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Governador participa de reunião na Faemg e destaca importância do agronegócio mineiro

Setor é responsável por 33,54% do PIB de Minas Gerais; esta foi a primeira vez que um chefe do Executivo esteve na entidade

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou, nesta quarta-feira (6/2), de reunião de trabalho com a diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). Esta foi a primeira vez que um governador do Estado esteve na sede do Sistema Faemg, que representa o setor do agronegócio, que é responsável por 33,54% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado.

“Como bom conhecedor da realidade do interior do Estado, vi como essas regiões se desenvolveram principalmente devido ao agronegócio. Então, tenho plena ciência da importância dessa atividade para Minas Gerais. Como foi mostrado aqui, somos primeiro, segundo e terceiro colocados em uma série de atividades do agronegócio. Agora, vamos trabalhar ainda mais para melhor essas posições”, afirmou Romeu Zema.

O governador ainda pontuou a importância de a administração estadual dialogar com a população e representar o interesse de diversos setores. “Fiquei surpreso de ouvir que é a primeira vez que um governador vem ao Sistema Faemg. Essa é só a primeira vez que venho aqui. O Estado precisa apoiar no que for preciso. Quero que vocês sintam no Governo do Estado uma entidade que esteja representando a classe”, completou. Entre as ações pontuadas como fundamentais pelo governador estão fomentar o crescimento do setor do etanol, dar maior segurança aos produtores e analisar a questão fundiária.

A secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, que também acompanhou a reunião, estabeleceu a necessidade de a pasta trabalhar em conjunto com a entidade. “Hoje é o início de uma parceria entre o governador, a secretaria e a Faemg. Todas as nossas ações serão desenvolvidas em conjunto com a Faemg, que representa a maior parte dos produtores rurais do Estado. Vamos incentivar a produção rural e criar um ambiente de segurança jurídica, que estimule os negócios. Vamos buscar regulações para a produção rural, aumento da lucratividade do produtor, sem esquecer a sustentabilidade”, disse a secretária.

Minas Gerais possui atualmente cerca de 600 mil propriedades rurais. A federação representa 385 sindicatos de produtores rurais mineiros e atende 400 mil pequenos, médios e grandes produtores.

Setor

Em relação ao País, o agronegócio mineiro representa 13,59% do PIB nacional. Entre os principais produtos exportados pelo setor está o café, com 40,6%, seguido do complexo soja (23,5%) e das carnes (10,6%).

O presidente da Faemg, Roberto Simões, destacou a relevância da presença do governador na entidade. “Foi para nós um dia memorável porque é a primeira vez que um governador vem à nossa entidade. Foi extremamente produtivo, e o que pudemos ouvir foi encorajador porque eles conhecem as nossas dores e prometeram trabalhar em conjunto conosco. É o que esperamos de um governo para juntos fazermos Minas melhor do que é”, defendeu o presidente, que apresentou todo o sistema da federação ao governador.

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Defesa Civil cadastra 110 pessoas desalojadas em Nova Lima

Evacuação ocorreu após risco de rompimento de barragem aumentar

Pelo menos 110 pessoas que vivem nos arredores da Mina Mar Azul, em Nova Lima (MG), já se cadastraram como desalojadas, após o aumento do risco de rompimento das barragens B3 e B4 da mineradora Vale. De acordo com a Defesa Civil do estado, esse é o número apenas de quem se cadastrou. A classificação do nível de emergência passou de 1 para 2.

Por determinação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 170 moradores que vivem nos arredores da mina, localizada a 45 quilômetros de Belo Horizonte, foram retirados da região. A evacuação ocorre 21 dias após o desastre da barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 166 pessoas e deixou 144 desparecidos.

Durante coletiva de imprensa hoje (17), o capitão da Defesa Civil de Minas Gerais, Hebert Aquino, disse que há ainda um bairro, localizado próximo à Mina Mar Azul e que, em caso de rompimento de barragem, seria atingido pelos rejeitos no prazo de uma hora. Segundo ele, autoridades locais e estaduais estão reunidas para definir os próximos passos – incluindo uma possível evacuação desse local.

“As ações estão sendo tomadas pelos agentes tanto do estado quanto do município para preparar as comunidades mais distantes. Se houver alguma necessidade de evacuação, isso será feito”, disse. Pela manhã, homens da Agência Nacional de Mineração (ANM) estiveram na mina, junto a equipes do Núcleo de Emergência Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, fazendo uma vistoria na barragem.

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Chuva deixa pessoas ilhadas durante inundações em BH

Passageiros tiveram que subir em cima dos ônibus

• atualizado em 17/02/2019 às 19:59

Foto: Reprodução/Twitter

A chuva forte que atingiu na tarde deste domingo, 17, em Belo Horizonte, deixou usuários do transporte coletivo ilhados dentro dos ônibus na Avenida Vilarinho, na Região de Venda Nova, na capital.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostras passageiros que tiveram de sair pela janela e ficaram no teto do ônibus. Carros que também estava na avenida ficaram submersos.

Além da Avenida Vilarinho, também ocorreu registro de alagamentos na Avenida Bernardo Vasconcelos, na Região Nordeste.

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Bombeiros localizam mais dois corpos em Brumadinho

Há ainda 144 pessoas que continuam desaparecidas

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou dois corpos de ontem (16) para hoje (17) em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu. Um corpo estava próximo à Instalação de Tratamento de Minério (ITM) e o outro, na região do Remanso 2. Fragmentos de corpos também foram localizados pelas equipes nas últimas horas.

“Uma ação muito importante que iniciamos no dia de hoje foi o rompimento estrutural [demolição] da estrutura colapsada da ITM com maquinário pesado, inclusive com tesoura hidráulica”, informou a corporação. Esse tipo de acesso, segundo o corpo de bombeiros, é importante na localização de eventuais corpos que estejam em locais até então inacessíveis.

“É um trabalho meticuloso, uma vez que existem cilindros de acetileno e GLP [gás liquefeito de petróleo] no local e atmosferas que demandam utilização de equipamentos especiais para respiração”, acrescentou o texto.

O último balanço da corporação, de sexta-feira (15), aponta que a tragédia no município mineiro deixou, até o momento, 166 mortos – todos já identificados. Há ainda 144 pessoas, entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade, que continuam desaparecidas.

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