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A implantação da primeira motofaixa de Belo Horizonte foi adiada para 2027. O projeto-piloto, previsto para a Via Expressa, já recebeu autorização da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), mas ainda depende de intervenções na pista antes do início dos trabalhos.
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Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), será necessário realizar o recapeamento de alguns trechos da via e substituir as defensas, estruturas de proteção que separam ou protegem as pistas. A falta de recursos para executar essas obras ainda em 2026 levou ao adiamento da implantação.
A previsão foi apresentada em agosto pela subsecretária municipal de Operações de Transporte e Trânsito, Jussara Bellavinha, durante audiência pública na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O encontro foi realizado para cobrar um cronograma para a implantação da estrutura.
Motofaixa terá 16 quilômetros
O projeto prevê um corredor preferencial para motocicletas com 16 quilômetros de extensão, considerando os dois sentidos da Via Expressa. O trecho vai do viaduto Itamar Franco até a avenida Babita Camargos, na divisa entre Belo Horizonte e Contagem, na Região Metropolitana.
A faixa será instalada entre as duas primeiras faixas de circulação, a partir da esquerda, e terá aproximadamente 1,5 metro de largura. As quatro faixas de tráfego existentes em cada sentido serão mantidas, com implantação de nova sinalização horizontal e vertical.
De acordo com a prefeitura, a Via Expressa foi escolhida por apresentar largura suficiente para receber a motofaixa dentro dos parâmetros estabelecidos pela Senatran.
Projeto tem recursos previstos desde 2024
A implantação da motofaixa conta com R$ 900 mil previstos em recursos. Desse total, R$ 500 mil foram destinados por meio de emenda parlamentar em 2024, enquanto outros R$ 400 mil foram incluídos no orçamento municipal de 2025.
Os valores, porém, não foram utilizados porque o projeto ainda dependia da autorização federal, concedida neste ano. Mesmo após a liberação, a necessidade de obras prévias impediu o avanço da implantação.
Durante a audiência pública, vereadores e representantes de motociclistas questionaram a demora e defenderam que a prefeitura avalie a possibilidade de instalar a faixa nos trechos que não precisam de reformas.
Acidentes com motocicletas aumentam a preocupação
A escolha da Via Expressa também considera o número de acidentes envolvendo motociclistas. Segundo dados apresentados na audiência, a via registrou 240 ocorrências com motos no período analisado.
Outras avenidas de Belo Horizonte tiveram números maiores: a Cristiano Machado contabilizou 580 acidentes, a Antônio Carlos registrou 383 e o Anel Rodoviário, 347.
Os dados apresentados também apontam que, entre janeiro e julho de 2026, 44 motociclistas morreram em acidentes de trânsito na capital, o equivalente a 62,8% das mortes registradas no trânsito no período.
A proposta da motofaixa é organizar a circulação de motocicletas e avaliar os impactos da medida na segurança viária e na fluidez do trânsito. Como a implantação será experimental, a prefeitura deverá encaminhar relatórios periódicos à Senatran para análise dos resultados.
A expectativa é que as intervenções necessárias sejam realizadas no início de 2027, quando, segundo a administração municipal, haverá maior disponibilidade orçamentária.
O que diz a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH)
Nota na íntegra:
A obra de implantação da motofaixa será executada em conjunto com a recuperação integral da via, incluindo a aplicação de novo pavimento e a substituição completa das defensas metálicas.
A estratégia de intervenção no trecho da Via Expressa, formado, em Belo Horizonte, pelas avenidas Juscelino Kubitschek e parte da Teresa Cristina, seguindo até a Avenida Babita Camargos, na divisa com Contagem, permitirá a entrega da motofaixa em condições adequadas de segurança para a circulação de motociclistas.
A intervenção está orçada em aproximadamente R$ 35 milhões.
Após a autorização da implantação do projeto pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), algumas medidas preliminares já foram adotadas, como a realocação de postes pela Cemig. A intervenção foi necessária para viabilizar correções na geometria da via e outras melhorias no trecho.

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