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Endereços de advogado de Adélio foram alvos de ações da PF

Ações se destinam a “coletar provas que ajudem a identificar os responsáveis pelo financiamento da defesa do autor confesso do atentado”

• atualizado em 21/12/2018 às 19:50

A Polícia Federal (PF) cumpriu dois mandados judiciais de busca e apreensão em dois imóveis relacionados ao advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que atua na defesa de Adélio Bispo de Oliveira, autor confesso de tentar matar a facadas o então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

A PF divulgou uma nota na qual informa que “em um dos imóveis funciona um hotel e uma locadora de veículos, além de servir como escritório e residência do advogado. O outro é a sede de uma empresa”.

Os dois imóveis estão localizados na cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os dois mandados foram expedidos pela 3ª Vara da Subseção Judiciária da Justiça Federal em Juiz de Fora.

De acordo com a PF, as ações se destinam a “coletar provas que ajudem a identificar os responsáveis pelo financiamento da defesa do autor confesso do atentado”.

Galloro

Em Brasília, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, se limitou a comentar que a diligência decorre da investigação sob segredo de Justiça. “A investigação está bastante avançada, mas requer sigilo. Acreditamos que ela já esteja 90% concluída, pelo que me foi informado pelo delegado que preside o inquérito. Ainda não temos os resultados das diligências que estão sendo realizadas hoje e não posso comentar os objetivos [da busca e apreensão de documentos no escritório do advogado de Adélio]”, disse.

O atentado contra Bolsonaro aconteceu no dia 6 de setembro deste ano, quando o então candidato do PSL fazia campanha eleitoral na região central da cidade de Juiz de Fora. Atualmente Adélio está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

O processo foi registrado como crime contra a Segurança Nacional e a Ordem Política e Social. Com a transferência para a alçada federal, as investigações que vinham sendo realizadas pela Polícia Civil de Minas Gerais e pela PF passaram a ser feitas exclusivamente pela PF.

OAB

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou “que, devido à relevância do caso, que é de competência da OAB-MG, o Conselho Federal da OAB determinou que a Comissão Nacional de Prerrogativas dê todo o suporte para a seccional atuar e tomar todas as medidas cabíveis”, em relaçãos às medidas judiciais cumpridas pela PF nos imóveis relacionados à defesa de Adélio.

Advogado

A Agência Brasil conversou com o advogado Zanone de Oliveira, que confirmou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em seus imóveis. De acordo com Zanone, em um deles os policiais apreenderam uma fita de vídeo com imagens do monitoramento de segurança do prédio. No outro, os federais levaram um telefone celular que, segundo o advogado, estão armazenados conversas com clientes que ele defende.

Zanone manifestou indignação com a apreensão do aparelho, afirmando que a ação da PF de apreensão do celular “ofende a advocacia como um todo” e que, “a partir de hoje, o sigilo das conversas do advogado com seus clientes está em sério risco”. Ele informou ainda que não tomará qualquer providência, deixando o caso para a OAB, pois entende que a ação de hoje atinge diretamente à advocacia do país.

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Trabalhador terceirizado morre ao cair do prédio da Defensoria Pública, em BH

Vítima era funcionário de uma empresa prestadora de serviços de limpeza e manutenção em fachadas

Foto: Reprodução/Google Street View

Um trabalhador terceirizado de 58 anos morreu durante o inicio da tarde deste sábado, 19, após cair do prédio da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, no bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Conforme o Corpo de Bombeiro, o acidente ocorreu por volta das 13h30. O homem era funcionário de uma empresa prestadora de serviços de limpeza e manutenção em fachadas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Peritos da Polícia Civil estiveram no local para apurar as causas do acidente. O resultado da perícia deve ficar pronto em 30 dias.

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para ser submetidos a exames que podem ajudar a esclarecer o acidente.

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Polícia prende 11 pessoas durante operação em Uberaba

Um suspeito encontra-se foragido e está sendo procurado

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) participou, nesta quinta-feira (17), da Operação “Retorno” em conjunto com as forças de segurança que compõem o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Uberaba. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão, sendo cinco contra investigados que estavam em liberdade e três em desfavor de pessoas que já estavam detidas no Sistema Prisional por outros delitos. Um suspeito encontra-se foragido e está sendo procurado.

