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Avanço do rejeito no Rio Paraopeba perde força, mostra boletim

Não há mais previsão de que alcance a Hidrelétrica de Três Marias

Foto: Lucas Hallel/Ascom Funai

O novo boletim do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, aponta uma redução no ritmo de deslocamento da pluma, formada pela mistura de rejeito e água, por causa do rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, no último dia 25. Não há mais previsão de que ela alcance a Usina Hidrelétrica de Três Marias (MG), conforme o boletimo divulgado às 18h30.

A barragem que se rompeu integrava a Mina Feijão. O rejeito que se propagou no ambiente chegou primeiro ao Córrego do Feijão. A pluma avançou rapidamente e por volta de 13h já estava no Rio Paraopeba. De acordo com boletim, a água turva alcançou o município de Juatuba (MG) na noite de segunda-feira (27) e deve chegar à São José da Varginha (MG) amanhã (30). Os rejeitos que vazaram já percorreram mais de 55 quilômetros.

O CPRM opera, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), estações da Rede Hidrometeorológica Nacional localizadas ao longo do rio. Boletins têm sido divulgados diariamente. Na manhã de ontem (28), havia previsão de que a pluma alcançasse entre os dias 15 e 20 de fevereiro a represa onde fica a Usina Hidrelétrica de Três Marias. No local, o Rio Paraopeba se encontra com o Rio São Francisco.

O monitoramento mais recente mostra, no entanto, que isso não deve mais ocorrer. O boletim registra que a frente da pluma apresenta concentração baixa de sedimentos. Ela avança a uma velocidade média de 0,9 quilômetro por hora. No novo boletim, também não há mais divulgação de data provável para a chegada à Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, situada antes em Felixlândia (MG).

Pesca

Segundo o presidente da Federação dos Pescadores de Minas Gerais, Valtinho Quintino da Rocha, a entidade ainda não tem condições de avaliar a extensão dos danos. “Já estamos nos mobilizando para calcular os prejuízos”. Ele afirma que a pesca estava suspensa em decorrência da piracema, período de desova dos peixes.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais destacou técnicos para realizarem coleta de 44 amostras de água na região atingida com o objetivo de identificar os possíveis riscos de intoxicação. Ainda não há previsão para divulgação dos resultados. Ainda assim, a pasta divulgou uma orientação para que as pessoas evitem contato com a água do Rio Paraopeba e também não pesquem nem consumam os peixes.

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Defesa Civil cadastra 110 pessoas desalojadas em Nova Lima

Evacuação ocorreu após risco de rompimento de barragem aumentar

Pelo menos 110 pessoas que vivem nos arredores da Mina Mar Azul, em Nova Lima (MG), já se cadastraram como desalojadas, após o aumento do risco de rompimento das barragens B3 e B4 da mineradora Vale. De acordo com a Defesa Civil do estado, esse é o número apenas de quem se cadastrou. A classificação do nível de emergência passou de 1 para 2.

Por determinação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 170 moradores que vivem nos arredores da mina, localizada a 45 quilômetros de Belo Horizonte, foram retirados da região. A evacuação ocorre 21 dias após o desastre da barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 166 pessoas e deixou 144 desparecidos.

Durante coletiva de imprensa hoje (17), o capitão da Defesa Civil de Minas Gerais, Hebert Aquino, disse que há ainda um bairro, localizado próximo à Mina Mar Azul e que, em caso de rompimento de barragem, seria atingido pelos rejeitos no prazo de uma hora. Segundo ele, autoridades locais e estaduais estão reunidas para definir os próximos passos – incluindo uma possível evacuação desse local.

“As ações estão sendo tomadas pelos agentes tanto do estado quanto do município para preparar as comunidades mais distantes. Se houver alguma necessidade de evacuação, isso será feito”, disse. Pela manhã, homens da Agência Nacional de Mineração (ANM) estiveram na mina, junto a equipes do Núcleo de Emergência Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, fazendo uma vistoria na barragem.

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Chuva deixa pessoas ilhadas durante inundações em BH

Passageiros tiveram que subir em cima dos ônibus

• atualizado em 17/02/2019 às 19:59

Foto: Reprodução/Twitter

A chuva forte que atingiu na tarde deste domingo, 17, em Belo Horizonte, deixou usuários do transporte coletivo ilhados dentro dos ônibus na Avenida Vilarinho, na Região de Venda Nova, na capital.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostras passageiros que tiveram de sair pela janela e ficaram no teto do ônibus. Carros que também estava na avenida ficaram submersos.

Além da Avenida Vilarinho, também ocorreu registro de alagamentos na Avenida Bernardo Vasconcelos, na Região Nordeste.

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Bombeiros localizam mais dois corpos em Brumadinho

Há ainda 144 pessoas que continuam desaparecidas

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou dois corpos de ontem (16) para hoje (17) em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu. Um corpo estava próximo à Instalação de Tratamento de Minério (ITM) e o outro, na região do Remanso 2. Fragmentos de corpos também foram localizados pelas equipes nas últimas horas.

“Uma ação muito importante que iniciamos no dia de hoje foi o rompimento estrutural [demolição] da estrutura colapsada da ITM com maquinário pesado, inclusive com tesoura hidráulica”, informou a corporação. Esse tipo de acesso, segundo o corpo de bombeiros, é importante na localização de eventuais corpos que estejam em locais até então inacessíveis.

“É um trabalho meticuloso, uma vez que existem cilindros de acetileno e GLP [gás liquefeito de petróleo] no local e atmosferas que demandam utilização de equipamentos especiais para respiração”, acrescentou o texto.

O último balanço da corporação, de sexta-feira (15), aponta que a tragédia no município mineiro deixou, até o momento, 166 mortos – todos já identificados. Há ainda 144 pessoas, entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade, que continuam desaparecidas.

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