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Mais nove ônibus são incendiados em Minas Gerais

Já são mais de 35 coletivos queimados em 18 cidades do estado

• atualizado em 05/06/2018 às 12:22

Entre a noite desta segunda-feira (4) e a madrugada desta terça-feira (5), nove coletivos foram incendiados no estado. A onda de ataques que começou no fim de semana, já deixa um prejuízo milionários para o setor de transporte.

Veículo da Cemig foi incendiado – Foto: Divulgação

Os últimos ataques ocorrerão nas cidades de Passos, Itajubá e Varginha, no Sul de Minas e Tupaciguara, Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Em Itajubá, foram dois coletivos foram queimados e três pessoas presas. Já Passos, ocorreu dois ônibus e um caminhão da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) incendiados. Em Varginha, uma viatura do sistema prisional foi destruída.

No Triângulo Mineiro, em Uberaba, mais um ônibus foi incendiado, na cidade de Tupaciguara, três coletivos foram queimados e em Uberlândia, houve uma incêndio a ônibus e uma tentativa.

Segundo a Polícia Militar (PM), estão sendo investigadas se os crimes têm ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), de São Paulo, já que nas redes sociais estão circulando áudios de supostos envolvidos articulando o ataque pela internet.

Conforme a PM, desde domingo, 40 pessoas foram conduzidas por suspeita de envolvimento na onda de ataques em Minas.

Lista das cidades onde os crimes ocorreram:

  • Alfenas
  • Araxá
  • Belo Horizonte
  • Brasópolis
  • Cruzília
  • Guaxupé
  • Itajubá
  • Lagoa da Prata
  • Monte Santo de Minas
  • Passos
  • Poços de Caldas
  • Pouso Alegre
  • Santa Luzia
  • Três Corações
  • Tupaciguara
  • Uberaba
  • Uberlândia
  • Varginha

Nota conjunta da Sesp, Seap, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar

O Estado de Minas Gerais ressalta que está empenhado na resolução e no esclarecimento das motivações que levaram à queima de ônibus e outros eventos de segurança desde o último domingo (3/6), em diferentes cidades mineiras. Por determinação do Governador Fernando Pimentel, todas as forças de segurança trabalham de forma integrada e com prioridade na questão, na busca de resultados e punição de responsáveis.

Vale ressaltar que a resposta dada até o momento pelas instituições mostra mais uma vez a força das polícias mineiras e a confiança que a população pode e deve ter na resolução dos fatos. Até o momento, já foram conduzidos, pela Polícia Militar, 30 suspeitos de integrar as ações; outras pessoas poderão ainda ser responsabilizadas na continuidade dos trabalhos.

As áreas de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar estão e continuarão debruçadas sobre o tema de forma diuturna. A Polícia Civil também já está com investigações em curso e, o Corpo de Bombeiros, atendendo imediatamente todas as ocorrências que permanecem felizmente sem vítimas.

Entretanto, apesar de entender todo o desejo de mais detalhes oriundos da imprensa, é imprescindível o sigilo das ações e investigações que estão sendo desenvolvidas, potencializando, desta forma, o objetivo final que é o esclarecimento dos fatos para a sociedade.

A Polícia Federal e o Gabinete Militar do Governador também foram envolvidos neste esforço de resolução dos eventos. Na manhã desta segunda-feira (4/6), ambas as instituições se juntaram à Sesp, Seap, PM, PC e Bombeiros em uma reunião estratégica para tratar do tema, realizada com a presença do governador.

Secretaria de Estado de Segurança Pública, Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar

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Defesa Civil cadastra 110 pessoas desalojadas em Nova Lima

Evacuação ocorreu após risco de rompimento de barragem aumentar

Pelo menos 110 pessoas que vivem nos arredores da Mina Mar Azul, em Nova Lima (MG), já se cadastraram como desalojadas, após o aumento do risco de rompimento das barragens B3 e B4 da mineradora Vale. De acordo com a Defesa Civil do estado, esse é o número apenas de quem se cadastrou. A classificação do nível de emergência passou de 1 para 2.

Por determinação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 170 moradores que vivem nos arredores da mina, localizada a 45 quilômetros de Belo Horizonte, foram retirados da região. A evacuação ocorre 21 dias após o desastre da barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 166 pessoas e deixou 144 desparecidos.

Durante coletiva de imprensa hoje (17), o capitão da Defesa Civil de Minas Gerais, Hebert Aquino, disse que há ainda um bairro, localizado próximo à Mina Mar Azul e que, em caso de rompimento de barragem, seria atingido pelos rejeitos no prazo de uma hora. Segundo ele, autoridades locais e estaduais estão reunidas para definir os próximos passos – incluindo uma possível evacuação desse local.

“As ações estão sendo tomadas pelos agentes tanto do estado quanto do município para preparar as comunidades mais distantes. Se houver alguma necessidade de evacuação, isso será feito”, disse. Pela manhã, homens da Agência Nacional de Mineração (ANM) estiveram na mina, junto a equipes do Núcleo de Emergência Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, fazendo uma vistoria na barragem.

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Chuva deixa pessoas ilhadas durante inundações em BH

Passageiros tiveram que subir em cima dos ônibus

• atualizado em 17/02/2019 às 19:59

Foto: Reprodução/Twitter

A chuva forte que atingiu na tarde deste domingo, 17, em Belo Horizonte, deixou usuários do transporte coletivo ilhados dentro dos ônibus na Avenida Vilarinho, na Região de Venda Nova, na capital.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostras passageiros que tiveram de sair pela janela e ficaram no teto do ônibus. Carros que também estava na avenida ficaram submersos.

Além da Avenida Vilarinho, também ocorreu registro de alagamentos na Avenida Bernardo Vasconcelos, na Região Nordeste.

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Bombeiros localizam mais dois corpos em Brumadinho

Há ainda 144 pessoas que continuam desaparecidas

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais localizou dois corpos de ontem (16) para hoje (17) em Brumadinho, onde uma barragem da mineradora Vale se rompeu. Um corpo estava próximo à Instalação de Tratamento de Minério (ITM) e o outro, na região do Remanso 2. Fragmentos de corpos também foram localizados pelas equipes nas últimas horas.

“Uma ação muito importante que iniciamos no dia de hoje foi o rompimento estrutural [demolição] da estrutura colapsada da ITM com maquinário pesado, inclusive com tesoura hidráulica”, informou a corporação. Esse tipo de acesso, segundo o corpo de bombeiros, é importante na localização de eventuais corpos que estejam em locais até então inacessíveis.

“É um trabalho meticuloso, uma vez que existem cilindros de acetileno e GLP [gás liquefeito de petróleo] no local e atmosferas que demandam utilização de equipamentos especiais para respiração”, acrescentou o texto.

O último balanço da corporação, de sexta-feira (15), aponta que a tragédia no município mineiro deixou, até o momento, 166 mortos – todos já identificados. Há ainda 144 pessoas, entre funcionários da Vale, terceirizados que prestavam serviços à mineradora e membros da comunidade, que continuam desaparecidas.

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