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A Justiça de Minas Gerais converteu em prisão preventiva a detenção de Lucas Eduardo Moraes Alonso Silva, de 30 anos, suspeito de matar a tiros Maittê Luiza, de 5 anos, e o pai dela, Jonathan Henrique, de 25, na MG-030, em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi tomada nessa terça-feira (6), durante audiência de custódia realizada pela 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude de Nova Lima.
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O crime aconteceu na segunda-feira (5). Segundo os elementos apresentados à Justiça, Jonathan dirigia um Fiat Uno acompanhado da filha e da companheira quando teria percebido que era seguido por outro veículo. O carro se aproximou e o suspeito teria efetuado entre oito e dez disparos contra o automóvel.
De acordo com o relato da mãe da criança à Polícia Militar, Jonathan informou que havia sido atingido e decidiu retornar para Rio Acima. Durante o trajeto, porém, ele perdeu os sentidos, saiu da pista e bateu o carro contra uma cerca e a vegetação às margens da rodovia.
Quando os militares chegaram ao local, o homem estava aparentemente sem sinais vitais. A menina também havia sido atingida pelos disparos. Ela foi socorrida e levada para um hospital de Rio Acima, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
A mãe da criança estava no veículo e sobreviveu ao ataque. Ela apontou Lucas como o autor dos disparos e relatou aos policiais que o suspeito havia ameaçado Jonathan dois dias antes, durante uma sessão do Tribunal do Júri.
Suspeito e vítima tinham conflito anterior
Conforme registrado no processo, Lucas e Jonathan já tinham um conflito anterior. O motorista havia sido acusado de tentar matar o suspeito em outro episódio.
Segundo o depoimento da mãe, a ameaça teria ocorrido durante uma audiência relacionada a essa tentativa de homicídio. Jonathan havia sido absolvido pelo Conselho de Sentença.
Na decisão que determinou a prisão preventiva, a juíza Anna Paula Vianna Franco Carvalho considerou que os elementos reunidos até o momento apontam para a possibilidade de o ataque ter sido uma retaliação após o julgamento.
A magistrada também destacou a presença da criança no veículo e a dinâmica descrita nos autos para justificar a necessidade da prisão cautelar. Segundo a decisão, o fato de a menina ter sido atingida durante a perseguição demonstra, em tese, a gravidade concreta da ocorrência.
Vítima havia deixado prisão cinco dias antes
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp), Jonathan tinha três registros no sistema prisional desde setembro de 2019.
A última passagem ocorreu entre janeiro de 2025 e 1º de outubro deste ano. Ele deixou o sistema prisional por meio de um alvará de soltura concedido pela Justiça.
O ataque ocorreu cinco dias após a saída dele da prisão.
Suspeito foi preso no mesmo dia
Lucas foi localizado e preso pela Polícia Militar no mesmo dia do crime, dentro de casa. Segundo a corporação, ele teria resistido à abordagem.
Durante as buscas no imóvel, os militares encontraram uma geladeira desativada onde estavam dois sacos com um pó branco com características semelhantes às da cocaína. Também foram apreendidas outras porções de substância semelhante à cocaína e uma bucha com características semelhantes à maconha.
A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva pela Justiça.
Suspeito denuncia agressão durante prisão
Durante a audiência de custódia, Lucas afirmou ter sido agredido por policiais no momento da prisão. Diante da declaração, a Justiça determinou a realização de exame de corpo de delito.
O caso também foi comunicado à Corregedoria da Polícia Militar e ao Ministério Público para apuração no âmbito do controle externo da atividade policial.
A decisão determinou ainda que o Conselho Tutelar de Rio Acima verifique a situação dos filhos de Lucas. Durante a audiência, ele informou ser o responsável exclusivo por dois deles.
A investigação sobre o duplo homicídio continua. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação do suspeito.

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