Outras três prisões em flagrante foram efetuadas no curso da operação, duas por tráfico de drogas e uma por posse ilegal de munição calibre 9mm. A ação policial é um desdobramento da Operação “Dilúvio”, resultante de provas que foram compartilhadas com a Polícia Civil, a qual realizou diligências adicionais e conseguiu os mandados de prisão preventiva junto à Justiça em Uberaba.

A quadrilha investigada é especializada em roubos de veículos, inclusive é acusada de orquestrar e executar um roubo de um carro sedan de luxo ocupado por mulheres indefesas. O veículo teria sido utilizado em pelo menos mais uma ocorrência, o roubo de uma caminhonete de luxo.

“Retorno” refere-se ao retorno da prova produzida durante a Operação “Dilúvio”, ao retorno das operações conjuntas das forças de segurança e o retorno de pessoas perigosas à prisão.

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Empresa lança operação de bikes e patinetes em Belo Horizonte

Bicicletas e patinetes elétricos estão disponíveis no Centro, Savassi, Santa Efigênia, entre outros

Área atendida – Foto: Divulgação

A Yellow, empresa brasileira de soluções de mobilidade urbana individual, passa a oferecer o serviço de compartilhamento de bicicletas no sistema dockless (sem estação para retirada e devolução) e patinetes elétricos em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A empresa inicia a operação piloto na região dos bairros Centro, Savassi, Santa Efigênia, Santo Agostinho, Lourdes, Funcionários, Carmo, Cruzeiro, Anchieta e Sion com mais de 500 bikes e 250 patinetes, ambos com preço acessível – R$ 1 a cada 10 minutos para as bikes e R$3,00 o desbloqueio + R$0,50 a cada minuto de uso do patinete.

As bikes, que estarão disponíveis inicialmente em pontos privados parceiros, podem ser usadas de segunda a segunda, 24 horas por dia, e estacionadas depois em qualquer lugar dentro da área de atuação da Yellow na cidade, em locais onde o estacionamento de bicicletas é permitido (paraciclos e vagas comum de veículos, perpendicularmente ao sentido da via).

Já os patinetes estarão disponíveis todos os dias da semana das 8 às 20 horas. “Começamos com mais de 30 pontos parceiros para bikes e patinetes e outros estão em cadastramento. A Yellow disponibiliza todas as manhãs os patinetes nesses locais; já o usuário pode encerrar a corrida em um desses pontos ou em qualquer local da área de atendimento, contanto que tome cuidado para não atrapalhar o fluxo de pedestres”, explica um dos fundadores da Yellow, Ariel Lambrecht. No final do dia a Yellow recolhe os patinetes para recarga, manutenção e limpeza. E na manhã seguinte, os disponibiliza novamente para uso nos pontos privados.

Assim como em São Paulo, as corridas podem ser pagas com cartão de crédito e dinheiro. Os créditos para uso das bicicletas poderão ser comprados em dinheiro em bancas de jornal e lojas, entre outros estabelecimentos parceiros espalhados pela cidade, como lanchonetes, que vão receber o valor em espécie e transferir, na hora, o montante para o app do usuário, como já acontece com as recargas de celular.

“Temos acompanhado com atenção e contribuído com as ações da BHTrans no chamamento público para operação de bicicletas compartilhadas e, tão logo o modelo sem estação seja contemplado, procederemos com as adequações legalmente exigíveis”, completa Lambrecht.

A Yellow, primeira empresa de compartilhamento de bicicletas sem estações do Brasil, iniciou suas operações em São Paulo em 2 de agosto e que acaba de somar um milhão de corridas. Enquanto amplia e consolida sua operação no Brasil, a Yellow também inicia sua atuação em outros países da América Latina.

Impacto positivo na cidade

Para garantir a melhor experiência do cidadão, preservar o ambiente urbano, apoiar boas práticas do usuário e respeitar toda a sociedade, a Yellow inicia a operação em Belo Horizonte com iniciativas de manutenção, organização do espaço físico e incentivo ao uso responsável. Os ‘Guardiões Yellow’ circularão todos os dias da semana para mapear bicicletas e patinetes, organizá-los, redistribuí-los estrategicamente e retirá-los para manutenção quando necessário, contribuindo, assim, para a melhor distribuição e posicionamento das bicicletas pela cidade, além de apoiar os usuários e garantir as boas práticas.

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