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Passageiros reclamam do aumento nas tarifas e falta de cobradores nos ônibus de Belo Horizonte

Já esta em vigor o reajuste, mas nada dos agentes de bordo

• atualizado em 16/01/2019 às 17:54

Ônibus sem agente de bordo - Foto: Elberty Valadares/Por Dentro de Minas

Uma das justificativas no aumento das passagens do ônibus em Belo Horizonte era a volta de 500 cobradores nos veículos do transporte coletivo. No entanto, isso ainda não está sendo percebido pelos passageiros que reclamam, devido ao fato de já estar em vigor o reajuste, mas nada dos agentes de bordo.

Deste o dia 3 de janeiro, as passagens na capital estão mais caras. Prova disso, é que o preço da tarifa de ônibus voltou a custar R$ 4,50, após a liminar da Justiça que barrava o aumento. Ela foi derrubada na quarta-feira 2 de janeiro e com isso, o reajuste é de 11%.

Na tarifa dos ônibus que atendem Vilas e Favelas o aumento foi de R$ 0,90 para R$ 1,00. As passagens que antes custavam R$ 2,85 foram para R$ 3,15, e os táxi lotação que custavam R$ 4,45 passam para R$ 5,00.

Estação São Gabriel, na Região Nordeste de Belo Horizonte – Foto: Elberty Valadares/Por Dentro de Minas

O auxiliar administrativo Luiz de Carvalho, 23 anos, que utiliza a linha 713, alimentadora da Estação São Gabriel não gostou do reajuste que passou a custar a R$ 3,15, mais o Move que tem completo de R$ 1,35. “O reajuste foi maior que o do salário mínimo e a qualidade do serviço prestado é muito ruim. Os ônibus da linha não tem ar-condicionado e durante todo o dia estão rodando sem agente de bordo, aumentando o tempo de viagem em cerca de 20 minutos”, reclamou o usuário que mora no Bairro Lajedo, na Região Norte, e trabalha no Centro.

A Prefeitura de Belo Horizonte e a BHTrans além impor que as empresas terão que recontratar 500 trocadores para trabalhar nos coletivos da capital, também foi condicionado a colocar em operação 300 novos veículos dos modelos com ar-condicionado.

A reportagem do Por Dentro de Minas esteve na Estação São Gabriel nesta terça-feira, 15, nos horários de pico da manhã e da tarde, e constatou que em nenhum linha, seja alimentadora ou troncal possui agente de bordo.

Respostas

O Por Dentro de Minas entrou em contato com a Empresa de Transporte e Transito de Belo Horizonte (BHTrans) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH).

A BHTrans encaminhou a seguinte nota:

No parágrafo 1º, do artigo 3º, da Lei nº 10.526/2012 está especificado que cada veículo destinado aos serviços de transporte público coletivo e convencional de passageiros por ônibus do Município de Belo Horizonte será operado por um motorista e um agente de bordo, à exceção: dos veículos das linhas troncais do sistema de Bus Rapid Transit (MOVE); dos veículos em operação em horário noturno e nos domingos e feriados e dos veículos dos serviços especiais caracterizados como executivos, turísticos ou miniônibus.

A BHTRANS tem intensificado a fiscalização para garantir o cumprimento da lei e está autuando as empresas que estão circulando sem agentes de bordo. De janeiro a novembro de 2018, foram realizadas 8.726 autuações às concessionárias por ausência de agente de bordo no veículo, sem autorização da BHTRANS.

É importante ressaltar que, no sistema de transporte coletivo por ônibus de Belo Horizonte, mais de 80% dos usuários já utilizam o cartão BHBus e a tendência é de crescimento.

Por meio das fiscalizações em campo e eletrônica é possível monitorar questões relativas ao cumprimento do quadro de horários, itinerário, etc. São 450 fiscais trabalhando diariamente em ações no transporte e trânsito de Belo Horizonte. 98,7% das viagens constantes no quadro de horários previstos são cumpridas.

À BHTRANS cabe a fiscalização para o devido cumprimento da legislação. A população pode denunciar no fale conosco no portal da PBH – //prefeitura.pbh.gov.br/contato. As informações são essenciais para direcionar as ações de fiscalização das equipes da BHTRANS. Além de atuar atendendo a demanda de usuários, existe uma rotina de fiscalização presencial que acontece nas portas das garagens, nos pontos de controle, nas estações e nos itinerários das linhas.

