O resultado na comparação com o mesmo período de 2017, o aumento foi de 2,93%

 

A queda da inflação de 0,26 pontos percentuais (1º tri.18 em 0,70% – 1º tri.17 em 0,96% – IBGE), o decréscimo de 6,03 pontos percentuais na taxa básica de juros (1º tri.18 em 6,76% – 1º tri.17 em 12,78% – Banco Central) e o aumento do rendimento real de 2,94% (4º tri.17 em R$ 2.871,00 e 4º tri.16 em R$ 2.789,00- IBGE), são alguns fatores que contribuíram para o crescimento das vendas. O primeiro trimestre de 2018 foi positivo para o varejo da capital. As vendas no acumulado do ano (Jan.18-Mar.18/Jan.17-Mar.17) registraram alta de 2,93%. Este é o primeiro crescimento nesta base de comparação desde 2015 e mostra que o ambiente econômico mais favorável tem proporcionado a elevação do consumo das famílias.

Para a economista da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Ana Paula Bastos, a melhora do cenário econômico, atrelado aos indicadores macroeconômicos em patamares mais baixos proporcionou aos consumidores um respiro no orçamento, que por sua vez impulsionaram as vendas. “Com mais renda disponível, as pessoas estão conseguindo destinar uma parte dos seus recursos para o consumo, o que não vinha acontecendo nos anos anteriores, devido ao cenário econômico adverso vivido no País”, esclarece Ana Paula. “Estamos conseguindo, aos poucos, retomar o ritmo de crescimento. Os primeiros três meses do ano já foram melhores do que nos anos anteriores”, acrescenta.

Todos os setores apresentaram resultado positivo no acumulado do ano (Jan.18-Mar.18/Jan.17-Mar.17): artigos diversos que incluem acessórios em couro; brinquedos; óticas; caça; pesca; material esportivo; material fotográfico; computadores e periféricos e artefatos de borracha (+4,29%); supermercados (+3,72%); veículos e peças (+2,82%); material elétrico e construção (+2,77%); móveis e eletrodomésticos (+2,54%); drogarias e cosméticos (+2,26%); vestuário e calçados (+1,64%) e papelaria e livrarias (+1,44%).

Em março vendas cresceram 3,88%

O índice real de vendas aumentou 3,88% em março, na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Mar.18/Mar.17). De acordo com a economista da CDL/BH, a melhora dos indicadores econômicos aumentou o poder de compras dos consumidores, impactando positivamente nas vendas. “A expansão do crédito (5,9% para pessoa física em 12 meses – Banco Central), proporcionada pela sequência de redução das taxas de juros, junto com a queda da inflação e avanço da renda impactaram positivamente o varejo da capital em março”, comenta Ana Paula.

Nesta base de comparação, todos os setores apresentaram crescimento nas vendas. São eles: artigos diversos (+5,07); veículos e peças (+4,9%); móveis e eletrodomésticos (+4,21%); supermercados (+4,07%); drogarias e cosméticos (+3,48%); material elétrico e construção (+2,93%); papelaria e livrarias (+1,81%) e vestuário e calçados (+0,97%).

Na variação mensal, vendas registram o maior índice de crescimento dos últimos dois anos

Em março, na comparação com o mês imediatamente anterior (Mar.18/Fev.18), as vendas do varejo avançaram 1,02%. Este percentual é superior ao apresentando nos dois últimos anos. Em 2017 a alta foi de apenas 0,05% e em 2016 de 0,33%, o que confirma o processo de retomada das vendas.

Os demais setores que também tiveram resultado positivo nas vendas foram: vestuário e calçados (+3,63%); supermercados (+2,16%); drogarias e cosméticos (+2,13%); material elétrico e construção (+2,12%), artigos diversos (+1,83%) e móveis e eletrodomésticos (+0,05%). Apenas o segmento de papelaria e livrarias teve queda (-2,65%). Na comparação mensal (Mar.18/Fev.17), o segmento de veículos e peças foi o que apresentou o maior crescimento, 3,85%. Esse avanço foi impulsionado pelas promoções e incentivos oferecidos pelas concessionarias, além da redução da inflação (Mar.18 em 0,09%/Fev.18 em 0,32% – IBGE).

Nos últimos doze meses vendas também subiram

(Abr.17-Mar.18)/(Abr.16-Mar.17) o varejo apresentou crescimento de 1,94%. Nesta base de comparação, este é o primeiro resultado positivo desde 2014. “O varejo vem apresentando sinais de melhora, após três anos consecutivos de queda. Essa recuperação reflete a melhora do cenário macroeconômico”, esclarece a economista da CDL/BH. Nos últimos doze meses

A maioria dos setores teve crescimento nessa base de comparação, sendo que apenas os supermercados apresentaram queda de 2,25%. Os demais se comportaram da seguinte maneira: artigos diversos (+3,84%); vestuário e calçados (+3,73%); veículos e peças (+3,69%); material elétrico e construção (+3,44%); drogarias e cosméticos (+2,77%); papelaria e livrarias (+1,98%) e móveis e eletrodomésticas (+1,18%).

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