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• atualizado em 23/04/2019 às 13:08

Um vídeo viralizou nas redes sociais neste domingo, 21, onde mostra um oficial da Guarda Civil de Ouro Preto, em Minas Gerais, chutando e destruía um tapete de serragem, feito em homenagem à vereadora Marielle Franco (Psol) – morta a tiros no ano passado, no Rio de Janeiro.

O tapete de serragem que havia a homenageava Marielle Franco é um tradição de Páscoa, que existe desde o século XVIII em Ouro Preto, em que na tradição, fieis colorem as ladeiras da cidade durante a Semana Santa. Esse é o segundo ano consecutivo que essa destruição aconteceu na cidade histórica mineira.

Na gravação, a Guarda Civil Municipal aparece pisoteando o tapete, durante as celebrações religiosas desta Páscoa. Populares aparecem questionando a atitude do guarda, enquanto se ouve gritos de “Marielle Vive” e outros exigindo a “liberdade de expressão” dos fieis.

Por meio de nota enviada à impresa, a corporação afirma que houve a destruição de desenhos de cunho político e diz que “a liberdade de expressão não é absoluta ainda mais quando outros direitos estão sendo afetados”. Afirmou também que temas não devocionais desrespeitam a tradição e que os guardas só desmancharam os tapetes com os pés por não terem outro instrumento.

No comunicado, a corporação diz ainda que temas não devocionais desrespeitam a tradição de Ouro Preto e que os guardas só desmancharam os tapetes com os pés por não terem outro instrumento em mãos. Apesar disso, tapetes que lembravam o incêndio na catedral de Notre-Dame, em Paris, e o desastre com a barragem da Vale, em Brumadinho (MG), que também não são devocionais, foram respeitados pela Guarda e continuaram inteiros durante as celebrações.

Nos últimos anos, a decoração nas ladeiras tem sido usada para alertar não só sobre o tema da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica e sobre assuntos religiosos, mas também como manifestação a respeito de problemas da atualidades e questões políticas. Leia a íntegra a nota da Guarda Municipal de Ouro Preto.

“O Comando da Guarda Civil Municipal vem publicamente agradecer a todos que contribuíram direita e indiretamente para a gloriosa Semana Santa de Ouro Preto, em especial aos guardas, polícias que bravamente mantiveram a ordem do princípio ao fim.

Quanto ao episódio onde os agentes municipais desmancham desenhos de cunho político entre outros que nenhuma relação possuem com os “tapetes devocionais”, informamos que a liberdade de expressão não é absoluta ainda mais quando outros direitos estão sendo afetados.

O recado já foi dado em 2018, em 2019 não foi diferente. Respeitem Ouro Preto , nossas tradições. Vale salientar que os guardas só desmancharam os tapetes com os pés, porque não tínhamos outro instrumento”.

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Veja momento em que atirador invade igreja em Paracatu

Imagens registradas por câmeras de segurança da Igreja Batista Shekinah mostram o momento em que Rudson Aragão Guimarães, de 39 anos, autor do tiroteio em Paracatu, na região Noroeste de Minas entra no local.

Nas imagens também registra o momento em que o suspeito quebrando uma parte da entrada da igreja. Na igreja o homem atirou e matou três pessoas. Ele ainda antes do crime, já havia assassinado a ex-namorada com um canivete.

O homem após o crime acabou sendo baleado por militares.

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Polícia Civil apreende três toneladas de drogas e 35 armas em Juiz de Fora

Drogas e armas estava no fundo falso de um caminhão

A Polícia Civil de Juiz de Fora realizou a maior apreensão de drogas e armas de Minas Gerais neste ano. Além da drogas e arma, um homem de 38 anos foi preso por tráfico internacional de drogas e armas na Operação “Murum”.

De acordo com a Polícia Civil, o material foi localizado em um caminhão que estava em um sítio que fica no distrito de Torreões.

No fundo falso do veículo foram encontrados as 35 armas, sendo 8 fuzis e cerca de 1 mil cartuchos – a maioria de calibre 762 – e ainda as três toneladas de maconha em barras.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

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Polícia Civil prende dupla suspeita de tortura e execução em Alfenas

Vítima foi torturada e agressões foram filmadas e o vídeo divulgado nas redes sociais

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu Gerlucio Batista de Souza, 34 anos, e Joel Silva Souza, 26, suspeitos de envolvimento na morte de Ueslei Vitor Portugal, 29 anos. A vítima foi torturada e executada, provavelmente, na madrugada do último dia 5, em Alfenas, Sul do estado. As agressões foram filmadas e o vídeo divulgado nas redes sociais. Com as informações obtidas na investigação, a PCMG representou pela prisão preventiva da dupla.

As imagens da tortura chegaram à Polícia Civil na manhã de terça-feira (14) E na parte da tarde, o corpo foi localizado, sendo a vítima identificada pela equipe de investigação. De acordo com o Delegado Márcio Bijalon, os próprios suspeitos teriam feito a gravação. “Analisamos o material e trabalhamos na identificação deles. Localizamos as roupas usadas no dia do crime, na residência onde eles estavam hospedados, inclusive, uma bermuda com mancha de sangue”, relata.

Segundo Márcio Bijalon, a motivação para o crime seria um boato de que a vítima teria abusado de sua filha. “A história acabou chegando ao ouvido do mundo criminoso, que fez isso com o rapaz. A esposa alega que, supostamente, ele abusou da criança, mas não houve o registro da ocorrência. Chegamos a realizar exame de corpo de delito, que apontou resultado negativo para a conjunção carnal, porém não quer dizer que não tenha havido ato libidinoso”, observa ao dizer que as investigações prosseguem para apurar esse fato.

Foragidos de outros estados

O Delegado informa também que, ainda não identificados no crime, os suspeitos chegaram a ser conduzidos à Delegacia de Plantão, no dia seguinte, por portarem uma arma de fogo, porém, não havia elementos para a ratificação do flagrante no momento. Ainda assim, foi feita a identificação criminal dos homens e constatada a existência de mandados de prisão contra eles da Justiça do Ceará e de São Paulo. As cautelares foram cumpridas e os suspeitos encaminhados ao Sistema Prisional, na data.

Com a qualificação de Gerlucio e Joel no âmbito do Inquérito Policial do homicídio em Alfenas, a PCMG representou pela prisão preventiva da dupla, sendo cumprida na sexta-feira (17). A equipe continua com os levantamos para apurar o envolvimento de outras pessoas no caso.

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