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Polícia Civil conclui inquérito que apura envolvimento de ex-prefeita de Santa Rosa da Serra em crime de corrupção

Além da ex-prefeita, o marido dela e pelo menos três vereadores também participaram do esquema

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nessa segunda-feira (7), o inquérito policial que apurou um esquema de corrupção na cidade de Santa Rosa da Serra, no Alto Paranaíba, envolvendo a ex-prefeita C.M.F.R., 55 anos, o marido dela, R.R., 61; um servidor da Prefeitura de Santa Rosa da Serra, L.S.N., 44; e os vereadores ainda em exercício na Câmara Municipal, G.R.D.L., 42; V.D.S., 42; e E.D.R.S., 57.

O indiciamento dos suspeitos foi possível a partir da segunda fase da operação “Éden”, realizada em maio de 2017, quando foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão nas residências da ex-prefeita e dos vereadores. Os suspeitos são acusados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, prevaricação, supressão de documentos e organização criminosa.

Os indícios recolhidos demonstraram que a ex-prefeita teria pagado cerca de R$ 100 mil ao vereador G.R.D.L. para comprar o silêncio deste em relação às ilegalidades que ela teria praticado durante sua gestão. Como parte desse pagamento, a investigada entregou ao vereador uma caminhonete no valor aproximado de R$ 60 mil. O restante do valor foi quitado em dinheiro e também por depósitos bancários.

Já em relação aos vereadores V.D.S. e E.R.S., as investigações apontaram que eles suprimiram e ocultaram vários documentos que continham provas dos desvios de dinheiro público perpetrados pela ex-prefeita durante o seu mandato. Durante o cumprimento dos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra esses vereadores, a PCMG apreendeu em suas respectivas residências diversos documentos que incriminavam a ex-prefeita. Por esta razão, foram indiciados por supressão de documentos públicos.

Todos os vereadores envolvidos nesses crimes também foram indiciados pela prática do crime de prevaricação, pois deixaram de praticar atos de ofício ao não investigar e nem denunciar as ilegalidades praticadas pela gestora às autoridades competentes. Todos os investigados também estão sendo indiciados por organização criminosa. Já os vereadores G.R.S., V.S., E.R.S., indiciados por prevaricação e supressão de documentos, e o vereador G.R.S., por corrupção pelo recebimento da caminhonete.

O inquérito policial já foi enviado ao Ministério Público na comarca de Campos Altos, onde será analisado. As penas para os crimes de organização criminosa variam de três a oito anos de prisão. Já para os crimes de corrupção ativa e passiva, de dois a 12 anos de prisão. Para o crime de prevaricação, a pena é de três meses a um ano de prisão e para o crime de supressão de documento a pena é de dois a seis anos de prisão.

A Polícia Civil também representou pela suspensão da função pública dos três vereadores que foram indiciados, para que os mesmos sejam imediatamente afastados de seus cargos eletivos que ocupam na Câmara Municipal, o que também será analisado pelo Ministério Público em Campos Altos.

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Empresa lança operação de bikes e patinetes em Belo Horizonte

Bicicletas e patinetes elétricos estão disponíveis no Centro, Savassi, Santa Efigênia, entre outros

Área atendida – Foto: Divulgação

A Yellow, empresa brasileira de soluções de mobilidade urbana individual, passa a oferecer o serviço de compartilhamento de bicicletas no sistema dockless (sem estação para retirada e devolução) e patinetes elétricos em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A empresa inicia a operação piloto na região dos bairros Centro, Savassi, Santa Efigênia, Santo Agostinho, Lourdes, Funcionários, Carmo, Cruzeiro, Anchieta e Sion com mais de 500 bikes e 250 patinetes, ambos com preço acessível – R$ 1 a cada 10 minutos para as bikes e R$3,00 o desbloqueio + R$0,50 a cada minuto de uso do patinete.

As bikes, que estarão disponíveis inicialmente em pontos privados parceiros, podem ser usadas de segunda a segunda, 24 horas por dia, e estacionadas depois em qualquer lugar dentro da área de atuação da Yellow na cidade, em locais onde o estacionamento de bicicletas é permitido (paraciclos e vagas comum de veículos, perpendicularmente ao sentido da via).

