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BH conclui o trabalho com capivaras existentes na Orla da Lagoa da Pampulha

Roedores foram esterilizados, microchipados, receberam carrapaticidas, passaram por uma série de exames e foram soltos novamente no habitat natural

• atualizado em 31/10/2018 às 11:34

A Prefeitura de Belo Horizonte concluiu o manejo das capivaras que vivem na Orla da Lagoa da Pampulha. Os roedores foram esterilizados, microchipados, receberam carrapaticidas, passaram por uma série de exames e foram soltos novamente no habitat natural. A ação faz parte de um trabalho das secretarias municipais de Meio Ambiente e de Saúde e também da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, a conclusão do trabalho é resultado de um compromisso com a causa ambiental. “Desde que iniciamos os trabalhos, estamos agindo em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde e a Fundação de Parques para tratar tanto das capivaras e quanto da febre maculosa. Após terminar esse primeiro ano em que esterilizamos os animais existentes, traçamos metas para a continuidade do trabalho para os próximos anos”, disse.

O censo inicial em fevereiro de 2018 mostrou a presença de 65 animais e ao final dos trabalhos foram encontrados 53 roedores manejados. “A população é dinâmica, há mortes naturais ou por doenças e possivelmente por predação de jacarés”, explicou Leonardo Maciel, gerente de defesa dos animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Durante todo o processo de manejo, apenas cinco animais morreram após o procedimento cirúrgico, mas verificou-se após a necropsia que estavam anêmicos e com parasitas internos.

Neste primeiro momento foi feito um censo demográfico das capivaras e trabalhos extracampo como pesquisa e reconhecimento da área. Também foi instalado um contêiner onde foram realizados todos os procedimentos cirúrgicos dentro do Parque Ecológico José Lins do Rego (Parque Ecológico da Pampulha): dedetização, instalação de mobiliário, ar-condicionado e limpeza. Logo após, foi feito o treinamento da equipe e a instalação das cevas para captura.

O planejamento para os próximos anos prevê o monitoramento constante da área de modo que caso seja observada a chegada de algum novo animal, ele seja esterilizado impedindo o processo de reprodução. Atualmente, essas capivaras estão identificadas e com diagnóstico clínico e laboratorial. Os animais poderão, se necessário, ser avaliados individualmente.

A coleta e controle de carrapatos continuam sendo realizados junto com a pesquisa da presença da bactéria causadora da febre maculosa em seu interior. O que se espera é a diminuição tanto do número geral de carrapatos quanto do número de carrapatos contaminados especificamente.

Com base nos trabalhos concluídos em 2018, a PBH espera obter um resultado favorável no final de 2020. Como as ações estão apenas no primeiro ano, o risco de contágio com a febre maculosa ainda é real. Uma importante forma de prevenção é que as pessoas procurem carrapatos pelo próprio corpo e pelo corpo das crianças sempre que realizarem atividades ao ar livre em toda a região metropolitana, pois a febre maculosa é endêmica no sudeste do país.

Segundo o gerente de defesa dos animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Leonardo Maciel, responsável pelo plano de manejo das capivaras, o processo torna-se um importante marco para o estabelecimento de uma política pública de respeito a todas as formas de vida para benefício da saúde. “Há um tempo, conflitos com animais eram frequentemente resolvidos com retirada e sacrifício, mas atualmente reconhecemos que é necessário promover um convívio pacífico e saudável para o bem de todos” afirma o veterinário.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, os recursos para o desenvolvimento das atividades em 2019 provêm da mesma dotação orçamentária de 2018, ou seja, não haverá necessidade de captação de novos investimentos. “Frente a uma expectativa do encontro de 100 animais, providenciamos uma verba oriunda de compensação ambiental que não se esgotou, uma vez que apenas 65 animais foram computados no último censo. Em época de crise temos que desenvolver bons projetos, economizar e buscar parcerias, como a realizada com a UFMG para exames laboratoriais e a Faculdade Newton de Paiva para diagnóstico anatomopatológico”, concluiu.

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Dois homens são assassinatos a tiros em Sabará, na Grande BH

Conforme PM, mais de 20 tiros foram disparados nas vítimas

A Polícia Militar (PM) procura por suspeitos de assassinar dois homens a tiros na madrugada deste sábado (16), no bairro Itacolomi, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a PM, testemunhas disseram que às vítimas, Ariel Henrique da Silva, de 24 anos, e Adenísio Honorato Rodrigues, de 41, estavam conversando em frente de casa, na Rua Peçanha.

Após um tempo, foram ouvidos barulho dos disparos. De acordo com militares, mais de 20 tiros foram disparados nas vítimas. A perícia esteve no local e encaminhou os corpos para o Instituto Médico Legal (IML).

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Ônibus é incendiados em Betim, na Grande BH

Motorista e cobrador foram rendidos por criminosos armados que colocaram fogo no veículo

Foto: Divulgação/Polícia Militar

Um ônibus foi incendiado durante a manhã desta sexta-feira (15), no Parque Ipiranga, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por criminosos armados que renderam um motorista e um cobrador.

Conforme a Polícia Militar (PM), as vítimas contaram que foram abordadas e ameaçadas por três jovens, que aparentavam ser menores de idade, que a dupla descesse do veículo e, na sequência, jogaram líquido inflamável e atearam fogo.

Após o ato, os três pessoas que estavam armados e fugiram logo após o ato infracional. O ônibus da linha 191 (Centro/Charneca) ficou completamente destruído. O Corpo de Bombeiros chegou a foi acionado, mas as chamas já tinham sido controladas por populares.

Até o momento ninguém foi detido.

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Brumadinho: operação do MPMG prende oito funcionários da Vale

Mandados foram cumpridos em Minas, Rio e São Paulo

Oito funcionários da mineradora Vale foram presos temporariamente hoje (15) em uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio das policias civil e militares dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Os alvos dos mandados de prisão cumpridos nesta manhã são suspeitos de responsabilidade criminal pelo rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão em Brumadinho.  Entre os presos estão quatro gerentes e quatro técnicos diretamente envolvidos na segurança e estabilidade do empreendimento. Todos ficarão detidos por 30 dias e serão ouvidos pelo MPMG em Belo Horizonte. Além dos crimes de homicídio qualificado, eles poderão responder por crimes ambientais e falsidade ideológica.

Estão sendo cumpridos ainda 14 mandados de busca e apreensão nos três estados, incluindo a sede da empresa Vale no Rio. Foram levados pelos agentes computadores e documentos em diferentes endereços.

Em nota, a Vale informou que continua colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas.”

Há duas semanas, o MPMG, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal conduziram outra ação em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho, que resultou na prisão temporária de três funcionários da Vale responsáveis pelo empreendimento e dois engenheiros terceirizados que atestaram a segurança da barragem. Eles já foram liberados.

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