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Polícia Civil desvenda desaparecimento e morte de adolescente localizada em mata na capital

Suspeito teria estuprado a jovem antes de matá-la e, na fuga, cometido outro estupro

Após sete meses de intenso trabalho investigativo, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desvendou os detalhes da morte da adolescente que foi dada como desaparecida, Maria Gabriela Figueiredo Pena, 15 anos. A conclusão é de que a jovem foi estuprada e morta por Daniel Costa de Oliveira, 32 anos.

No dia 19 de março, foi registrado o desaparecimento da adolescente na Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD). Imediatamente, iniciaram-se as investigações para apuração do caso. A suspeita era de que a jovem tinha sido vítima de ação criminosa. Maria Gabriela, de perfil tranquilo, foi raptada por Daniel quando seguia uma trilha, em direção a um curso de inglês.

Os restos mortais de Maria Gabriela foram localizados no dia 12 de outubro, com auxílio do canil do Corpo de Bombeiros Militar, em uma mata no bairro Ribeiro de Abreu. A Polícia acredita que Daniel estava vivendo em uma tenda, montada em meio à mata local. Ele era foragido da Justiça, visto constar dois mandados de prisão expedido contra ele pelo crime de roubo.

Durante as investigações, a equipe policial localizou o celular de Maria Gabriela, elemento determinante para identificar Daniel. Após o crime, o investigado fugiu para o Sul de Minas. Ele foi preso no dia 27 de novembro, em Alpinópolis, suspeito de cometer outro crime de estupro naquela cidade. Daniel foi detido em posse de duas armas de fogo, de fabricação caseira. A Polícia acredita que uma delas tenha sido usada na morte de Maria Gabriela.

O chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Delegado-Geral Rodrigo Bossi, ressaltou a necessidade de divulgação do rosto do suspeito a fim de que outras possíveis vítimas possam denunciá-lo. Bossi destacou que as denúncias podem ser realizadas diretamente na Divisão de Desaparecidos, pelo telefone da Unidade policial 0800 2828 197, ou mesmo pelo Disque Denúncia 181, garantindo o anonimato.

A Delegada Maria Alice Faria conta que a Polícia desvendou o crime antes de localizar a ossada de Maria Gabriela. A partir das informações levantadas, foi empreendido um esforço conjunto da Polícia Civil com o Corpo de Bombeiros Militar para encontrar os restos mortais de Maria Gabriela.

Laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontam, com 100% de certeza, que a ossada é mesmo da menina. Ainda conforme laudo, antes de ser atingida por um tiro na cabeça, Maria Gabriela recebeu um violento golpe que quebrou a coluna cervical da jovem.

Reincidência e violência

Durante a fuga, Daniel ainda teria cometido outros crimes. Em Alpinópolis, Daniel abordou três pessoas que estavam a caminho de uma cachoeira: um casal de 15 anos e uma jovem de 22. Armado, ele roubou os pertences do grupo e obrigou que eles o acompanhassem. Em determinado ponto do trajeto, Daniel utilizou arame farpado para amarrar o rapaz de 15 anos e a jovem de 22 em uma árvore.

O suspeito seguiu até onde tinha montado uma tenda, também em área de mata, e no local, estuprou a adolescente de 15 anos por diversas vezes. Conforme contou Maria Alice, a jovem ficou em poder do investigado das 16 horas até a madrugada do dia seguinte. Após os amigos da vítima conseguirem se soltar, eles procuraram a Polícia, que iniciou as buscas pela adolescente. Ao perceber a aproximação dos policiais, Daniel fugiu, mas foi localizado dias após o crime, tentando vender um celular roubado do trio. Durante depoimento, a vítima contou à Polícia que o tempo inteiro foi ameaçada, sendo que Daniel repetia: “todo estuprador mata”.

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176 vítimas do rompimento da barragem da Vale são identificadas

Governo de Minas Gerais diz que 134 pessoas estão desaparecidas

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais localizou 176 corpos de vítimas do rompimento da narragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Minas Gerais. Todos os corpos foram indentificados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Segundo informações do governo de Minas Gerais, 134 pessoas estão desaparecidas, sendo 31 funcionários da mineradora Vale e 103 trabalhadores terceirizados e moradores da região.