Já os patinetes estarão disponíveis todos os dias da semana das 8 às 20 horas. “Começamos com mais de 30 pontos parceiros para bikes e patinetes e outros estão em cadastramento. A Yellow disponibiliza todas as manhãs os patinetes nesses locais; já o usuário pode encerrar a corrida em um desses pontos ou em qualquer local da área de atendimento, contanto que tome cuidado para não atrapalhar o fluxo de pedestres”, explica um dos fundadores da Yellow, Ariel Lambrecht. No final do dia a Yellow recolhe os patinetes para recarga, manutenção e limpeza. E na manhã seguinte, os disponibiliza novamente para uso nos pontos privados.

Assim como em São Paulo, as corridas podem ser pagas com cartão de crédito e dinheiro. Os créditos para uso das bicicletas poderão ser comprados em dinheiro em bancas de jornal e lojas, entre outros estabelecimentos parceiros espalhados pela cidade, como lanchonetes, que vão receber o valor em espécie e transferir, na hora, o montante para o app do usuário, como já acontece com as recargas de celular.

“Temos acompanhado com atenção e contribuído com as ações da BHTrans no chamamento público para operação de bicicletas compartilhadas e, tão logo o modelo sem estação seja contemplado, procederemos com as adequações legalmente exigíveis”, completa Lambrecht.

A Yellow, primeira empresa de compartilhamento de bicicletas sem estações do Brasil, iniciou suas operações em São Paulo em 2 de agosto e que acaba de somar um milhão de corridas. Enquanto amplia e consolida sua operação no Brasil, a Yellow também inicia sua atuação em outros países da América Latina.

Impacto positivo na cidade

Para garantir a melhor experiência do cidadão, preservar o ambiente urbano, apoiar boas práticas do usuário e respeitar toda a sociedade, a Yellow inicia a operação em Belo Horizonte com iniciativas de manutenção, organização do espaço físico e incentivo ao uso responsável. Os ‘Guardiões Yellow’ circularão todos os dias da semana para mapear bicicletas e patinetes, organizá-los, redistribuí-los estrategicamente e retirá-los para manutenção quando necessário, contribuindo, assim, para a melhor distribuição e posicionamento das bicicletas pela cidade, além de apoiar os usuários e garantir as boas práticas.

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Carro desce ladeira e cai sobre casa na Região da Pampulha, em BH

Motorista do carro ficou ferido

Carro parou sob a casa — Foto: Marcelo Costa/Defesa Civil

Um carro descontrolado desceu uma ladeira e caiu sobre uma casa no bairro Cachoeirinha, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, durante a tarde desta sexta-feira, 18.

De acordo com o Corpo de Bombeiro, o carro desceu uma ladeira, atingiu uma parede e o telhado da casa. Ninguém do imóvel ficou ferido.

A Defesa Civil foi esteve no local onde vistoriou e disse que não há risco de desabamento.

Segundo o corporação, o acidente aconteceu na Rua Flor da Cachoeira e deixou o motorista ferido. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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Suspeita de fraude contra empresa de condomínios e ações de caridade é presa em BH

Suspeita de realizar golpes contra uma empresa prestadora de serviços para condomínios e por promover falsas campanhas de arrecadação de dinheiro para ações diversas de caridade

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (17), Andréia Amorim Meinicke, 54 anos, suspeita de realizar golpes contra uma empresa prestadora de serviços para condomínios e por promover falsas campanhas de arrecadação de dinheiro para ações diversas de caridade, como compra de cadeiras de rodas e preparação de sopas para doação a asilos.

De acordo com as informações apuradas, Andréia atuava como responsável financeira de uma empresa gestora de condomínios pela qual é investigada por falsificação de assinaturas de cheques. Ao todo, acredita-se, que a suspeita movimentou cerca de 400 a 500 cheques da empresa, o que pode ter provocado um desvio de quase dois milhões de reais.

O Chefe da Divisão de Fraudes, Domiciano Monteiro, explicou que durante as investigações foi possível averiguar que a suspeita também cometia golpes nas redes sociais. “Conseguimos descobrir que a mulher também solicitava ajuda e arrecadação de doações em dinheiro nas redes sociais. Depois se apropriava das quantias e falsificava notas fiscais para simular a realização das compras. Em relação a este golpe, acreditamos que a suspeita pode ter chegado a desviar cerca de sete a dez mil reais” concluiu.

O Delegado responsável pelo caso, Vinícius Dias, disse que as investigações irão prosseguir para identificar outras possíveis irregularidades e outros envolvidos na ação. “Iremos dar continuidade às investigações para analisar melhor o caso e a possível identificação de outros envolvidos. A suspeita foi presa e poderá responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, estelionato qualificado e possível organização criminosa. Ela já foi encaminhada ao Sistema Prisional, onde já se encontra a disposição da Justiça” finalizou.

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