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Restaurante Popular da área hospitalar passa a ofertar café da manhã e jantar

Restaurante Popular I, na região da Rodoviária, já oferecia café da manhã e jantar

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, acompanhado da secretária de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Maíra Colares, anunciou que partir desta terça-feira, dia 13/11, o Restaurante Popular Josué de Castro – o RP II (rua Ceará, 490), localizado na área hospitalar, passa a ofertar duas novas opções de refeição: o café da manhã e o jantar, demanda antiga dos frequentadores da unidade. Atualmente, apenas o Restaurante Popular I, na região da Rodoviária, dispõe dessas opções. Os valores das refeições irão acompanhar o que já é praticado na unidade I, R$ 0,75 o café da manhã e R$ 1,50 o jantar.

“É muito importante em meio a maior crise do país, conseguirmos reduzir custos e aumentar a qualidade. É trabalhando com gente que sabe trabalhar que vamos conseguir fazer uma cidade mais humana e melhor” afirma o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil.

De acordo com a secretária de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania, Maíra Colares, a ampliação é uma conquista para a cidade. “Essa iniciativa materializa o compromisso da Prefeitura em ampliar o acesso à alimentação saudável para a população, especialmente para os mais vulneráveis, nesse cenário de crise econômica pelo qual estamos todos passando”, destaca.  

Atualmente existem quatro unidades em funcionamento na cidade – um próximo à Rodoviária, um no Barreiro, um em Venda Nova e o da Região Hospitalar. A rede conta ainda com um refeitório que funciona nas dependências da Câmara Municipal, no bairro Santa Efigênia, e que foi reformado e reativado pela Prefeitura no último ano.

Reestruturação 

O gerente dos Restaurantes Populares, Wellemy Nogueira, explica que, para a ampliação da oferta, foi feita uma reestruturação da equipe de forma a possibilitar a extensão dos horários de atendimento. “O café da manhã será servido das 6h30 às 8h e o jantar das 17h às 19h, então precisamos ampliar nossas equipes para a adequação dos horários de abertura e fechamento ao nosso público”, relata. 

O café da manhã do restaurante popular é composto por pão (fabricação própria), café com leite e uma fruta. Já o jantar tem sempre um prato mais quente, como sopa de macarrão, creme de batata, sopa de fubá e creme de mandioca. 

Para a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional, Darklane Rodrigues, a ampliação dos serviços é muito significativa. “O Restaurante Popular II está em uma região bastante adensada, com muitos hospitais no entorno, então ele irá atender muitos trabalhadores, idosos e pessoas vindas do interior e também de Belo Horizonte, que utilizam os serviços de saúde pública na região”, salienta. 

Pessoas em situação de rua e beneficiários do Bolsa Família

O programa Restaurante Popular foi criado em julho de 1994. A primeira unidade foi a da Rodoviária, que recebeu o nome de Herbert de Souza, em homenagem ao sociólogo Betinho, que deu o primeiro passo na campanha contra a fome no Brasil.

Atualmente, as unidades do Restaurante Popular e o Refeitório da Câmara Municipal ofertam cerca de dez mil refeições diariamente e recebem um público bastante diversificado, que abrange diferentes grupos etários e faixas de renda. Um dos públicos prioritários é formado por pessoas em situação de rua e beneficiárias do Programa Bolsa Família. 

Cardápio balanceado e espaço multiuso

Os cardápios dos restaurantes populares são construídos a cada trimestre e cuidadosamente revistos a cada mês. Integram a equipe dos RPs nutricionistas, técnicos em nutrição, além de cozinheiros, ajudantes de cozinha, serventes, e auxiliares de bilheteria e portaria. 

Para cada cardápio é realizada a medição dos valores nutricional e calórico. São aferidas no prato as quantidades de proteínas, cálcio, ferro, lipídios, vitamina A, vitamina C, e ainda a presença de glúten e lactose, substâncias que podem apresentar reações alergênicas.

De acordo com a coordenadora do Restaurante Popular I, Joyce Batista, as medições são importantes porque apresentam ao consumidor os valores daquela refeição, de forma que ele possa se adequar e buscar a quantidade necessária para o consumo diário. Os cardápios dos restaurantes populares estão disponíveis semanalmente no Portal da PBH (pbh.gov.br).

Os restaurantes populares são também importantes espaços de convivência que, em parceria com as secretarias da Prefeitura e outras instituições, oferecem orientação para a promoção da saúde, com ações de aferição de pressão, campanhas educativas e dicas de alimentação saudável.

