Polícia Civil prende suspeitos de matar homem em bar de Poços de Caldas

Suspeito foi preso pouco mais de uma semana após o crime.

 

Foto: Divulgação/Polícia Civil

Pouco mais de uma semana após o homicídio de Elias Donizeti da Silva, 48 anos, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou três suspeitos de envolvimento no crime. Os mandados de prisão temporária contra Jean Paulo Pires, 31, José Ronaldo dos Reis (conhecido como “Nêgo”) e Amon Gezer da Cruz, ambos de 28 anos, foram cumpridos na última terça-feira (27). As investigações apontam que a motivação está relacionada com o tráfico de drogas na região do bairro Dom Bosco, onde ocorreu o crime.

Segundo apurou-se, a vítima foi abordada dentro de um bar, na Rua Maracanã, na noite do último dia 18, quando Amon, que usava um capacete, encostou uma arma de fogo na cabeça de Elias, efetuou alguns disparos e deixou o local. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou a ser acionado e constatou o óbito do homem. Logo após o fato, uma motocicleta foi localizada em chamas, na estrada do Frigorífico Tamoios, Estância Poços de Caldas.

Durante as diligências para apuração do crime, a equipe de policiais civis conseguiu identificar a motocicleta e verificar que era proveniente de um leilão. “A partir dessa informação, buscamos juntos aos estabelecimentos que revendem peças de motos de leilão e identificamos a nota fiscal do veículo. Diversas pessoas que estiveram na posse da motocicleta foram ouvidas. O último a adquiri-la, foi Jean”, explica o Delegado Cleyson Brene.

Segundo o Delegado, em depoimento, Jean disse que emprestou a moto para dois indivíduos na data dos fatos e foi buscá-los no local onde o veículo estava em chamas. “Além disso, afirmou que o motivo do delito estaria relacionado ao tráfico de drogas e a ameaças com arma de fogo”, completa. Amon afirmou que foi o executor dos disparos. Já José Ronaldo, que seria o condutor da motocicleta, se reservou ao direito de permanecer em silêncio.

Os suspeitos serão indiciados por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. José Ronaldo não tem antecedentes criminais, enquanto os demais já foram presos por tráfico de drogas. O trio foi encaminhado ao Sistema Prisional e está à disposição da Justiça.

Para intranet: Participaram das diligências o Delegado Cleyson Brene; os Investigadores Sinval Polla Garcia, Paulo Afonso da Silva, Bárbara Bernardi, Nicole Ribeiro de Lima e Douglas Chemello; e o escrivão Aram de Souza Silva.

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