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Promotoria pede que Aécio devolva R$ 11,5 milhões a cofres públicos de Minas

Senador é acusado de ter realizado 1.337 voos sem justificativa enquanto governador do estado; ele nega
Brasília – Senador Aécio Neves, após encontro com o presidente Michel Temer, fala sobre a reforma da Previdência, no Palácio do Planalto (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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  1. OUTRO LADO

O Ministério Público de Minas Gerais entrou com uma ação civil pública na qual pede que o atual senador e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) devolva R$ 11,5 milhões aos cofres públicos.

O valor se refere ao uso, sem comprovação de interesse público, de aeronaves oficiais do estado em 1.337 voos para as cidades do Rio de Janeiro, Cláudio (MG) e outros municípios. Além do ressarcimento, a ação dos promotores pede a indisponibilidade de bens do tucano.

De acordo com o Ministério Público, o então governador de Minas realizou 1.424 deslocamentos aéreos de janeiro de 2003 a março de 2010, quando deixou o cargo para concorrer ao Senado. Destes, apenas 87 tiveram justificativa. Os demais foram feitos para transporte de passageiros que não foram identificados no momento dos voos, afirma a acusação.

“A circunstância, por si só, não se harmoniza com a alegação, encetada pela defesa na fase inquisitiva, de que a finalidade dos voos tinha o objetivo de garantir a segurança do requerido na qualidade de então chefe do Executivo”, diz trecho da ação.

O Ministério Público afirma que a prática configura ato de improbidade administrativa que importa enriquecimento ilícito.

Na cidade de Cláudio, que recebeu 116 dos voos do ex-governador questionados pelo MP, está um aeroporto que foi construído dentro de uma fazenda de um parente do tucano. O local, descoberto por reportagem da Folha em julho de 2014, abalou a candidatura de Aécio à Presidência naquele ano.

Aécio foi eleito deputado federal na última eleição e passará do Senado para a Câmara em 2019.

OUTRO LADO

Por meio de nota de sua assessoria, Aécio “considera incompreensível a relação de voos questionados pelo Ministério Público, que contém praticamente todos os voos realizados ao longo de oito anos e, segundo a qual, nem o governador nem os secretários de Estado poderiam utilizar aeronaves para deslocamentos oficiais”.

O senador também afirmou que “lamentavelmente não foi sequer solicitado ao senador que apresentasse as razões dos voos, o que poderia ter evitado a compreensão equivocada dos fatos”.

“Será comprovada a legalidade e correção de todos os voos realizados”, finaliza a nota.

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