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Prodemge e Detran discutem implantação do CRLV Eletrônico

Ampliação de serviços eletrônicos é uma das diretrizes do governador Romeu Zema

Em reunião entre o diretor-presidente da Prodemge, Rodrigo Paiva, e o diretor do Detran, Kleyverson Rezende, foram discutidos projetos de governo eletrônico e a inclusão de serviços no MG App. O Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo Eletrônico (CRLVe) foi um dos temas abordados.

O projeto para criar a versão eletrônica do documento já foi apresentado ao Detran e as duas instituições estão em negociação para iniciar seu desenvolvimento. “O CRLVe foi instituído pela resolução 720/2017 do Conselho Nacional de Trânsito, mas a expedição do documento em meio impresso continua obrigatória. O que a empresa propôs é que o Detran se antecipe, para que o CRLV eletrônico esteja em pleno funcionamento quando o Departamento Nacional de Trânsito determinar o fim do documento em papel”, conta Rodrigo Paiva.

Para o diretor da Prodemge o futuro de Minas Gerais é digital. “Seguindo as diretrizes do governador Romeu Zema, nosso objetivo é ampliar o número de serviços eletrônicos e reduzir a emissão de documentos em papel”, explica. Para o delegado Kleyverson, a parceria da Prodemge é fundamental.

“Contamos com a expertise da empresa para que mais serviços do Detran-MG estejam no mundo digital, reduzindo custos e aumentando nossa eficiência”.

Impressão do CRLV

Como a impressão do CRLV continua uma exigência legal, a Prodemge está trabalhando para modernizá-la, com a atualização tecnológica da insersora – equipamento responsável pelo envelopamento do CRLV junto com o aviso de recebimento dos Correios. Essa ação vai aumentar a velocidade e a qualidade do processo.

“Atualmente, são gastas seis horas para envelopar 15 mil CRLVs. Essa quantidade de documentos vai aumentar ainda este ano”, garante o gerente de Impressão Digital da Prodemge, Ricardo Soares.

A Prodemge imprimiu, até 6 de março, 2.184.052 CRLVs, sendo que 43% foram enviados pelos Correios. Outros 1.948.779 CRLVs estão aptos a serem emitidos – o Detran só libera a impressão quando todas as obrigações (multas, impostos e taxas) referentes àquele veículo estão quitadas. Ricardo Soares explica que esse número inclui tanto pessoas físicas quanto grandes frotas.

“O envelopamento dos CRLVs de grandes frotas não é necessário, já que o Detran os entrega embalados em conjunto para a empresa. Mas a Prodemge é responsável pela sua impressão, corte e controle de qualidade. São dois processos que correm em paralelo, sem interrupções”.

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Novos aglomerados estelares são identificados por astrofísicos da UFMG

Pesquisadores identificaram três novos aglomerados de estrelas em movimento na Via Láctea e os batizaram em homenagem à universidade

Capa da edição 2.047 do Boletim UFMG – Foto: Divulgação/UFMG

Os resultados de um estudo conduzido por astrofísicos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ganharam espaço na conceituada revista científica inglesa Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Os pesquisadores identificaram três novos aglomerados de estrelas em movimento na Via Láctea e os batizaram em homenagem à universidade.

Cada um desses sistemas, com diâmetro entre 13 e 19 anos-luz, reúne mais de 200 astros ligados por meio da gravidade. Um deles, registrado com o nome de UFMG 1, tem cerca de 800 milhões de anos. Já o UFMG 2 existe há aproximadamente 1,4 bilhão de anos e o UFMG 3 tem idade estimada em 100 milhões de anos. Um aglomerado é formado por estrelas que nasceram simultaneamente na mesma região, têm características físicas semelhantes e se movimentam de forma muito parecida.

Voltada para a divulgação de pesquisas originais sobre astronomia, astrofísica, radioastronomia, cosmologia e projetos de instrumentos astronômicos, a publicação inglesa circula desde 1827 e é uma das mais antigas do mundo. “A Monthly Notices of the Royal Astronomical Society está entre as quatro revistas internacionais mais importantes na área de astronomia”, avalia Wagner Corradi, um dos cinco pesquisadores do Laboratório de Astrofísica da UFMG que participaram do estudo.

A pesquisa baseou-se na análise de dados e imagens celestes obtidos pelo satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia. As imagens captadas foram tratadas e disponibilizadas para acesso ao público. De acordo com Wagner Corradi, o satélite Gaia ofereceu dados com precisão sem precedentes na astrofísica. Ele foi lançado em dezembro de 2013 com o objetivo de mapear mais de 1 bilhão de estrelas. “É um volume absurdo, jamais alcançado na história. E isso está fazendo uma revolução, proporcionando uma série de descobertas”, diz Corradi.

De acordo com o pesquisador, os três aglomerados estelares foram identificados em uma região muito densa. O doutorando Filipe Andrade, que integra a equipe, vinha desenvolvendo técnicas para reconhecer os objetos nesses ambientes. “Um dos dados que o satélite Gaia nos dá e ajuda nessa identificação é a paralaxe [diferença na posição aparente de um objeto visto por dois observadores em pontos diferentes] que, em última medida, nos diz sobre a distância dos objetos”, acrescenta Corradi.

