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Amanda Christina Souza Pinto foi condenada a 56 anos e oito meses de prisão pelos assassinatos da própria mãe, de 67 anos, e da filha, de 10. O julgamento foi encerrado nesta quarta-feira (30), em Belo Horizonte.
Durante o Tribunal do Júri, Amanda confessou ter matado as duas vítimas. Em depoimento, porém, contestou a motivação apontada inicialmente durante as investigações e negou que os crimes tenham ocorrido por dinheiro ou após empréstimos terem sido recusados.
A ré afirmou que já pensava em tirar a própria vida antes dos assassinatos. Segundo o depoimento, ela se considerava uma filha e uma mãe inadequada, dizia não contribuir financeiramente com as despesas da residência e acreditava não oferecer à mãe o apoio que gostaria.
Amanda declarou que, inicialmente, pretendia morrer sozinha. No dia 13 de março, a mãe sairia para fazer compras e levaria a neta. Posteriormente, segundo a versão apresentada pela ré no julgamento, ela pensou que mãe e filha encontrariam seu corpo e decidiu matá-las antes de tentar tirar a própria vida.
“Tive a péssima ideia de levá-las junto”, declarou durante o júri.
Ré relatou como ocorreram as mortes
Amanda afirmou ter atacado primeiro a mãe enquanto as duas estavam em um dos quartos do apartamento. Depois, conversou com a filha e disse à menina que ela ficaria sozinha e poderia ser encaminhada para um abrigo.
De acordo com a acusação apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a idosa foi morta por estrangulamento com um golpe conhecido como mata-leão.
Ainda segundo o MPMG, Amanda tentou aplicar o mesmo golpe na filha, mas a criança reagiu. A acusação sustenta que a ré também feriu os pulsos da menina e, posteriormente, voltou a estrangulá-la.
No depoimento prestado durante o julgamento, Amanda admitiu ter enforcado a filha após tentativas anteriores.
Tentativas de suicídio
Depois das mortes, Amanda tentou tirar a própria vida, conforme o relato apresentado no processo. Ela afirmou ter provocado cortes no próprio corpo e ingerido medicamentos.
Segundo o Ministério Público, após perder a consciência e acordar novamente, a mulher foi até a cozinha e tentou provocar a própria morte por inalação de gás.
Equipes de resgate arrombaram a porta do apartamento, prestaram os primeiros socorros e encaminharam Amanda para atendimento médico.
Durante o julgamento, ela afirmou ainda ter feito outras duas tentativas de suicídio desde que foi presa. A ré declarou estar arrependida dos assassinatos.
Investigação apontou outra motivação
A investigação conduzida pela Polícia Civil em 2023 apresentou uma versão diferente para a motivação dos crimes.
À época, a polícia apontou que Amanda teria matado a mãe após uma discussão envolvendo as finanças da residência. A investigação também indicou que a filha teria sido morta porque a mulher acreditava que não conseguiria cuidar da criança sem a avó, que ajudava nas despesas e nos cuidados da menina.
A Polícia Civil concluiu o inquérito com o indiciamento de Amanda por duplo homicídio qualificado.
Com a conclusão do julgamento nesta quarta-feira, Amanda foi condenada pelos dois assassinatos a 56 anos e oito meses de prisão.
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