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Centenas de medicamentos e anabolizantes foram apreendidos pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em um estabelecimento clandestino no bairro Santa Inês, na Região Leste de Belo Horizonte. Dois homens, de 35 e 27 anos, foram abordados enquanto transportavam parte do material.
Os suspeitos foram levados para uma unidade policial, onde foram ouvidos. Após o pagamento de fiança, os dois foram liberados e permanecem sob investigação.
A apuração começou a partir de uma investigação sobre adulteração de veículos. Durante as diligências, os policiais identificaram um imóvel que, segundo a PCMG, funcionava como uma espécie de farmácia para o armazenamento e a comercialização irregular de medicamentos e anabolizantes.
No local, foram encontrados centenas de produtos, além de uma geladeira, celulares e computadores. Os equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão analisados para auxiliar no avanço da investigação.
Material pode ter vindo do Paraguai
Segundo o delegado Roberto Veran, a origem dos produtos ainda não foi confirmada. A polícia, porém, trabalha com a hipótese de que parte do material tenha sido trazida do Paraguai.
A investigação também apura informações de que médicos compravam medicamentos no estabelecimento. A Polícia Civil busca identificar outros possíveis integrantes do grupo e esclarecer a dimensão da atividade.
Entre os crimes investigados estão tráfico de drogas, armazenamento inadequado de medicamentos, contrabando e descaminho.
Médica alerta para riscos de produtos do mercado paralelo
A endocrinologista Bruna Galvão alerta para os riscos associados à compra de medicamentos no mercado paralelo, principalmente pela dificuldade de verificar a procedência e as condições de armazenamento dos produtos.
Segundo a médica, medicamentos sem controle de qualidade podem não conter a substância ou a dosagem indicada na embalagem e também podem apresentar impurezas. No caso de produtos injetáveis, essas substâncias podem provocar efeitos colaterais graves e reações imunológicas.
A recomendação é que medicamentos sejam adquiridos em farmácias regularizadas e que o consumidor verifique se o produto possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A endocrinologista também orienta os pacientes a conferirem a formação e as especialidades dos profissionais que irão atendê-los no site do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Outro sinal de alerta, segundo a especialista, ocorre quando o profissional exige que o paciente compre medicamentos ou faça exames em um estabelecimento específico. Para ela, o paciente deve ter liberdade para escolher onde adquirir os produtos, desde que o estabelecimento seja uma farmácia regularizada.
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