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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fiscaliza revendedoras de combustíveis de aviação localizadas no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, após a queda de duas aeronaves que decolaram do terminal na sexta-feira (9). A ação busca identificar possíveis irregularidades no fornecimento e na qualidade dos combustíveis utilizados nos aviões.
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A fiscalização ocorreu nesta terça-feira (13), quatro dias após os acidentes. Segundo a ANP, foram coletadas amostras dos combustíveis utilizados pelas duas aeronaves, que serão submetidas a análises laboratoriais. Os fiscais também examinaram registros das operações de fornecimento e abastecimento.
“Dentro de suas atribuições legais, a ANP verificará a existência de possíveis irregularidades relacionadas à qualidade dos combustíveis, bem como aos procedimentos de fornecimento e abastecimento”, informou a agência.
Dois aviões caíram no mesmo dia
Quatro pessoas morreram nos dois acidentes registrados na sexta-feira (9), envolvendo aeronaves que haviam decolado do Aeroporto da Pampulha.
No fim da manhã, um monomotor que seguia para Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, caiu sobre os trilhos do metrô, próximo à Estação São Gabriel. O piloto Daniel de Souza da Silva Salomão, de 31 anos, era a única pessoa a bordo e morreu no acidente.
A aeronave, um Embraer Corisco II Turbo, de matrícula PT-VHE, realizava um voo de teste após passar por manutenção.
À tarde, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, pertencente à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), caiu em Santana do Paraíso, próximo ao Aeroporto do Vale do Aço. O acidente matou três militares: o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Lacerda Resende.
A aeronave da PM também havia decolado da Pampulha para realizar um voo de checagem.
ANP não confirmou se os aviões usaram o mesmo combustível
A agência não esclareceu se as duas aeronaves foram abastecidas pelos mesmos fornecedores ou se utilizaram instalações e equipamentos em comum.
O avião da Polícia Militar estava com a manutenção em dia, segundo a corporação. A outra aeronave pertencia à empresa baiana Bello Fruit Importação e Exportação, que também informou que a manutenção estava atualizada. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirmou não haver irregularidades nos registros.
De acordo com a ANP, poderão ser adotadas medidas cautelares, incluindo a interdição de instalações, caso sejam constatadas irregularidades graves que justifiquem essas providências.
As últimas fiscalizações dos fornecedores de combustíveis da Pampulha haviam ocorrido em outubro de 2025. Na ocasião, não foram identificadas irregularidades.
Causas dos acidentes são investigadas
As causas das duas quedas são investigadas pela Polícia Civil de Minas Gerais e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira.
Desde maio, três acidentes aéreos foram registrados na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em todo o estado, o Cenipa contabilizou 140 acidentes aéreos e 71 mortes em um período de dez anos, conforme os dados citados no levantamento.

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