Ele recorre a uma analogia para explicar a descoberta. “São objetos que nasceram mais ou menos no mesmo lugar do espaço e mais ou menos na mesma época. Todos eles estão se movendo mais ou menos no mesmo sentido e com a mesma velocidade. Então é como se fosse identificar um grupo de amigos no meio de um show de rock lotado. Imagine que são amigos que têm a mesma idade, vieram do mesmo bairro, tem características em comum. Se eles forem se mudar de lugar, vão todos juntos e mais ou menos na mesma direção”. A estimativa das idades de objetos no espaço é também feita levando em conta a medição da quantidade de luz emitida.

Segundo Corradi, a identificação e o estudo de novos aglomerados estelares permite ampliar a compreensão acerca da evolução da Via Láctea e das demais galáxias no universo. Além disso, ele ressalta que o avanço da astronomia também gera desenvolvimento para a sociedade. “As câmeras de altíssima resolução com grande capacidade de processamento, desenvolvidas para a astronomia, foram a base tecnológica que permitiu a criação das câmeras de celular de que hoje todas as pessoas usufruem. Sabemos das dificuldades de financiamento, mas para alavancar estudos é preciso investir. Não teremos condições de evoluir na pesquisa brasileira sem apoio”, acrescenta.

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Vale terá de apresentar relatório sobre Brumadinho até 4 de abril

Ordem foi definida durante audiência de conciliação na 6ª Vara da Fazenda Estadual de Belo Horizonte

A mineradora Vale, responsável pela barragem Mina Córrego do Feijão em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte (MG), tem até 4 de abril para apresentar em juízo um relatório parcial sobre os repasses de pagamentos para os atingidos pela tragédia, causada pelo rompimento em 25 de janeiro. Mas, antes, terá de apresentar informações detalhadas sobre pedidos de urgência e abastecimento da região.

A ordem foi definida durante audiência de conciliação na 6ª Vara da Fazenda Estadual de Belo Horizonte há cinco dias. No próximo dia 4 haverá outra audiência de conciliação, às 14h As informações são do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

No último dia 7, a audiência contou com a participação de representantes do MPMG, Ministério Público Federal, das defensorias públicas da União e do Estado, da Advocacia-Geral do Estado e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além dos representantes da mineradora.

Decisões

Na audiência ficou acordado que cada núcleo familiar do Córrego do Feijão e do Parque da Cachoeira receberá uma cesta básica por mês, durante 12 meses. A Vale e o estado de Minas Gerais fecharam um acordo para que a contratação de produtos ou serviços necessários, bem como as despesas emergenciais relacionadas ao rompimento, sejam feitas extrajudicialmente.

O valor de R$ 1 bilhão continua como garantia, dos quais  R$ 500 milhões foram depositados em juízo. Os outros R$ 500 milhões poderão ser substituídos por garantias com liquidez corrente, fiança bancária ou seguros.

Síntese

O promotor de Justiça do MPMG André Sperling fez uma síntese sobre os resultados da audiência, citando que a Vale concordou em receber e utilizar os documentos juntados pelas comunidades do Córrego do Feijão e do Parque da Cachoeira, entregues ao Ministério Público e à Defensoria Pública.

O material passará por análise para o início dos pagamentos. As partes informaram e-mail para recebimento da lista de eleitores da Comarca de Brumadinho, para cruzamento de dados e posterior pagamento às vítimas.

Datas

A Vale tem até o dia 19 para se manifestar sobre os pedidos de urgência, e a análise da necessidade dessas medidas será feita pelas partes na audiência do dia 21. Nessa etapa, a empresa deve apresentar um relato da documentação individual dos atingidos e demonstrar que não haverá falta de água.

No dia 21, a mineradora deve informar se o abastecimento de água pode ser suprido nas cidades que dependiam da captação do Rio Paraopeba. No mesmo dia, a empresa deve demonstrar a atuação nos acessos públicos atingidos pelo rompimento da barragem, incluindo a ponte da Fazenda José Linhares.

Impactos

A tragédia ocorreu por volta do meio-dia de 25 de janeiro, quando muitos funcionários da Vale almoçavam. A barragem se rompeu e transformou a região da Mina Córrego do Feijão em um mar de lama. As buscas por desaparecidos continuam. Mais de 300 pessoas foram atingidas diretamente, e cerca de 190 corpos localizados.

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Acidente entre carros deixa cinco feridos na BR-381, em MG

Entre os feridos estão duas crianças

Acidente em São Gonçalo do Rio Abaixo - Foto: Divulgação/Bombeiros de MG

Uma acidente envolvendo três carros deixou cinco vítimas na BR-381, em São Gonçalo do Rio Abaixo, na Região Central de Minas Gerais, durante a manhã desta segunda-feira, 11.

Conforme o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 9h30 da manhã.

Ainda segundo a corporação, o acidente deixou duas crianças, dois jovens e um homem adulto feridos. Elas foram levadas para o Hospital Margarida, em João Monlevade, também na Região Central do estado.

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