Redes Sociais

Últimas Notícias

Cassino na Cidade Administrativa?

• atualizado em 14/10/2018 às 17:34

Foto: Osvaldo Afonso/Imprensa-MG

Já imaginou um cassino funcionando na Cidade Administrativa de Belo Horizonte? A notícia passou um pouco despercebida, mas essa pode ser uma solução de futuro para um problema do presente.

O grande projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, desenhado para ser a sede do governo de Minas Gerais, está dando cada vez mais despesa. Em fevereiro de 2018, o governador Fernando Pimentel (PT) anunciou que o edifício Tiradentes seria desativado para diminuir os custos. E em julho, o site O Tempo acusou Pimentel de ter fornecido números errados quanto aos gastos com ar condicionado, em declarações recentes; o PT mineiro respondeu que o conjunto é um “elefante branco com custos injustificáveis” e que o prejuízo é tanto que é fácil alguém se enganar sobre seus números.

A notícia

No final de março de 2017, a notícia de que a Cidade Administrativa poderia virar cassino surgiu na mídia mineira e nacional. Em meio ao ambiente favorável à liberação dos cassinos, surgiu a hipótese de a Cidade Administrativa poder vir a receber um estabelecimento desse gênero no futuro. Os custos de manutenção da estrutura (e o fato de não estar sendo aproveitada em sua totalidade) estariam pesando na decisão e poderiam favorecer um negócio bom para todas as partes.

Para o governo estadual, seria uma forma de conseguir receita e mudar sua estrutura para algo mais modesto; para os investidores, a possibilidade de conseguir um edifício com características únicas. Em termos de patrimônio, seria até benéfico que esse conjunto arquitetónico arrumasse um jeito de ser devidamente utilizado.

A questão dos jogos de azar

Pelo menos desde 2015 que vem se falando com renovada insistência na liberação dos jogos de azar. Um novo projeto de lei vem sendo debatido em Brasília. A própria notícia da Cidade Administrativa saiu pouco tempo antes do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, receber um magnata de Las Vegas (o famoso Sheldon Adelson, um dos 25 homens mais ricos do mundo de acordo com a revista Forbes).

Até ao momento, e devido à forte oposição – com raízes históricas bem fundas e compreensíveis – de grandes setores da opinião pública brasileira, não foi possível reverter a lei atual. Os brasileiros podem apenas acessar plataformas de jogos online como o casino.netbet.com que, por estarem baseadas no exterior, estão fora do alcance da lei nacional. Mas há fortes motivos para pensar que esse cenário será alterado. Se o próprio prefeito Crivella, defensor dos valores conservadores, se mostra disponível para isso, as resistências serão cada vez menores.

A possibilidade e a ironia histórica

Belo Horizonte acolheu, no passado, um cassino projetado por Oscar Niemeyer, o cassino da Pampulha, que reunia a alta sociedade mineira na década de 1940. Depois de seu encerramento, por força da proibição dos cassinos em 1946, o Cassino virou Museu de Arte, tendo essa função até hoje.

Se esse projeto avançar, será uma ironia histórica bem curiosa. Belo Horizonte voltará a ter um cassino projetado por Oscar Niemeyer. Entretanto, o edifício que ele projetou para essa finalidade será outra coisa, enquanto o edifício que ele projetou para outra finalidade virará um cassino.

*esse conteúdo não representa a opinião do portal

Continua lendo
Publicidade
Comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

Empresa lança operação de bikes e patinetes em Belo Horizonte

Bicicletas e patinetes elétricos estão disponíveis no Centro, Savassi, Santa Efigênia, entre outros

Área atendida – Foto: Divulgação

A Yellow, empresa brasileira de soluções de mobilidade urbana individual, passa a oferecer o serviço de compartilhamento de bicicletas no sistema dockless (sem estação para retirada e devolução) e patinetes elétricos em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

A empresa inicia a operação piloto na região dos bairros Centro, Savassi, Santa Efigênia, Santo Agostinho, Lourdes, Funcionários, Carmo, Cruzeiro, Anchieta e Sion com mais de 500 bikes e 250 patinetes, ambos com preço acessível – R$ 1 a cada 10 minutos para as bikes e R$3,00 o desbloqueio + R$0,50 a cada minuto de uso do patinete.

As bikes, que estarão disponíveis inicialmente em pontos privados parceiros, podem ser usadas de segunda a segunda, 24 horas por dia, e estacionadas depois em qualquer lugar dentro da área de atuação da Yellow na cidade, em locais onde o estacionamento de bicicletas é permitido (paraciclos e vagas comum de veículos, perpendicularmente ao sentido da via).

