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O Governo de Minas Gerais anunciou que vai decretar luto oficial de três dias em homenagem aos três policiais militares mortos na queda de um avião da corporação nesta sexta-feira (9), nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso.
As vítimas foram identificadas como tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos; tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35; e tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos.
Segundo o Executivo estadual, os militares estavam em serviço e participavam de um voo de treinamento periódico e obrigatório para revalidação das habilitações aeronáuticas.
“Os militares estavam no exercício de suas funções institucionais, às quais dedicaram suas trajetórias com compromisso, profissionalismo e espírito de serviço à população mineira. No momento, estavam em voo de treinamento periódico e obrigatório de rechecagem de habilitação, previsto no plano de treinamento operacional da PMMG”, informou o governo, em nota.
Governador lamenta morte dos policiais
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), manifestou pesar pela morte dos três integrantes do Comando de Aviação do Estado (Comave).
“Recebo com profundo pesar o falecimento do tenente-coronel Silvestre e das tenentes Emilia e Alice, valorosos oficiais da nossa Polícia Militar, com quem tive o privilégio pessoal de conviver em sua atuação no Comando Aéreo do Estado. Minha solidariedade às famílias, amigos e à corporação”, escreveu nas redes sociais.
O governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos), também prestou solidariedade aos familiares das vítimas.
“Que Deus conforte os corações de todos que sofrem com essa tragédia”, publicou.
Quem eram os três militares
O tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre, de 49 anos, comandava o Esquadrão de Aviões do Comave e pilotava a aeronave no momento do acidente.
Natural de Belo Horizonte, ele tinha mais de duas décadas de carreira na Polícia Militar e acumulava mais de 5 mil horas de voo. Segundo a corporação, era o instrutor de voo mais capacitado da instituição. Deixou esposa e três filhos.
A tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos, também era natural da capital mineira. Ela foi a primeira mulher da PMMG habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, conquista alcançada em 2023, conforme a corporação.
Gabriela ingressou na Polícia Militar em 2017 e tornou-se oficial em 2019. Atuou no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel do 41º Batalhão, ambos em Belo Horizonte, antes de integrar o Comave.
A militar acumulava aproximadamente 300 horas de voo e havia retornado recentemente da licença-maternidade. Um dia antes do acidente, a PMMG publicou uma homenagem para celebrar sua volta às atividades aéreas. Ela deixou marido e dois filhos pequenos.
A tenente Alice dos Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, era natural de Caratinga, na Região do Rio Doce. Antes de ingressar na Polícia Militar, havia atuado no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.
Alice era piloto e também trabalhava na área de manutenção de aeronaves da PMMG. Segundo a corporação, tinha cerca de 300 horas de voo.
Aeronave estava com manutenção em dia
O acidente ocorreu por volta das 16h, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, após uma decolagem do terminal.
O avião havia saído inicialmente do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e seguia uma programação de treinamento que incluía a rechecagem das habilitações dos pilotos.
A aeronave era o Pegasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO, utilizado pela Polícia Militar em missões operacionais, incluindo o transporte de órgãos para transplantes.
De acordo com o diretor de Comunicação Organizacional da PMMG, coronel Flávio Santiago, o avião havia passado por modernização e estava com a manutenção regularizada.
“É importante frisar que tratava-se de uma aeronave retrofitada, uma aeronave que sofreu toda manutenção e troca de equipamentos necessárias. […] Nós não temos nenhum tipo de questão em relação à manutenção, que estava em dia, à retrofitagem, que estava em dia, e à habilitação dos pilotos, que estava em dia”, declarou.
A regularidade da documentação e da manutenção, informada pela PMMG, não determina por si só as causas da queda, que ainda serão investigadas.
“A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo”, lamentou Santiago.
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