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O número de viagens realizadas no Bike BH, serviço de compartilhamento de bicicletas através de aplicativo, em Belo Horizonte, contabiliza 420.498 até o mês de novembro de 2018. São 87.714 mil viagens a mais em relação a 2017, quando foram realizadas no total 332.784. O serviço foi inaugurado em 2014 quando realizou 40.643 viagens.
O número de usuários cadastrados no sistema também teve um salto. Até novembro de 2018 contabiliza 173.044 usuários. Ou seja, 2018 ainda não terminou e já possui 19.068 a mais de usuários cadastrados em relação a 2017, que registrou 153.976 usuários.
Nos últimos três meses de 2018 (setembro, outubro e novembro), o serviço acumula 3.579 viagens a mais do que o mesmo período de 2017. Das viagens realizadas em novembro, observa-se que o final de semana (mais ainda o domingo) apresenta a maior retirada das magrelas, o que confirma a vocação do Bike BH para o lazer da população local.
Com relação ao horário mais utilizado, destaca-se a faixa das 16h às 18h. O perfil do público predominante é o masculino (65%), contra 35% de mulheres, e quanto à idade, predomina a faixa de 18 a 25 anos (38,39%). Logo na sequência, aparece o público entre 26 a 35 anos (36,52%). Já a estação Pampulha é a campeã de retiradas e devoluções das bikes.
O Bike BH tem no total 40 estações e 400 bicicletas disponíveis. Mais de 170 toneladas de carbono deixaram de ser emitidas na capital mineira desde o início da operação em junho de 2014, quando a população local passou a utilizar o modal como meio de transporte.
Com o objetivo de oferecer um melhor serviço aos usuários, durante os horários de maior fluxo, o Bike BH, ampliou, recentemente, o número de vagas nas estações. O projeto passou a contar com 719 vagas disponíveis, cerca de 48% a mais desde sua inauguração em junho de 2014. A medida torna o sistema mais robusto e com possibilidades de incremento efetivo de uso.
A partir da experiência com o projeto e estudando possíveis melhorias, a Serttel viu na expansão de vagas a oportunidade de atender a alta demanda do público em horários de pico. “Além disso, o aumento no número de vagas proporciona uma melhor distribuição das bikes na rede e melhora a proporção dos modais nas estações”, afirma o diretor comercial da Serttel, Israel Araújo.
As 40 estações do Bike BH possuem uma placa de painel de energia solar fotovoltaico e comunicação wireless. O sol é a fonte de energia que garante o funcionamento de cada um dos pontos onde as 400 bicicletas estão disponíveis. Esse tipo de energia não gera custos para a prefeitura, pois é natural, limpa e inesgotável. O Bike BH é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura de Belo Horizonte, apoiado pelo Itaú, e com implantação e operação da Serttel. O valor do passe é de R$ 3 (diário) e R$ 9 (mensal).
Diariamente as equipes de manutenção da Serttel recolhem as bikes com defeito e realizam a reposição de imediato. Em média 30 bikes são substituídas por dia para manutenção preventiva ou corretiva. Em outubro houve um número alto de vandalismos com as bikes, principalmente na Região da Pampulha, quando 55 bikes foram destruídas entre a sexta-feira (26 de outubro) e o domingo (28 de outubro). Os itens mais vandalizados são os espelhos retrovisores e selim.
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