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A cidade de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, não tem mais barragens da Vale classificadas em nível de emergência. A mudança foi confirmada em outubro, quando a Agência Nacional de Mineração (ANM) encerrou o enquadramento da estrutura B7A, na Mina de Águas Claras (MAC), após a conclusão das obras de descaracterização, em junho deste ano.
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Com a intervenção, a estrutura deixou de acumular água ou sedimentos e perdeu a função de barragem. Agora, são realizados monitoramentos previstos na legislação para acompanhar as condições do local.
Para a Vale, o fim da classificação de emergência representa um avanço nas ações de segurança geotécnica desenvolvidas em Nova Lima. A empresa também relaciona as intervenções ao processo de preparação da antiga área minerada para receber novas atividades.
“Chegar ao momento em que não temos mais nenhuma estrutura em nível de emergência em Nova Lima é um marco importante e resultado de um trabalho contínuo de segurança”, afirma Angélica Silva, gerente-geral de Geotecnia da Vale.
Outras barragens ainda passam por intervenções
Além da B7A, a mineradora concluiu a descaracterização da barragem 8B e do dique auxiliar da barragem 5, também na Mina de Águas Claras. No entanto, outras estruturas ainda estão no cronograma de obras.
Os projetos para descaracterizar as estruturas 7B e 5-MAC estão em desenvolvimento. Já as intervenções na barragem B6 começaram neste ano, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027.
As obras integram o Plano Ambiental de Fechamento de Mina (PAFEM), que estabelece diretrizes para o encerramento seguro das estruturas e a recuperação ambiental da área. O planejamento também prevê a definição de usos futuros para o território.
Mina de Águas Claras terá áreas de conservação e lazer
Paralelamente às intervenções nas barragens, a Vale desenvolve um projeto para transformar gradualmente a antiga área de mineração em um espaço voltado à conservação ambiental e a atividades de interesse público.
Segundo a empresa, cerca de 93% dos mais de 1,9 mil hectares da Mina de Águas Claras são destinados à conservação da biodiversidade. Outras áreas estão sendo preparadas para uma abertura gradual ao público, com possibilidades de atividades esportivas, culturais, de lazer e turismo sustentável.
A proposta é combinar a recuperação ambiental do território com novos usos sociais. De acordo com a mineradora, a liberação dos espaços ocorrerá progressivamente, conforme as áreas estejam preparadas para receber visitantes e atividades.

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