmente, Baixo Centro, vencedor da Mostra Aurora, em Tiradentes, este ano, seria protagonizado por atores não-profissionais. Porém, ao fazerem uma leitura mais detida do roteiro, Marotta e Belico perceberam que seria necessário trabalhar com figuras já inseridas na atuação. “As vozes dos personagens precisavam vir de atores e atrizes com experiência, foi algo que percebemos a partir da maneira como o roteiro se estruturou”, contou Belico.

A decisão teve como consequência o envelhecimento dos personagens (de adolescentes para pessoas na faixa dos 30-40 anos) e a proximidade da dupla de diretores com figuras do meio teatral belo-horizontino. Isso garantiu a presença de nomes como Alexandre de Sena, Cris Moreira, Bárbara Colen e Marcelo Souza e Silva. Com eles, o filme carrega a mistura de atores e atrizes inseridos no cotidiano noturno da região central de Belo Horizonte. “São personagens meio fantasmagóricos caminhando por um labirinto espacial e temporal, algo que estávamos buscando para o nosso olhar a esses espaços”, frisou Belico.

CHANCHADA
De uma produção contemporânea para o passado do cinema brasileiro: na quinta-feira, dia 30, o pesquisador João Luiz Vieira conduziu a primeira sessão (de três) dos Diálogos Históricos, no Cine Humberto Mauro, com um filme escolhido por ele para se relacionar à temática “Pontes Latino-Americanas”, que marca a CineBH em 2018. O longa selecionado por João Luiz foi Carnaval Atlântida, chanchada de 1952 dirigida por José Carlos Burle e protagonizada por Oscarito, Grande Otelo, Eliana Macedo, Dick Farney e José Lewgoy.

“Se formos falar de paródia, estamos falando de uma longa tradição do cinema brasileiro que vem desde o cinema silencioso”, destacou João Luiz logo após a exibição. Ele disse que sua escolha se deveu ao caráter de filme-manifesto de Carnaval Atlântida – que, apesar de se apresentar como uma típica chanchada (“único gênero verdadeiramente brasileiro”, segundo o pesquisador), mostra-se também uma crítica irônica às ambições industriais do cinema brasileiro de estúdio entre os anos 1940 e 1950.

“A Vera Cruz tinha sido fundada em São Paulo em 1949 tentando fazer um cinema industrial que respondesse ao tom popularesco das chanchadas cariocas e que tivesse a consciência de uma qualidade técnica, diversidade temática e referências a produções estrangeiras, principalmente de Hollywood”, disse João Luiz. “Em 1952, Carnaval Atlântida surgiu trazendo respostas a alguns dilemas daquele momento e parodiando essas ambições de grandes espetáculos da Vera Cruz, que tendia a menosprezar essas comédias”. A noção de “filme-manifesto” defendida pelo pesquisador já começava no título, que trazia o nome do estúdio vinculado ao Carnaval, algo ainda hoje inédito.

Caracterizando as pontes intercontinentais, o filme tem no elenco a dançarina cubana Maria Antonieta Pons, interpretando um tipo de versão de si mesma, que passa toda a narrativa tentando seduzir o professor interpretado por Oscarito. “A Maria Antonieta veio ao Brasil para fazer só esse filme e nunca mais fez nada por aqui. Por que isso aconteceu? É algo muito interessante de pensar”, provocou João Luiz, que destacou as cenas musicais de Carnaval Atlântida em que a rumba (dança típica de Cuba) era alçada na mesma categoria das manifestações de folia e de referências afro que se vê em outros momentos do filme. “José Carlos Burle detestava Hollywood e isso aparece no filme, através dessa forma de abordagem da cultura de outros países”, disse João Luiz.

COPRODUÇÕES
Sobre as presenças latino-americanas nos filmes, um dos pontos centrais das discussões deste ano na CineBH, o Programa de Formação Audiovisual promoveu, na tarde de quinta-feira, o bate-papo “Experiências em coprodução internacional na América Latina”. No centro da conversa estavam a chilena Catalina Vergara, a argentina Constanza Sanz Palacios e o brasileiro Henry Galsky, todos responsáveis por iniciativas de coprodução em seus respectivos países. O tom do encontro ficou na percepção de que a união entre dois ou mais produtores na realização de um filme intercontinental depende de fatores variados, sejam econômicos, estéticos ou por afinidades de aproximação.

Constanza Sanz Palacios, por exemplo, disse que busca parcerias a partir de estruturas “mais artesanais” de produção. “Um coprodutor sempre tem todo o interesse de se associar a realizadores que ele admira ou acompanha em festivais ou nos circuitos. No meu caso, gosto de fazer parte da construção de filmes mais autorais”, disse ela. Um exemplo recente foi sua participação em Exercícios de Memória, longa-metragem de Paz Encina que se configurou numa parceria entre Paraguai e Argentina. Ela também contou que outra forma de se associar está nas possibilidades de projeção internacional de determinados projetos, especialmente de nomes que já tenham penetração nos mercados mundiais de distribuição e exibição. Já para Catalina Vergara, da Globo Rojo Films, a experiência no Chile depende de uma série de fundos de investimento audiovisual – apresentados por ela durante o debate – que são potencializados por parcerias com outros países.

Coordenador de projetos e conteúdo do Canal Brasil, Henry Galsky comentou a ambição de alguns produtores brasileiros em buscar determinadas associações fora do país quando ainda há dificuldade de diálogo entre estados. “A gente tem que ter consciência de que o Brasil é uma exceção dentro da América Latina, um país ainda muito autocentrado, que não constrói diálogos dentro de seu território. É necessário descentralizar”, afirmou. E ironizou: “Estamos ainda esperando uma produção do Espírito Santo com o Acre”.

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