Desde ontem (20), uma equipe do Corpo de Bombeiros está fazendo buscas na área onde funcionava o almoxarifado da Vale. No local foi encontrado um corpo, removido para o IML para identificação.

A tragédia causada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte, completa hoje (4) 11 dias de buscas.

O almoxarifado foi identificado pelo cruzamento de dados, de localizações georreferenciadas e de indicações do terreno. As buscas na área do almoxarifado se desenvolveram durante esta quinta-feira e continuarão amanhã (22), segundo o Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros trabalha em sete frentes de buscas na área da barragem que se rompeu no último dia 25 de janeiro. Nesta fase de escavações, o trabalho é mais difícil porque a lama está muito profunda. A corporação mineira atua com apoio de militares de outros estados.

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Polícia prende suspeito de matar ex-namorada em Betim

Ex-namorado é suspeito de matar vítima com vários golpes de martelo na cabeça

A Polícia Civil de Minas Gerais realizou o cumprimento do mandado de prisão preventiva em desfavor de Matheus Vítor Vilela, 22 anos, na última sexta-feira, 15 de fevereiro.

Matheus é suspeito de, no dia 1º de fevereiro, ter assassinado a ex-namorada Akiria Carla Ferreira da Silva, 20 anos, com vários golpes de martelo na cabeça. Na data do crime, o suspeito que insistia em reatar o relacionamento com a vítima, a procurou e a agrediu com diversos golpes fatais.

A vítima foi encontrada na casa dela, no bairro Granja São João, em Betim, gravemente ferida. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu em seguida.

Iniciadas as investigações pela Polícia Civil, o suspeito pelo feminicídio foi identificado, mas, após cometer o bárbaro delito, fugiu para Belo Horizonte, onde ficou escondido até a data da prisão.

Logo após o assassinato, Matheus também subtraiu o aparelho celular da vítima, ocasião em que passou a utilizar rede social dela (Facebook), para ameaçar parentes e amigos de Akíria.

O envolvido, já era investigado pela PCMG pela prática de dez crimes de roubo, contra motoristas do aplicativo ¿’ber”, na cidade de Betim.

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Polícia Civil atua em sequestro de gerente de banco e prende suspeito

A vítima foi feita refém do grupo quando chegava em casa, em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em mais uma ação de pronta resposta, prendeu, nesta quarta-feira (20), Rafael Silveira de Almeida, de 38 anos. Ele é um dos suspeitos de sequestrar um gerente de banco ontem à noite no bairro Guarani, em Belo Horizonte.

Segundo o Delegado Ramon Sandoli, o crime, iniciado ontem (19), é de extorsão mediante sequestro na modalidade “sapatinho” pela sequestração do gerente do banco. A vítima, que tem 29 anos, foi feita refém do grupo quando chegava em casa, em Belo Horizonte. Depois os suspeitos foram até a casa dos pais do gerente, em Betim e da namorada dele, de 21 anos, onde fizeram os reféns juntamente com um amigo, de 20. Mantiveram os quatro no cativeiro, em Ribeirão das Neves, retornando com o gerente para a agência bancária, onde a vítima, com o artefato de simulacro amarrado em seu corpo, tinha a missão de abrir o cofre e retirar o dinheiro para repassá-lo os criminosos.

“A PCMG foi acionada e, por volta das 13h de hoje (20), conseguiu localizar o cativeiro, em Ribeirão das Neves, onde foi feito a liberação dos quatro reféns sem nenhum ferimento e a prisão de um dos suspeitos que estava no cativeiro com uma arma de fogo calibre 22, utilizada, provavelmente para intimidar os reféns”, garantiu o Delegado. O preso, que já tem passagens por roubo, furto e lesão corporal, saiu da prisão em dezembro de 2018.

Para o Delegado Sandoli, a forma de deslocamento dos integrantes da quadrilha é indicativo de que eles conheciam a região, levantando a suspeita de que os autores sejam da região metropolitana de Belo Horizonte, sendo que as investigações prosseguem para identificar e prender os outros envolvidos.

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