Já o Setra-BH informou que ainda estão em fase de contratação dos agentes de bordo que começou no dia 28 de dezembro e deve se estender até fevereiro. Além disto, orienta as empresas a respeita a Lei 10.526/12, que obriga todos os ônibus são obrigados a circular com motorista e cobrador, à exceção dos veículos das linhas do BRT/ Move e dos veículos em operação em horário noturno, aos domingos e feriados.

Valores das tarifas em Belo Horizonte

Tarifa principal: R$ 4,50

Circular: R$ 3,15

Vilas e favelas: R$ 1

Táxi-lotação: R$ 5

*Edição e revisão de Felipe de Jesus

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Defesa Civil cadastra 110 pessoas desalojadas em Nova Lima

Evacuação ocorreu após risco de rompimento de barragem aumentar

Pelo menos 110 pessoas que vivem nos arredores da Mina Mar Azul, em Nova Lima (MG), já se cadastraram como desalojadas, após o aumento do risco de rompimento das barragens B3 e B4 da mineradora Vale. De acordo com a Defesa Civil do estado, esse é o número apenas de quem se cadastrou. A classificação do nível de emergência passou de 1 para 2.

Por determinação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 170 moradores que vivem nos arredores da mina, localizada a 45 quilômetros de Belo Horizonte, foram retirados da região. A evacuação ocorre 21 dias após o desastre da barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 166 pessoas e deixou 144 desparecidos.

Durante coletiva de imprensa hoje (17), o capitão da Defesa Civil de Minas Gerais, Hebert Aquino, disse que há ainda um bairro, localizado próximo à Mina Mar Azul e que, em caso de rompimento de barragem, seria atingido pelos rejeitos no prazo de uma hora. Segundo ele, autoridades locais e estaduais estão reunidas para definir os próximos passos – incluindo uma possível evacuação desse local.

“As ações estão sendo tomadas pelos agentes tanto do estado quanto do município para preparar as comunidades mais distantes. Se houver alguma necessidade de evacuação, isso será feito”, disse. Pela manhã, homens da Agência Nacional de Mineração (ANM) estiveram na mina, junto a equipes do Núcleo de Emergência Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, fazendo uma vistoria na barragem.

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Chuva deixa pessoas ilhadas durante inundações em BH

Passageiros tiveram que subir em cima dos ônibus

• atualizado em 17/02/2019 às 19:59

Foto: Reprodução/Twitter

A chuva forte que atingiu na tarde deste domingo, 17, em Belo Horizonte, deixou usuários do transporte coletivo ilhados dentro dos ônibus na Avenida Vilarinho, na Região de Venda Nova, na capital.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostras passageiros que tiveram de sair pela janela e ficaram no teto do ônibus. Carros que também estava na avenida ficaram submersos.

Além da Avenida Vilarinho, também ocorreu registro de alagamentos na Avenida Bernardo Vasconcelos, na Região Nordeste.

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Bombeiros localizam mais dois corpos em Brumadinho

Há ainda 144 pessoas que continuam desaparecidas

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou dois corpos de ontem (16) para hoje (17) em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu. Um corpo estava próximo à Instalação de Tratamento de Minério (ITM) e o outro, na região do Remanso 2. Fragmentos de corpos também foram localizados pelas equipes nas últimas horas.

“Uma ação muito importante que iniciamos no dia de hoje foi o rompimento estrutural [demolição] da estrutura colapsada da ITM com maquinário pesado, inclusive com tesoura hidráulica”, informou a corporação. Esse tipo de acesso, segundo o corpo de bombeiros, é importante na localização de eventuais corpos que estejam em locais até então inacessíveis.

“É um trabalho meticuloso, uma vez que existem cilindros de acetileno e GLP [gás liquefeito de petróleo] no local e atmosferas que demandam utilização de equipamentos especiais para respiração”, acrescentou o texto.

O último balanço da corporação, de sexta-feira (15), aponta que a tragédia no município mineiro deixou, até o momento, 166 mortos – todos já identificados. Há ainda 144 pessoas, entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade, que continuam desaparecidas.

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