Confira o funcionamento das unidades

Restaurante Popular I – Herbert de Souza 
Avenida do Contorno, 11.484, Centro 
Funcionamento: 6h30 às 8h – café da manhã; 10h30 às 14h – almoço; 17h às 19h – jantar

Restaurante Popular II – Josué de Castro
Rua Ceará, 490, Santa Efigênia (região hospitalar)
Funcionamento: 10h30 às 14h – almoço

Restaurante Popular III – Maria Regina Nabuco
Rua Padre Pedro Pinto, 2.277, Estação BHBus, Venda Nova
Funcionamento: 11h às 14h – almoço

Restaurante Popular IV – Dom Mauro Bastos
Rua Afonso Vaz de Melo, 1.001, Barreiro
Funcionamento: 11h às 14h – almoço

Refeitório Popular João Bosco Murta Lages
Avenida dos Andradas, 3000, Santa Efigênia
Funcionamento: 11h às 14h – almoço

Preços das refeições

• Café da manhã: R$ 0,75
• Almoço: R$ 3,00
• Jantar: R$ 1,50

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Governo de Minas envia projeto de lei que isenta doação para afetados em Brumadinho

Proposta assinada pelo governador Romeu Zema prevê que não haja desconto de cerca de R$ 2,5 mil no valor da doação para cada família

Já está na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o Projeto de Lei, assinado pelo governador Romeu Zema, que propõe a isenção do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD), que recairia sobre os R$ 100 mil, que a empresa Vale fará em forma de doação para os familiares das vítimas do desastre de Brumadinho.

O PL, de autoria do Governo do Estado, proposto em caráter de urgência, recebeu o número 452/19 e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça. Depois que houver os pareceres das comissões temáticas, a matéria estará apta para votação no Plenário em dois turnos.

De acordo com a Secretaria da Fazenda, a obrigação de pagar a alíquota de 2,5% sobre o valor dessa doação seria do donatário, ou seja, de quem receber o valor da doação. Solidário com as 400 pessoas que perderam parentes no rompimento da barragem, serão cerca de R$ 800 mil que o Governo Mineiro deixará de receber com a isenção. Segundo a Advocacia-Geral do Estado, esse valor não representa renúncia fiscal por ser considerado de pequena monta em comparação com o orçamento estadual.

Em Minas Gerais, a alíquota cobrada é de 5%, mas quando o valor doado é inferior a 90.000 UFEMG (Unidade Fiscal do Estado de Minas Gerais), ou seja, menos de R$ 323.388,00, a alíquota é reduzida 2,5%. Assim, no caso específico da doação de R$ 100 mil, que é menor do que a unidade fiscal referência, cada familiar de vítima da tragédia teria um desconto de R$ 2,5 mil de imposto, caso a isenção não fosse aplicada.

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Van capota, deixa 17 feridos e fecha BR-040 em Ouro Preto, na Região Central de Minas

Bombeiros informaram que motorista da van perdeu o controle da direção e o veículo capotou

Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Uma van capotou e foi parar em uma ribanceira na BR-040, na altura de Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, durante a manhã desta quinta-feira, 28.

Conforme o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu em uma curva acentuada. O .

Ainda segundo a corporação, 17 pessoas que estava no veículo ficaram feridas.

Devido ao acidente, ambos os sentidos da rodovia precisaram ficar interditados.

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Senado decide instaurar CPI para apurar tragédia de Brumadinho

Deputados reagem à rejeição da proposta de comissão mista

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), informou hoje (27) que a Casa vai abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) própria para investigar o rompimento da barragem da Vale na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ocorrido em 25 de janeiro. Na tragédia, morreram 179 pessoas e 131 estão desaparecidas. Com a decisão, foi rejeitada a proposta de instalação de uma comissão mista, como queriam deputados mineiros.

A iniciativa gerou críticas de parlamentares da Comissão Especial da Câmara criada para acompanhar o caso e discutir medida para melhorar a segurança de barragens.

“Nós fizemos ontem a reunião dos líderes pra decidir a CPI. Eu vou aguardar até dia 11 para que os partidos façam suas indicações. A CPI do Senado está pronta. Já se passou um mês, e a gente vai ficar num impasse? Nós vamos cumprir nosso papel, o Senado vai instalar sua CPI a partir do dia 12”, afirmou Alcolumbre.

Na audiência da Comissão Especial da Câmara, deputados questionaram fortemente a opção. Para eles, a motivação é a não garantir efetividade nos trabalhos. “Infelizmente os interesses pessoais sobressaem sobre o das vidas das pessoas”, disse o deputado José Silva (SD-MG).

Os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), André Janones (Avante-MG) e Rogério Correia (PT-MG) também criticaram a rejeição à comissão mista. “A expectativa é grande para que a gente não deixe cair na impunidade”, disse Correia.

A CPI da Câmara depende apenas da leitura em plenário pelo presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ). O requerimento com o número de assinaturas já foi protocolado. A partir dele, com parecer favorável, Maia solicitou a elaboração do ato de criação. A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara informou à Agência Brasil que o ato já está pronto, precisando apenas da leitura em plenário.

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