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A primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, uma das três militares mortas na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) nesta sexta-feira (9), havia acabado de retornar da licença-maternidade. O acidente aconteceu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso, na Região Metropolitana do Vale do Aço.
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Conhecida como tenente Emília, a militar foi a primeira mulher da corporação em Minas Gerais habilitada para pilotar aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado (ComAvE).
Um dia antes do acidente, o perfil oficial do Comando de Aviação da PMMG publicou uma homenagem para marcar o retorno da policial às atividades.
O vídeo mostra Gabriela se despedindo do filho antes de embarcar em uma aeronave da corporação. Em um dos momentos da gravação, a tenente aparece emocionada.
“Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar. Três papéis, uma só mulher — e uma coragem que vai muito além do voo. Bem-vinda de volta, Tenente Emília!”, escreveu a corporação na publicação.
Trajetória na Polícia Militar
Gabriela Emília ingressou na Polícia Militar de Minas Gerais em fevereiro de 2017 e foi declarada oficial em 2019.
Durante a carreira, atuou como comandante de setor no 34º Batalhão da Polícia Militar, em Belo Horizonte. Também serviu por dois anos no Comando Tático Móvel do 41º BPM, na capital, além de desempenhar funções administrativas.
Em 23 de fevereiro de 2026, a tenente foi declarada piloto da PMMG, tornando-se a primeira mulher da instituição habilitada para conduzir aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado.
A conquista marcou uma etapa importante de sua trajetória profissional, interrompida menos de oito meses depois pelo acidente aéreo.
Três militares morreram na queda
Além de Gabriela Emília, morreram no acidente o tenente-coronel Luis Silvestre e a tenente Alice Almeida.
Os três estavam a bordo de uma aeronave da Polícia Militar que caiu na tarde desta sexta-feira, nas proximidades do Aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso.
O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino ao Vale do Aço.
A aeronave envolvida era o Pegasus 17, um bimotor turbo-hélice Beech King Air 300, de prefixo PP-EJO, fabricado em 1986.
O modelo é utilizado pela Polícia Militar em diferentes missões, incluindo o transporte de órgãos destinados a transplantes. Segundo as informações disponíveis, a documentação da aeronave estava válida até abril de 2027.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência, nas proximidades do km 43 da BR-458.
A Polícia Militar confirmou as três mortes e manifestou pesar pela perda dos integrantes da corporação.
As causas da queda ainda são desconhecidas e deverão ser esclarecidas pela investigação aeronáutica.

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