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O Brasil enfrenta desafios para aumentar o número de cruzeiros no país

Recentemente, o governo brasileiro anunciou o desejo de aumentar a frota de navios turísticos que operam no litoral do país de 7 para 40 até o fim de 2022. Com o sucesso da última temporada de 2018/2019, o mercado se mostrou mais animado para novos investimentos no setor.

O Brasil deseja aumentar os portos

De acordo com os dados levantados pela CLIA Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), das setes embarcações que navegaram pela costa brasileira nesta temporada de 2018/2019, todas registraram 100% de ocupação de suas cabines.

Com isso, já foi anunciado pelo menos a adição de mais um navio para a próxima temporada. Mas segundo o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, o Brasil não quer parar por aí. O seu desejo é aumentar essa quantidade de cruzeiros turísticos para 40 navios até o final do atual mandato do presidente Jair Bolsonaro.

Atualmente, o país conta com sete navios das seguintes empresas marítimas: MSC Cruzeiros, Costa Cruzeiros e Pullmantur, segundo o site Triplover.com. E de acordo com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, a próxima temporada não só vai contar com mais um navio, como também com mais dias em alto mar e ainda um novo porto para embarque e desembarque em Itajaí (SC).

Grandes desafios a serem enfrentados

O problema é que o país não só tem uma quantidade pequena de navios comparada a outros países, como também enfrenta desafios gigantescos em infraestrutura, embora o potencial a ser explorado seja enorme.

Para começar, é preciso melhorar urgentemente a conexão dos portos às cidades; aumentar a infraestrutura de acesso dos navios à eles, focando em dragagem e sistema de balizamento. 

Além disso, o maior dos desafios é reconfigurar os terminais existentes para receber somente turistas, pois da forma que está atualmente dificulta o embarque e desembarque junto ao tráfego de cargas.

Para solucionar esse problema, o ministro sugeriu a construção de novos terminais turísticos com investimento privado e remanejar o tráfego de cargas. 

Vários municípios estão na mira do governo, como Recife (PE), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Angra dos Reis (RJ) e Balneário Camboriú (SC), pois já são locais de intenso turismo que só iriam lucrar ainda mais com uma infraestrutura portuária turística moderna.

Mas não é só isso. Infelizmente o Brasil ainda tem muito que avançar na questão tributária com redução de impostos e de taxas operacionais, uma demanda antiga das empresas que já operam por aqui. 

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, Marco Ferraz, os custos de atracação, embarque, desembarque e mão de obra nos portos brasileiros são, em média, 40% mais caros que a média mundial. Além disso, os cruzeiros no Brasil também contam com PIS/Cofins calculado no combustível e no fretamento do navio, diferente dos navios de carga.

Fora isso, o empresário ainda lembra que o Brasil precisa ratificar a convenção internacional sobre o trabalho a bordo elaborado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), pois o país é signatário, mas a ratificação tramita no Congresso Nacional sem previsão de ser concluída. 

Segundo ele, essa situação gera uma insegurança jurídica, pois uma parte de tripulantes brasileiros costuma mover ações judiciais requerendo seguir a legislação nacional após o trabalho. 

Tudo isso atrapalha a vinda de navios para a costa brasileira, fazendo com que eles prefiram passar direto e seguir para a Argentina e Uruguai, a fim de evitar a burocracia e os custos altos.

Mas nem tudo está perdido

Quanto à infraestrutura, o presidente da associação também concorda que precisamos melhorar, mas afirma que para o setor crescer, é preciso aumentar as opções de destinos com pelo menos um píer. 

A novidade para a próxima temporada da abertura de embarque em Itajaí (SC) traz boas perspectivas, porém a aprovação de píeres pelo governo pode levar até 10 anos e ainda existe muita contingência de recursos. No entanto, ele concorda que essa situação está melhorando no atual governo. 

Embora na sua opinião a meta de 40 navios até 2022 estipulada pelo ministro seja bastante “ambiciosa”, isso só seria possível se a economia crescesse muito nos próximos anos. 

Mesmo assim, o país teria que ter muito mais portos de embarque. Além disso, o ideal seria viabilizar um navio o ano inteiro para atrair americanos e canadenses, já que estes não precisam mais de visto.

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