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A morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, deixou familiares e pessoas próximas abalados. Desaparecida havia 12 dias, a jovem foi encontrada morta em uma cova rasa, em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Enquanto aguardava a liberação do corpo, o irmão dela, Maxwell Sérgio Marques Mota, de 29 anos, tentou lidar com a perda e relembrou características da irmã, descrita por ele como alegre e apaixonada por festas e música sertaneja.
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A identificação ocorreu na quarta-feira (21), depois que investigadores entraram em contato com a família. Ao receber uma fotografia do corpo, Maxwell reconheceu peças de roupa, a capinha do celular e o chinelo usados por Beatriz. Ele também procurou o atual namorado da jovem, Yuri Gabriel Guedes Lopes, que reconheceu uma tatuagem de pena na parte interna da coxa.
Mesmo diante dos indícios, os dois ainda alimentavam a esperança de que Beatriz estivesse viva.
“A gente tinha muita esperança dela estar viva”, lamentou Yuri.
Beatriz poderia estar grávida, diz irmão
Em meio à dor da perda, a família também recebeu a informação de que Beatriz poderia estar grávida. De acordo com Maxwell, uma das irmãs contou que a jovem havia feito testes de gravidez pouco antes de desaparecer e que um deles apresentou resultado positivo.
“Minha irmã mais nova falou que a Beatriz fez uns testes de gravidez e um deu positivo. Ela estaria grávida de uns três meses e há chances de ser do ex-namorado dela, que foi preso por ser suspeito de ter feito isso com ela. Estamos todos muito tristes”, afirmou.
A possível gestação ainda integra o contexto relatado pelos familiares. As informações sobre a gravidez e a paternidade foram apresentadas por eles e não devem ser tratadas como confirmação oficial.
Namorado relata episódios de violência
Yuri contou que estava em um relacionamento com Beatriz havia cerca de quatro semanas. Nesse período, segundo ele, a jovem demonstrou ser uma pessoa solidária e disposta a ajudar os outros.
“Ela era capaz de doar o mundo se pudesse. Era uma menina muito humilde e pronta para ajudar”, disse.
O namorado também relatou que Beatriz havia contado sobre situações difíceis vividas durante o relacionamento anterior com Samuel Castro, de 18 anos. Ele foi preso na quarta-feira (21), suspeito de envolvimento na morte da jovem.
“Ela já me contou o quanto era humilhada por ele quando namoravam. Em uma situação, ele chegou a bater nela. Os dois estavam no quarto quando ele a agrediu”, afirmou Yuri.
Maxwell disse que desconhecia parte dos problemas enfrentados pela irmã. Segundo ele, soube da suposta agressão dentro de casa somente depois do desaparecimento de Beatriz.
“Eu só fui saber que o Samuel tinha agredido ela dentro de casa depois que ela já estava desaparecida”, relatou.
Atual companheira do ex também é suspeita
Carla Luiza da Silva, de 23 anos, atual namorada de Samuel, também foi levada à delegacia. Segundo uma fonte ligada à investigação, ela teria admitido informalmente aos policiais que participou do crime. A informação não representa, por si só, uma confirmação judicial de responsabilidade.
Yuri afirmou que Beatriz relatava desentendimentos com Carla, que, segundo ele, demonstrava ciúmes por causa do relacionamento anterior da jovem com Samuel.
“A Beatriz me falou várias vezes que ela e a Carla não se bicavam por conta do Samuel. A Carla tinha muito ciúmes, passava em frente ao trabalho dela afrontando, quando encontrava em festas encarava. Ela provocava de todo jeito”, contou.
Os familiares, apesar dos relatos sobre o relacionamento anterior, evitaram apontar responsáveis pela morte e disseram esperar que as circunstâncias sejam esclarecidas pelas autoridades.
Família aguarda liberação do corpo
Na noite de quarta-feira, Maxwell e Yuri ainda estavam no terreno onde o corpo foi encontrado, em uma área afastada do centro de Jaboticatubas e com acesso por estrada de terra. Naquele momento, eles aguardavam informações sobre a liberação do corpo, que seria encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Além da perda de Beatriz, a possibilidade de uma gravidez aumentava a tristeza dos familiares, que tentavam assimilar a dimensão da tragédia e a ausência da jovem.
Na residência onde Beatriz morava com a mãe e duas irmãs, de 15 e 22 anos, a família também enfrentava o luto.
“Estão todos arrasados”, disse Maxwell, emocionado.
O caso segue sob investigação. Samuel e Carla são suspeitos, e as circunstâncias da morte de Beatriz deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis.

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