Já os patinetes estarão disponíveis todos os dias da semana das 8 às 20 horas. “Começamos com mais de 30 pontos parceiros para bikes e patinetes e outros estão em cadastramento. A Yellow disponibiliza todas as manhãs os patinetes nesses locais; já o usuário pode encerrar a corrida em um desses pontos ou em qualquer local da área de atendimento, contanto que tome cuidado para não atrapalhar o fluxo de pedestres”, explica um dos fundadores da Yellow, Ariel Lambrecht. No final do dia a Yellow recolhe os patinetes para recarga, manutenção e limpeza. E na manhã seguinte, os disponibiliza novamente para uso nos pontos privados.

Assim como em São Paulo, as corridas podem ser pagas com cartão de crédito e dinheiro. Os créditos para uso das bicicletas poderão ser comprados em dinheiro em bancas de jornal e lojas, entre outros estabelecimentos parceiros espalhados pela cidade, como lanchonetes, que vão receber o valor em espécie e transferir, na hora, o montante para o app do usuário, como já acontece com as recargas de celular.

“Temos acompanhado com atenção e contribuído com as ações da BHTrans no chamamento público para operação de bicicletas compartilhadas e, tão logo o modelo sem estação seja contemplado, procederemos com as adequações legalmente exigíveis”, completa Lambrecht.

A Yellow, primeira empresa de compartilhamento de bicicletas sem estações do Brasil, iniciou suas operações em São Paulo em 2 de agosto e que acaba de somar um milhão de corridas. Enquanto amplia e consolida sua operação no Brasil, a Yellow também inicia sua atuação em outros países da América Latina.

Impacto positivo na cidade

Para garantir a melhor experiência do cidadão, preservar o ambiente urbano, apoiar boas práticas do usuário e respeitar toda a sociedade, a Yellow inicia a operação em Belo Horizonte com iniciativas de manutenção, organização do espaço físico e incentivo ao uso responsável. Os ‘Guardiões Yellow’ circularão todos os dias da semana para mapear bicicletas e patinetes, organizá-los, redistribuí-los estrategicamente e retirá-los para manutenção quando necessário, contribuindo, assim, para a melhor distribuição e posicionamento das bicicletas pela cidade, além de apoiar os usuários e garantir as boas práticas.

Continua lendo

Últimas Notícias

Carro desce ladeira e cai sobre casa na Região da Pampulha, em BH

Motorista do carro ficou ferido

Carro parou sob a casa — Foto: Marcelo Costa/Defesa Civil

Um carro descontrolado desceu uma ladeira e caiu sobre uma casa no bairro Cachoeirinha, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, durante a tarde desta sexta-feira, 18.

De acordo com o Corpo de Bombeiro, o carro desceu uma ladeira, atingiu uma parede e o telhado da casa. Ninguém do imóvel ficou ferido.

A Defesa Civil foi esteve no local onde vistoriou e disse que não há risco de desabamento.

Segundo o corporação, o acidente aconteceu na Rua Flor da Cachoeira e deixou o motorista ferido. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Continua lendo

Últimas Notícias

Suspeita de fraude contra empresa de condomínios e ações de caridade é presa em BH

Suspeita de realizar golpes contra uma empresa prestadora de serviços para condomínios e por promover falsas campanhas de arrecadação de dinheiro para ações diversas de caridade

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (17), Andréia Amorim Meinicke, 54 anos, suspeita de realizar golpes contra uma empresa prestadora de serviços para condomínios e por promover falsas campanhas de arrecadação de dinheiro para ações diversas de caridade, como compra de cadeiras de rodas e preparação de sopas para doação a asilos.

De acordo com as informações apuradas, Andréia atuava como responsável financeira de uma empresa gestora de condomínios pela qual é investigada por falsificação de assinaturas de cheques. Ao todo, acredita-se, que a suspeita movimentou cerca de 400 a 500 cheques da empresa, o que pode ter provocado um desvio de quase dois milhões de reais.

O Chefe da Divisão de Fraudes, Domiciano Monteiro, explicou que durante as investigações foi possível averiguar que a suspeita também cometia golpes nas redes sociais. “Conseguimos descobrir que a mulher também solicitava ajuda e arrecadação de doações em dinheiro nas redes sociais. Depois se apropriava das quantias e falsificava notas fiscais para simular a realização das compras. Em relação a este golpe, acreditamos que a suspeita pode ter chegado a desviar cerca de sete a dez mil reais” concluiu.

O Delegado responsável pelo caso, Vinícius Dias, disse que as investigações irão prosseguir para identificar outras possíveis irregularidades e outros envolvidos na ação. “Iremos dar continuidade às investigações para analisar melhor o caso e a possível identificação de outros envolvidos. A suspeita foi presa e poderá responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, estelionato qualificado e possível organização criminosa. Ela já foi encaminhada ao Sistema Prisional, onde já se encontra a disposição da Justiça” finalizou.

Continua lendo